ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

domingo, 5 de julho de 2026

PÚLPITOS FARISEUS

PÚLPITOS FARISEUS 

 Claustrofóbico foi entender 

Pensamento tão diminuto 

Porque a verdade diluída

Nessa caixa que fiel hiberna 

Confesso que foi um susto

Ressentidos da caverna 

Resgata a idade média 

Como projeto de poder

Abduzidos como surto 

Faz do fiel ativista 

Além do bem e do mal

O ódio é a cereja do culto 

Sob o terno fino do embusteiro

Impera cifrões ao mel prazer

Lacaio da istupida convenção

E o exército fundamentalista 

A discordância que se planta 

Entre as colunas da casa de Deus

É um intruso que lava dinheiro 

Cofre é sua catedral 

Pratas em livros de fundos falsos 

A Bíblia camufla barra de ouro 

Adapta a palavra ao corrupto 

Inquisidor neopentecostal 

Em nome da guerra santa

Faz fortuna a custa do tolo

Oh desprezível pequeno burguês 

Promete redenção aos seus

Ignora o quanto fere mentes 

Viola a inocência crente

Proselitismo de púlpitos fariseus 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 


 

sábado, 4 de julho de 2026

CEIFOU A PAIXÃO

   

CEIFOU A PAIXÃO 

Razão atormenta a paixão 

o cárcere de seus padrões 

Renega a intuição 

Pela sombra da sina

Onde regras não se aplicam

Faz justo, erros antigos 

E joga sonhos na latrina

Passado é a caminhonete velha

Empurrada por seres ausentes 

Que atropela o presente 

Traz na carroceria 

Contratos de receios 

Alguns verbetes da moral

Barril de água 

Para apagar fogareiro 

Cimentando o anseio 

E o sonho a revelia 

Em nome do rancor 

Aprisiona o desejo 

A sete palmos, quem diria 

 De rusgas da castidade 

Deixa de amar 

por temer o amor

Pintando o quadro lúgubre 

Para justificar a dor

Racional e justificado 

Desintegrando o passeio

Por Ladrilhos do medo 

Elimina do destino a cor

Pelas rugas do mau feito 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO- FUSCO 



terça-feira, 30 de junho de 2026

AMANTES DEVOTOS

   

AMANTES DEVOTOS 

Quando momento, faz eterno

Celebram com a taça de vinho

Sou jardineiro que se assanha 

que pelo jardim caminha

Despe-se com rubor, sem pudor

Dando sentindo ao que germina

Sentindo roçar pelo seu corpo

Como pétala magia do amor 

Sendo toda poesia, felina, e flor

Ressignificando desejo interno

Floresce a arte num impulso louco

É deusa do meu mundo pagão

 É poetiza no movimento 

poesia na alma 

E bela eterna

Que fez pulsar o amor

Como alça que deixa corpo solto

Que agita meu céu e inferno

Potencializa meu calor

Prelúdio do primeiro ato

Da às letras silabas sabor

Iluminaria de luz interior

A Ribalta da Musa é a palavra

 Desejos e poesias viram ato

Seu corpo um balé intuitivo 

Universo canta na entrada

Acelera os sentidos 

Resguardo do sonho querido

Como relíquia no baú do peito 

Para quando distância revelar

A saudade será pura evocação

Ao brinde aos nossos sentidos 

O cada gole que se referenda

Brinda espíritos que nos protege 

Fortalece a anima aqui no peito

Refresca a alma como menta

Dando a letra do gesto meigo

Carinho seja o bem feitor 

Relativiza o tempo de cada dengo

Que eu seja o mito da sua sina

Tornemos a lenda dos amantes 

Devotos a Deusa do amor.

SÉRGIO CUMINO –

LUME LUSCO- FUSCO