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segunda-feira, 29 de junho de 2026

SONHO QUE IRRIGA

SONHO QUE IRRIGA 

Semente na vida planto

A bela, que dilacera o bruto

E revela as sutilezas do âmago

O sonho aparece num susto

Rogava em preces sua vinda

Alquimia faz do poeta bruxo 

Eis que surge, intensa e linda

Como um banho em ritmo blue

Personalizo o sonho que trago

Cordas e gaita celebram alvorada

o desejo de norte a sul

Não há tempo é amada

O que busco, surge à frente

Amplia-me o olhar e a mente

Onde o sentido e o subjetivo

É belo em tudo que se sente.

São quereres de principio ativo

o corpo e formas eloquente

Aconchega a noite e o ninho

Faz de mim, ereto e vivo

A divagar no tempo e espaço

 filosofia do amor e seus anais

Mergulha no mito profundo

O que vem dela há em mim

 nela existe meu mundo

 Elencamos principio e fim

No cosmo somos decimais 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO- FUSCO 


 

VEIAS DE OXUM

VEIAS DE OXUM 

Águas veias coronárias 

Desce pelas brumas serranas

Cujo ventre é mãe terra

E cortesia balneária 

 o mergulho d’alma minha

És cosmo assim como anima

á no mais absorto canto

Todo fio que se personaliza, 

Onde bebe-se a flora e fauna

E toda mitologia lendária 

É bença que abraça terra

Entorno todo germina

Sobre a as formosas matas 

Oxalá envia nuvens brandas

Próximas ao céu a serra

Veste o véu da neblina 

E frescor é seu clima

Toda ser é célula divina

Oxum a força que germina 

Espalha- se discreta 

Para alimentar ribeirinhas

Águas puras, magicas ,límpidas

Hidrata não só corpos, alma

 É a essência de nossas vidas

SÉRGIO CUMINO 

LUMO LUSCO- FUSCO 

ATÉ QUE PONTO?

 ATÉ QUE PONTO?

Coloquei na boca da poesia 

O gosto amargo da agonia 

Talvez dívida de aprendizado 

Indo direto ao ponto 

Bate e rebate 

Como uma tecla de piano

Melhor duas para emparelhar 

Com os neurônios 

Os outros queimaram

Engasgado minimalista 

Até o ponto de interrogação 

Já íntimo as divagadas

guarda- chuva sem capa 

Se está na tempestade 

É pra se encharcar

já foram Intermitente

Quando se ancorava a esperança 

Agora ríspidos e avariado 

Uma dúvida apática insistente 

Até as preces encaminharam 

A uma entrevista com divino 

Claro que nada aparente

Preserva a persona mesmo gasta 

Diante da inquisição fantasma 

Para que não vire tema

Em rodas de carolas

Mas voltando ao ponto 

Os porquês sobre as reticências 

Sem resposta da jornada empacada

O que deveria ligar um ponto ao outro 

Parece uma ponte quebrada 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO- FUSCO