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sábado, 6 de junho de 2026

A ÁRIA DO LOUCO

A ÁRIA DO LOUCO 

A loucura é a ilha abraçada pelo mar

Se põe na arena do oceano 

Imersão caótica do olhar

Privilegiando todos os planos 

Vidente do sol, nascente e poente

Saúda as possibilidades do universo 

Uiva para lua , como lobo potente 

A ária da aventura intima 

Monólogo do teatro da crueldade 

Expondo a corte ao ridículo 

Usa o verso e abusa do reverso 

Valsa libidinosa no proscênio 

Acasalamento com divórcio 

Dilacera o pastor no versículo 

Tem sua sombra como sócio 

E desnudam todo Reino 

Comediante da alma agnóstica 

Liberta os botões de suas casacas

E joga seus bordões nas valas

Raio que desabou a torre de Marselha 

Fagulha da modernidade medieval 

São missionários de Dom Quixote

Artistas, poetas e trovadores apaixonados

Sem escrúpulo, choro nem vela

Entrega a jornada a toda sorte

Se evade da moral evasiva 

Retira o vampiro do cangote 

Pureza do tolo na jornada de Parsifal 

Expertise que subverte a estética 

A desrazão assume a questão 

Caminha livre sem métrica 

*

SÉRGIO CUMINO 

VIAGEM A OLODUMARÉ 

                       

sexta-feira, 5 de junho de 2026

FLORESCER


 FLORESCER 

 Pondera !

Frustrando o conflito 

O subjetivo da posse 

Dor em estado de avareza

Revela!

Sonho a estética da beleza

O caminho na leve vereda

Sob a ótica do suspiro 

Primavera!

Espírito em estação do ciclo 

A alma poda as folhas secas

Recicla em insumos a raiz 

Quisera !

Mesmo com corpo saudoso 

Mas não o fim, processo deveras 

Ser formosa como o sonho 

Ideia!

Que o pensamento medita 

A intuição cogita

Sopra fora como brisa

Espera!

E a memória aflora 

O provável tomando a fresca 

Equilibrando o conto de fadas

Supera!

Atuantes, desejo e obstáculos 

Os fatores atenuantes

Não serão mais como antes

A vela!

Dá ao espírito liberdade de navegar 

Por possibilidades nunca provadas

Provoca a arte dos sonhos 

Cancela!

Convictas menções errôneas 

Condição à se lapidar 

Quantos erros para se inventar 

Reitera!

O estigma dos amargos e sombrios 

Se revertem em expectativa 

Florescem a árvore da vida 

Reintegra!

A criança risonha

Espira propósitos florais

Embebida de suspiros 

Sossega!

Com entidades que celebram

Redireciona ao seu destino 

Afetuoso encontro com divino

Pantera!

Ressignifica a índole do esperado 

Desarma a teimosia belicosa 

Acende a dádiva de Amar.

*

 SÉRGIO CUMINO 

VIAGEM A OLODUMARÉ 

             

MADONA FLOR

 MADONA FLOR 

Altiva como a águia 

Espírito impulsiona o instinto 

Ascende na conexão com primor 

Como fecho de luz que emana

Coração é talismã da Deusa

Determinada enfrenta a dor 

Poder é a destreza de amar

Espírito e a carne é amálgama sem prosa

Cuja alteza vem das profundezas do mar 

A Trindade no exercício da vontade 

É o cravo e a rosa.

Talento na arte de amar

Princípio o meio e o fim

A composição efêmera, força do poema 

É criação dádiva artesã 

Restaurando o dilema 

Percepção intuitiva da flor

Que supera a ventania 

Pelo jardim imaginário 

Nos devaneios da tempestade 

Madona, cabelo de ouro branco 

Transcende o espírito dinâmico 

Quão a alma é pura

Renova a arte de ser mulher 

Não é poesia pois vive poeticamente 

É a cítara de vênus 

Cuja província é a lua.

*

SÉRGIO CUMINO 

VIAGEM A OLODUMARÉ