FLOTILHA DAS INDAGAÇÕES
Se penso logo resisto
Qual seja tempestade
Tornados e tormentos
Com isolamento previsto
fluxo sem resistência
Dor em conluio com amor
Viver em mazelas do jeito
Acasalados no destino
com nó de marinheiro
Arranca o espeto tirado do peito
O raciocínio estanca a sangria
E o valor tira a cadeira do preço
E o pensar como desconforto
Derrocada da mais valia
Sem almofada sistêmica
A ameaça está no encosto
Todo canto há um preposto
E o sistema contra ataca
Importante não ser matraca
Que dilui o pensamento
Flotilha dos questionamentos
E o porão do navegante
Eu sem pressuposto
Escuro e sem rota
Libera a sombra pela escotilha
Une-se ao cognitivo
Vendo o horizonte do convés
Sob as preces das gaivotas
Pronto para o que vier
Veleiros pensantes
Sobre as ondas poéticas
Oceano de possibilidades
Estimulo e a ação, contrária
Estigma da perversão
Apavora o padrão
E suas morais postiças
Por tornaste referência
Cerne da revolução
E do espírito catártico
Atingindo outros mares
Abole o piloto automático
Pela existência náutica
E o que provoca
O suposto certo
Que volta para o reto
Do esgoto do sistema
E o corroem nas entranhas
No programa que aliena
Porque navegantes livres
Mesmo ancorados em seu porto
Não abastecerão em suas rocas
SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX


