AS CHAVES DO DESTINO
Caminhos fechados
impede o passo
Prende como corrente
Qual a chave competente
A essa estrada insolente
Com tocaias do livre arbítrio
Rogo que me abra a mente
Que fechou o pensamento
De corpo presente
O que me tranca
Atravanca o discernimento
Me mantém ausente
Num isolamento
a chave do conhecimento
Passado, presente e futuro
Dádiva da libertação
Das saídas e entradas
Que me tire da caverna
A chave do desejo
Liberta-me da castidade
Meu pai que me rege
Que está no controle
Do lado de lá há caminho
Meu destino, meu Odu
Tirai-me desse estado refulgente
Espero já ter equilíbrio
Para o caminho dos justos
Além da vã filosofia
Abra-me ao mistério
Do céu e a terra
Já não é sem tempo
Que possa caminhar
Como cavaleiro andante
Para enfrentar meus medos
E lutar contra moinhos de vento
Libere os segredos da idade de ouro
A chave do baú do tesouro
Que revela o oculto, Pedro
Para que possa voar ao sol
Sem a imprudência de Ícaro
Sou cônscio do meu limite
Quero fugir desse labirinto
Viver o meu destino
Senhor da encruzilhada
Abra essas portas
Para respirar fertilidade
Dai-me as minhas chaves
Para quando for preciso
SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX


