INTEGRIDADE NO CÁRCERE
Dignidade na gaiola
Violada se prende
Junto com carcereiro
Em nome de libertar-se
Ludibriar a sobriedade
Com o complexo de Jó
Com Deus nada factual
O submetido ao manto
Com peça do tecido social.
Na estética do cárcere
vestiram o programado
O defunto é sempre maior
O cobre por completo
Com medidas excepcional
Abusa do eufemismo
Hegemonia de uma cultura
Que o move como peão
Dão seu pescoço pela corte
E aos liberais de ocasião
Uma espécie de dízimo
Com a ganância dominante
Se rege com algoritmos
Para cercear a ciência
Asfixiar a arte
E queimar os livros
Disritmia esquálida
Pastores capítulo a parte
Com conluio de bancadas
Pensar, coisa de atrevido
Que resiste com Aforismos
Com mínimo que se permita
Em postagem programadas
Nessa fábrica de pós verdade
E sua máquina de moer carne
Molda os ideais da necropolitica
SÉRGIO CUMINO
LUME LUSCO-FUSCO


