Nasceu no subúrbio da zona leste
Onde cresceu e se criou
Arteira e faceira, :- pior que moleque
Dizia Mãe Janaína, inconformada
Jogava bola, laçava na rabiola
Nunca levou desaforo pra casa
Mainha lavava roupa pra fora
Gostava da espuma, que lembra
A beleza das ondas do mar
Zeferino o pai tinha o ar tranquilo
Consertava guarda chuvas
Cigarro de palha no canto da boca
Com rabo de olho, vigiava a brasa
Dizia que a fumaça o leva a sonhar
Helena tempestuosa com raiva
Nem para raio consegui segurar
Foi daí que nasceu o apelido
Alcunha que não se importava
Mau virou adulta já queria trabalhar
Nem mito ou poesia , tudo misturado
O sonho da lagarta, na linha de largada
Faça sol, faça chuva, Helena é o raio
Precoce se transforma, borboleta pra voar
Sopro da vida, caminho do vento
O resto da história projeta pra continuar
As adversidades não foge da luta
Guerreira e feroz como a búfala
Tem entrada em qualquer lugar
Defende lealmente quem ama
Nababesca glória ou na lama
Aqui vai mais uma dica
Helena do raio, é filha de Oyá
SÉRGIO CUMINO
VIAGEM A OLODUMARÉ


