ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

segunda-feira, 6 de abril de 2026

PORQUE PERGUNTOU?

PORQUE PERGUNTOU?

Ignora o mal que faz 

As felicitações sagazes

Recheado de bençãos 

Cheio de bons sentimentos 

Que falseia o amigável 

Glossário dos simpáticos 

“Tamo junto” 

contração de estamos

Significa nunca estivemos 

“Vai melhorar, tenha fé”

Culpando suposto infiel

Travestido de messias 

Encarna o cínico 

Que nem sente

  Olhares Falazes 

Com postiços cílios 

Corante facial 

O engodo com blush

-Se não fosse o batom 

-Daria um beijo pra sarar

Camufla aversão que sente

Cético a dor alheia 

Faz o Subjetivo sagrado 

Lança procuração 

Assinado pelo Dunha

Para Iludir a mão projetada

Pra não ficar feio

Terceiriza a caridade

Já que Deus caiu 

no domínio público

Lança fatura ao céu 

Hipocrisia no colo divino 

Solidariedade “démodé

O padrão burguês 

Sair a francesa 

Teatro do engodo 

Tem péssimo atores

Numa comédia dantesca 

Os tapinhas nos ombros 

E seus avatares

Arcados desorientado 

O corpo caído 

lhe serve de capacho 

Fraudando a empatia 

Caridade vertical 

Benevolência tóxica

A ilusão cai em ruínas

Com amarga angústia 

Na solidão do travesseiro.

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX 

                              

sábado, 4 de abril de 2026

PRECE AO CORPO AVARIADO

 PRECE AO CORPO AVARIADO

Tônica e as dores

Que grau insuportável

Da paciência

Tonal em descompasso

Nem a clemência

Modera o suor frio

A ânsia intermitente

Rogo a Omulu

Que suas palhas sagradas

Elimine todo martírio

Dor e inconsciente

Instala a catarse

Inspira e expira

Equilibra o maremoto

No colo de Iemanjá

Desinflame o inflamado

Para o tônus respirar

Corpo amado poder amar

Suspirar os passeios na orla

Pés na marola

São anáguas, vestes do mar

Rainha vem lhe abençoar

A mais bela das filhas

Me fez devoto dos encantos

Eu , orixás e os santos

Congregam para melhorar

Nessas linhas tortas e dolorida

Há de substituir dores por cores

Até a moça, cuidadora exemplar

Evoca Yamin para mistério de cura

Que pediu a Oya , que seus ventos

Leve a dor, e lhe tire dos tormentos

Os Ibejis não deixaram desanimar

E comemoraremos

Com lua, bolo e guaraná

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX


sexta-feira, 3 de abril de 2026

ESTIGMA DA TRILHA

ESTIGMA DA TRILHA

É meu senhor me sinto melhor 

Porém não consigo tirar 

a corda do pescoço

 com formato temerária

Que fez da horária,Fardo 

Carga invisível 

Contudo presente 

Nesse dilema pela vida

E a dúvida intermitente 

Entre a cruz e a espada 

Peço uma cadeira pra sentar

Para descansar os remorsos 

Que não larga do meu pé 

E nem ruptura do paradigma 

Sabe se lá onde foi criado

O novo pra ser reparado 

Onde armam tocaias 

Fica no mal fadado 

Cole ao lado dele

Se não ele vai sozinho 

Da sentido as avarias 

Permanece minhocas semiótica 

O coliseu da cabeça 

Estigma ostensivo 

Para ser visto 

Òrun desenhando 

Sinais na terra

De bom pai

Na areia de Iemanjá 

Gaivotas percebem o medo

Camuflado de força 

Para enganar o desespero 

Onde enfrentar 

Os jamais 

Para preservar 

Bússola do bom senso 

E todo seu elenco 

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX