ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

domingo, 26 de abril de 2026

A ESTRADA CANTA BOIADEIRO

A ESTRADA CANTA BOIADEIRO 

 O som que vem do vale

Não fala se é fogo ou água 

Com a prece do agogô

Cujo percurso cantou

Bezerros e a boiada

Marca no casco 

Espuma nas pedras

Molho de chaves

 Arquétipos em sinfonia 

Vaqueiros e muleiros

Sob a lua 

O som da coruja 

Sob o sol

O vento soprou feito

Flauta de bambu 

Reponde ao berrante 

era bafo do fogo 

É Pedra de Raio 

Que o calor forjou 

O Oxé de Ayrá 

O fez boiadeiro 

Iluminando a boiada 

Na encruzilhada 

Outra falange 

Vem de longe 

Aos serviços de Baba 

E caboclo Boiadeiro 

Pedra arde em fogo

Para passos no mistério 

O Ori se iluminar 

SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX 

                      

22:44

22:44

Essa, é o marco

Embate da memória 

Que não queria lembrar 

Os acordos republicanos 

Para coisa não piorar 

E ir para mapa da morte 

Esgota o limite da esperança 

Nesse sonho confuso 

Enigmas em sincronicidade 

Inteligência artificial 

Se metendo no sentimento 

Nem sabe se faz sentido 

Preenchido de algoritmos 

O dia passou

E o café está amargo

Mais ainda não esfriou 

A razão e o oculto 

Factóides das ilusões 

Infinitos recortes inúteis 

Resenha do arquivo morto 

Do ancestral e o pós moderno 

E a corda que se estica 

mosaico da memória reprimida 

Os obstáculos do medo

A culpa de toda engenharia 

Não tira a própria 

Os passos não saem 

se não programar 

Zere os dígitos 

Viva o princípio 

Lenha, fogo e brasa

Quantos tiverem,ser

 SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX 


 

                           

sábado, 25 de abril de 2026

SORRISO ANDANTE

 SORRISO ANDANTE

 Seu sorriso completa alegria

Do sonho que realiza

A arte usa calma

Em tudo erradia

Na galeria da vida

Dos feitos sagazes

.

Seu sorriso deixa saudades

Nas linhas das palmas

Resenhas salvas

Nos passos da idade

Em tantas poesias

Que universo sabe

.

Seu sorriso nos flagra

As rimas em pazes

Sinergia sentida

Silencia vozes

 brisa a alma

Amor que invade

.

Seu sorriso sussurra

Explendor e graça

Que a boca enlace

E a faça atrevida

O prazer algozes

Fábula vivida

.

Seu sorriso esquenta

Desejos em fragata

Navega seus mares

Mergulho sua piscina

E todos pormenores

viva a sina.

.

Como procurei seu sorriso

Uma verdadeira caça

Em todos humores

Mulher e menina

 Cachoeira e cascata

 Ciranda de criança

E meu amor atina..

O sorriso largado na cama

Que sai da fronha

Pedindo mais

Em gemidos risonhos

A alegria é um sonho

Com seu sorriso acordar

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX