SONHO DA SAUDADE
Saudade não dorme, sonha
Faz parte do ser, não sei dizer
Materializa as ilusões
Noturnas de Outono
Captura o sono, a meu prazer
Na extensão do braço vejo você
Preenche a sua falta
As gatas de casa aconselham
Com miados solidários
Confortam o refúgio do querer
Aconchegando a mim
Ronronam pra eu dormir
Para amor vibrar no Orum
A lua reflete sua imagem
Felinas em prol da ilusão
Redesenhar o real
Desejo e a sonolência
Adormeci o factual
Olhos fecham e porta se abre
No casebre ruindo pela saudade
surge bela a espera na entrada
vontade, faz dos olhos lamparinas
Ilumina a querência e a sina
Inocência da o ar da graça
Elevando a minha utopia
Para o deleite do espírito
Devaneios cortejo imperial
O que é sonho ou real?
Faz a cabana, cenário de fábula
Ilusão desenha a esperança
Dama dos sonhos é amada
Rainha noturna coroa a paixão
Sonho constrói seu trono
Leve, eterno e breve
Nessa ficção íntima
Suficiente para avivar a emoção
E toda a alegoria inconsciente
Emergi do fundo: - Eu te Amo!
Sonho noturno e oportuno
Que sobrepôs a razão
E deixa a noite calada
Romântica madrugada
Descobertas envolta da manta
Desse sonho não solto
Faz desse corpo criança
Sussurra com a sensação
Faz-me sentir seu colo
Vigília do amor no coração
SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX


