O som que vem do vale
Não fala se é fogo ou água
Com a prece do agogô
Cujo percurso cantou
Bezerros e a boiada
Marca no casco
Espuma nas pedras
Molho de chaves
Arquétipos em sinfonia
Vaqueiros e muleiros
Sob a lua
O som da coruja
Sob o sol
O vento soprou feito
Flauta de bambu
Reponde ao berrante
era bafo do fogo
É Pedra de Raio
Que o calor forjou
O Oxé de Ayrá
O fez boiadeiro
Iluminando a boiada
Na encruzilhada
Outra falange
Vem de longe
Aos serviços de Baba
E caboclo Boiadeiro
Pedra arde em fogo
Para passos no mistério
O Ori se iluminar
SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX


