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sexta-feira, 17 de julho de 2026

AMOR MILENAR

AMOR MILENAR 

Bigode que são antenas 

 O eterno pelo afago

Resgate do singelo perdido 

Abraça o peito 

Sobre as pontes avariadas

Energia sobre as safenas

Estabelece a travessia 

Dando pontos de ternura

No coração querido 

Tira-me do vale das sombras 

silêncio da calada ela não mia

Mistérios dão seu jeito 

Com o abraço que ensina amar

Nas carências que indago

No flagelo dos afetos 

Faz me ser um monomito 

Devolve – me o respeito 

E o eloquente ronronar 

Ensina ternura onde há grito

Retira todo fardo 

Sob o apreço da alma pura

Sem eu entender direito 

 os porquês que carrego

desdiz o que tenho dito

Os encantos sob a lua

Felina que cura

Sou feito amor cativo  

É doce que apaga o amargo 

Até a madrugada fica nua

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

O LIMBO ESTÁ ON

O LIMBO ESTÁ ON

 Vem para ti a luz do dia

Na noite que não adormece

no redemoinho do que refuta

Os algoritmos sedutores 

Distraem pelo acaso

Com astúcia demoníaca 

Passa a tela sob transe

Anestesia a carência 

Porque nada guarda

Não difere o indigesto 

Pela hipnose condução 

Faz do tolo decadência 

Goza com sexo alheio

Blasfêmia com a sua divindade 

Fazem do rito um post

Estandarte do ressentido

Malfeitor causa dependência 

Esconde a linha da vida

Assim como instinto da resistência 

Abala metabolismo da cognição 

Com astúcia do pertencimento 

Projeta a luz do seu limbo 

Esperando a notificação 

Com frouxidão do espírito 

Seca a fonte da alegria 

Toma das agruras totem

Torna compaixão sagaz

Por Interesse do impulsionamento 

Passa a lacrar para crer

O faz amante impessoal 

Da resistência produto 

 Cria indulgência artificial 

O faz abduzido de primeira ordem

Absteve de ser 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 


 

O JOGADOR

 O JOGADOR 

  Vulto da ilusão perversa 

Nas luzes da hipnose 

Como traças roem afetos

Hipoteca a vil dignidade 

Aí mora o perigo da peça 

 Contra crise de abstinência 

 sorte é a cenoura que guia desejo

Com esse jogo da consciência 

Seduzido pela máquina enigmática

Provoca o amor fazer as malas 

Enquanto atira-se no abismo 

O clímax da tragédia o espera

E deixa a resiliência apática 

O imprevisível calculado 

Derrocada de vigília 

E o bom senso sequestrado 

E a alma é o resgate 

Da guerra nada santa

A angustia está fadado

A isca que caça o peixe

E estraçalha a família 

O arpão do capital selvagem 

A corda é a aposta que sufoca 

Liberada pela alavanca da banca

Ignora o que supôs a arbitragem 

No radicalismo da esperança 

Sob o vício da roda que gira

Redemoinho do pobre diabo 

Conforme gira se dança 

Cobiça do miserável 

A cabeça pira

Perde mais que o chão 

Sob dopamina está o sonho

Passa alienar as reservas 

Muito além do suportável 

Pela indecorosa cegueira 

Subjuga honestidade temerosa 

Depende do acúmulo emergente

Cai na rede do risco 

a crise sob luminosos alaridos

A vida escorre pela peneira 

Pela herança do inferno 

Luz das palmas o tiram o centro

Entregue a resposta do Incomodo

Sem decoro escorre a torneira 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO