AYRÁ RESPIRA OLODUMARÉ
Quando Ayrá olha para Òrun
Inspira a voz de Olodumaré
Expira a chama da transformação
Dádiva que recebeu de Dada
Faz a fogueira que aquece Oxalá
Como ritual de pacificação
Cuja resenha arquiteta a paz
O fogo que dá forma a forja
Rompe as correntes da opressão
Para que abutres não lhe comam fígado
Tenha excelência na missão do criador
A terra é nossa mãe
As pedras são seus ossos
O lodo generoso da anciã
Nos reveste com a carne
Caso que no processo se corrompa
Suas chamas traz a luz ética
Não se perca nos redemoinhos
Porque Ayrá reorienta o caos
Ao generoso brilho da criação
Para não ser abduzido pelo abismo
que fica de tocaia escondido
Junto as sombras que nos confunde
Para tirá-lo da trilha da evolução
Escute a voz dos ventos
A razão, o pensamento crítico
Emancipa com passos divinos
Dá sentido ao seu próprio destino
Não esqueça, desafios tem sacrifícios
Todo desejo tem seu obstáculo
São as centelha que transforma
Porém atenção as chaves dos caminhos
E a lamparina nos guia
Fogo sacro que permeia
No labirinto do livre arbítrio
SÉRGIO CUMINO
VIAGEM A OLODUMARÉ


