CICLONE E A EXISTÊNCIA
Redemoinho já se vai
Pelo buraco da fechadura
Que ficou do tamanho da porta
Ampliada a fresta do pensamento
Findando a meditativa clausura
Se ele vai eu vou atrás
Pedi que abrisse a porta
Respondeu-me, que eu sou a chave
O acesso a passagem
A nova perspectiva
Fidelidade da ventania
Foi a frente limpando
Resquícios que me aguardava
Era tudo novo no velho mundo
Eu já era outro, que passei a ser eu
O paradoxo do desconforto
Sai do lugar comum
O frisson abraça a estranheza
O acesso e os passos
O caminho e a passagem
Saí de dentro pra fora
De fora pra dentro
Viver ciclone da existência
Protagonista do roteiro próprio
A proposta e o propósito
O Parsifal e o graal
Louco e o mago sem olhar para trás
General da vestimenta Fun – Fun
À ser lamparina e o Eremita
SÉRGIO CUMINO
VIAGEM A OLODUMARÉ


