SAUDADES QUÂNTICA
Saudades o quanto
A quântica não se mensura
Além dos ruídos sagrados
O acalentar dos afetos
As correntes sagazes
Da cognição coletiva
As quais nem notava
Desagrega por dispensa..
Ao suposto desejo
Eros ou Thanatos
Ou enredo do sonho
De um sono intermitente
Sejam o que fizer acredita
Não foi com o vento
Camuflou se no tempo
Que reservou no coração
Estava lá
Paciente com a jornada
Para silêncio ostenta
Desenha a poesia
Quando admira a lua
E sinto o suspiro
A brandura da esperança
Sem manchas
Para marcar as possibilidades
Com a lágrima do desencanto
Escuta! sua voz aos quatro cantos
Do silêncio absoluto
Mantra que me chama
Ilumina a intuição
E constelação de estrelas
Até astrologia acena
Marcando posição
No inconsciente fúlgidos
Que a sabedoria sente
Sonho do sonhador
Como brisa presente
Da essência sonhada
Quem te busca não é a mente
É o silêncio do coração.
SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX


