ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

sábado, 18 de julho de 2026

LETÁRGICA INSÔNIA


LETÁRGICA INSÔNIA 

 No cume da insônia 

 Consciente em vertigem 

A prudência do drama

Se explodir no meio da linha

Não há mais teto para reter

Antecipa-se sua tragédia 

Por isso da madrugada moderadora

Que a morte seja conduzida

Para construir nova vida

Paradoxo do mistério sob a lua

Encontrar o equilíbrio na distopia 

Para revelar sua Epifania

 Na retidão do estômago vazio 

Jejum forçado que revela o espírito 

Na angustia atormentada 

Súplica da existência 

Quebra paradigmas 

Na sombra da vigília 

Do herói da resistência 

Na Letargia do nada sobre a vida

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 

RETRATO DA MEMÓRIA

RETRATO DA MEMÓRIA 

Fico tão feliz quando te vejo

Colocarei sua foto no canto do espelho 

Assim ficamos lado a lado

Como nos velhos tempos 

Com seus olhos sorridentes 

E todo seu brilho eternizado

Dará lembranças afetiva a saudade

Até mesmo com papo furado

O ontem voltou com o vento 

E como nasceu todo respeito 

Que cada vez que a imagem 

Ressurge me pega a reboque 

Sinto a falta que me da

Da a memória aos sentimentos 

Árvore da amizade crescendo como Paoba

Que alivia a sede da tua falta

Hidrata a memoria do acolhimento

Que a generosidade me ensinou 

O amor cultiva o colo amigo 

E toda lembrança que trago contigo 

Maduros e mais eloquentes

Até no silêncio juntos nos faz sábios

Seu retrato faz presente 

Beleza da irmandade satisfeita 

Confesso perante o espelho 

A satisfação agia calada

Como semente em terra fértil 

Da nossa fauna nasceu a flora

Que se reflete pela jornada 

Na poesia da memória 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 

LÚCIDO


 
LÚCIDO

Solenidade do pertencimento 

Não chega até o abajur acender

 A política de boa vizinhança 

Tem tempo de validade

Quando acaba o último ato

No camarim tirando a maquiagem 

Persona, expressão do falo

Na farsa das passagens 

O ante- herói é o lúcido 

Vê o desejo no lugar comum 

Esperança terminal diante a luz

Que aparece no escuro da noite 

Bem na conversa com o teto

Sabe ser alvo dos encalços

Sente que não se encaixa

É o dilema do tormento 

Dos tropeços da consciência 

No diálogo dos discretos 

Olhar revela o que não tolera

conluio com sorriso que não sai

Vai até a calada bocejar Alvorada 

E segue o dia na persona camarada 

Afinal é a mente que não se encaixa

No que ouve entra fadiga 

Precisa da integridade preservada

Porém o medíocre é feliz

Ser boçal não preocupa 

Blasfemar sem vergonha na cara

A incoerência no topo da lista

Se auto afirma na misoginia 

Não há canto que não brada

Coerência menos importa no que diz

Ser esdrúxulo é forma de conduta 

Censura prévia não há no dito

Tem cúmplices no culto 

Orgulha-se melhor sendo racista 

Triunfo está na homofobia 

 Indigna o pseudo justo 

Todo lado tem um par

Sem dizer consentimento dos calados

Da empáfia é vassalo

 Indiferença marca o lado

Faz da defesa revelia 

Como manter a sanidade?

Se tolerar tem auto custo 

Tormento virou epidemia 

Faz o lúcido se camuflar

Da blasfêmia sobre tablado 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO