CAMINHO MARCADO
Se marcou daqui ou se marquei lá
Ou é marcação do previsível
Se marcado foi, espero que vá.
A marca da alma não vai esperar
E o estigma do mundo invisível
Até a esperança vai se reinventar
E a árvore da vida, aferida
Por deixarem pra lá
Por isso essa urgência intuitiva
Que já foi desbravar
Se for um cientista
Forjado por Ogum
Caminho apontado
Pelo mestre do traçado
E já ferve o, aguardo
Evapora pelo calor da espera
Ansioso ou água no pescoço?
A fogueira de Ayrá fez transpirar
as dúvidas dos pensamentos
Mãe das tensões musculares
Gritando socorro
“entre a cruz e a caldeirinha”
Aconchegado em aspas
A pergunta que não quer calar
Para quem eu peço Socorro?
Se mais um contratempo tiver
Incógnita ou tormenta
Conforme destratado
Do traidor coroado
Penhasco do lascado
Clímax de um fadado.
SÉRGIO CUMINO – DO PÓ A FÊNIX


