MARTELO OCULTA O CUTELO
Blindagem do vendilhão
Tem sigilo contratual
Da operação escudo
Extermina até no verão
Conluio com farinha lima
Além do bem e do mal
O sumo do laranja de facção
Aspirante de carreira
Graduado em corrupção
Descarrilha o trem
Passageiro recorre a fé
Sem água benta
Quando tem é contaminada
Pelo paradoxo liberal conservador
Até na terra plana
O fruto cai próximo do pé
As explosões nas ruas e nos trilhos
Mas o dedo aponta para o outro
Até quando descobre-se desvios
O poder Tá Cínico
reação em cadeia
E não culmina em prisão
Sem a menor educação
Deixa o bicho solto
Até robótica vira nicho
Princípio negacionista
Conforme orienta o partido
E determina a base
Não importa quanto
Vai além do que cabe no bolso.
Se preciso for use saco de lixo
Nem os fantasmas ficam na nave
Ninguém sabe, ninguém viu
“ porque Deus não joga dados”
E as emendas se encarregam do desvio
Para o roteirista faccionado
O mesmo que bate o martelo
Para alegria do mercado
Decepa o povo com cutelo
Não existe cavalo alado
Assim como não há
Fascismo moderado ...
SÉRGIO CUMINO
LUME LUSCO-FUSCO


