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domingo, 14 de dezembro de 2025

OLHAR O ARAUTO DA ALMA


OLHAR O ARAUTO DA ALMA

Eloquência dos olhos 

Translúcido fascinam 

 contadores de história

 prepara o espírito a ler música

E o que a menina revela

Segredo com a retina

Verticaliza no tempo

Formatado na melodia

Da qualidade ao drama

Uma porta ancestral

novo significado a felicidade

O olhar degustado

Que recebo e me dou

Um universo revelado

Nesse jeito natural

De instinto felino

Que seduz a caça

Por ela seduzido

A felicidade que ser

 felicidade que vê

 estado de expectativa

Brilho nos olhos 

É da vivida poética 

Desejada e desejosa

Seu olhar é uma prosa

Para o trovador contar

No canto uma lágrima 

Cabimento da pressão 

Ou ária da ilusão .

Ela escorre de tão feliz

Dos olhares cruzarem 

Em reverência ancestral 

Há magia da menina 

Em conluio com a retina.

 SÉRGIO CUMINO.

CATADOR DE RESENHAS



     

     

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

O DENGO E A DENGOSA


 
O DENGO E A DENGOSA

Era um dia de pouca resenha

O dengo transformava a visão

Numa imaginação fantástica

 razão pondera instintos do peito,

Nua oratória, que não havia como

De pronto se põe a declinar

Numa reverência de gratidão

 Sensação, uma brisa de imagens.

Que interagia com suspiros

O solo de dança da malicia

Como um samba contemplando

A disritmia da cuíca..

Num cenário de flores que falam

O sussurro se declara apaixonado

E a melodia aos ouvidos

 Substanciosa se faz ouvir,

A dengosa molinha e absolutamente desejosa

- ah meu dengo, meus peitos

 acendem e se exibem

 Libertos da pressão do bojo

sob o chuveiro de água quente

Simbologia, sonho e Água

Ressurge o delírio adolescente 

E os desejos declamam a saga

Sinais e acenos de bandeira

 projeta-se o amor

Rende se inteira ,dada ao dengo

Arquétipos do conto de fadas

a poesia assume o posto da prosa

A fantasia desnuda,

máscara vai, dar uma volta

Nua e formosa, para ser possuída

Sobre uma colcha de retalhos

Cada pedaço é parte do amor,

O mapa dos desejos vividos 

Sobre as costuras da adversidade

Amores vira folclores renascem

Com ingredientes da experiência

Permitindo temperar a gosto

A vontade degustando o dengo.

Chamego uma iguaria especial

Para entregas específicas

Tornamos toda a magia

Em oferenda sagrada

A Deusa do amor,

SÉRGIO CUMINO –

O POETA A FLOR E A PELE