ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

domingo, 25 de julho de 2010

AVERSÕES

AVERSÕES

Não sei como falar
gostaria de estar
trocar carinho
bulir sorrisos
sentir arrepios

Dúvidas doem
deter-se frustra
só sonhar.Não sei.
é importante , vale muito
mas não sei

O carisma às avessas
ou catarse unilateral
não sei,
não sei chegar
e a que ponto apaga

Amor de pernas curtas
Sem tempero
Não têm apoio/
Fico sem saber
Amor efêmero

escuto música ?
ou bebo minha duvida até
a ultima evidencia insólita?
É um amor numa força
e não recicla ?

como a dança da caneta
sem tintas,é o carinho
do poeta, sem alma.

a menina e seus sentimentos
que não filtram
não sei.
SÉRGIO CUMINO

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A VIOLA QUE TOCA O CÉU


A VIOLA QUE TOCA O CÉU



Na guarita d’alma, da jovem guarda

Escreveu ao mundo no coração de papel

Lembranças de quando sentado na porteira

Menino da gaita dando Adeus a Mariana

Começou lá como pescador em sua barca

navegar pelo Araguaia a sombra do chapéu

Nos braços e abraços com a viola parceira

de olhar no espaço de frente a cabana

Choupana, onde contempla via láctea

banha-se em si , em lá, em sol , sob céu

Para quem domina arte pingo é goteira

Que vira rio atinge o mar, chega a Havana

Avança fronteiras como boiadeiro laça

O touro, com a vida sem deixá-la ao léu

Assim fala do mundo cantando sua aldeia

Grande pai trás seus filhos de carona

Em família a saudade da terra passa

Retratando o sertão em cima do corcel

Marcando estrada com a vida violeira

Com filho adotivo, ou filho da ficção

A magoa do boiadeiro é que parelha

Anjo triste do menino com a sanfona

As violas com violeiros na praça

Encanta as doces notas como mel

E na tela Ana Raio com Zé Trovão

"Pirilampo & Saracura", lampeja

Arte de caboclo culto ao violeiro

A panela velha de cada dona

Prepara a oferenda ao sagrado

O Divino espírito do sertão

Louvor a viola que toca o céu

nas notas do violeiro errante

Natureza é Paraíso do pantaneiro

De João de barros ao rei do gado

Vida levada por ventos Uivantes

Que passe quatro décadas ou até seis

Coração Estradeiro do poeta menestrel

Sabe ser nobre sendo bicho do mato

Porque é musica, é Sérgio Reis.

Sérgio Cumino