ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

terça-feira, 30 de junho de 2026

AMANTES DEVOTOS

   

AMANTES DEVOTOS 

Quando momento, faz eterno

Celebram com a taça de vinho

Sou jardineiro que se assanha 

que pelo jardim caminha

Despe-se com rubor, sem pudor

Dando sentindo ao que germina

Sentindo roçar pelo seu corpo

Como pétala magia do amor 

Sendo toda poesia, felina, e flor

Ressignificando desejo interno

Floresce a arte num impulso louco

É deusa do meu mundo pagão

 É poetiza no movimento 

poesia na alma 

E bela eterna

Que fez pulsar o amor

Como alça que deixa corpo solto

Que agita meu céu e inferno

Potencializa meu calor

Prelúdio do primeiro ato

Da às letras silabas sabor

Iluminaria de luz interior

A Ribalta da Musa é a palavra

 Desejos e poesias viram ato

Seu corpo um balé intuitivo 

Universo canta na entrada

Acelera os sentidos 

Resguardo do sonho querido

Como relíquia no baú do peito 

Para quando distância revelar

A saudade será pura evocação

Ao brinde aos nossos sentidos 

O cada gole que se referenda

Brinda espíritos que nos protege 

Fortalece a anima aqui no peito

Refresca a alma como menta

Dando a letra do gesto meigo

Carinho seja o bem feitor 

Relativiza o tempo de cada dengo

Que eu seja o mito da sua sina

Tornemos a lenda dos amantes 

Devotos a Deusa do amor.

SÉRGIO CUMINO –

LUME LUSCO- FUSCO 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

SONHO QUE IRRIGA

SONHO QUE IRRIGA 

Semente na vida planto

A bela, que dilacera o bruto

E revela as sutilezas do âmago

O sonho aparece num susto

Rogava em preces sua vinda

Alquimia faz do poeta bruxo 

Eis que surge, intensa e linda

Como um banho em ritmo blue

Personalizo o sonho que trago

Cordas e gaita celebram alvorada

o desejo de norte a sul

Não há tempo é amada

O que busco, surge à frente

Amplia-me o olhar e a mente

Onde o sentido e o subjetivo

É belo em tudo que se sente.

São quereres de principio ativo

o corpo e formas eloquente

Aconchega a noite e o ninho

Faz de mim, ereto e vivo

A divagar no tempo e espaço

 filosofia do amor e seus anais

Mergulha no mito profundo

O que vem dela há em mim

 nela existe meu mundo

 Elencamos principio e fim

No cosmo somos decimais 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO- FUSCO 


 

VEIAS DE OXUM

VEIAS DE OXUM 

Águas veias coronárias 

Desce pelas brumas serranas

Cujo ventre é mãe terra

E cortesia balneária 

 o mergulho d’alma minha

És cosmo assim como anima

á no mais absorto canto

Todo fio que se personaliza, 

Onde bebe-se a flora e fauna

E toda mitologia lendária 

É bença que abraça terra

Entorno todo germina

Sobre a as formosas matas 

Oxalá envia nuvens brandas

Próximas ao céu a serra

Veste o véu da neblina 

E frescor é seu clima

Toda ser é célula divina

Oxum a força que germina 

Espalha- se discreta 

Para alimentar ribeirinhas

Águas puras, magicas ,límpidas

Hidrata não só corpos, alma

 É a essência de nossas vidas

SÉRGIO CUMINO 

LUMO LUSCO- FUSCO