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sábado, 8 de agosto de 2026

VERITAS COMO A LUA


VERITAS COMO A LUA

Fadigas da noite 

“In vino veritas”

Tiveras especificidade 

*

Castelo, fábula e quilate

Toda abundância infinita 

Flutua na pneuma

Romântica e verista 

Sobrepujado pela gota de suor

A resenha tem seu calor

O oxigênio desse fogo

Flama eterno e sensual 

Poesia prevalece no suspiro 

Sonho se apega

O pássaro que voa

És Rainha além da coroa 

O beija-flor com quero-quero

Adentro seu palácio e venho a ser

Despretensioso e fraterno  

O poeta plebeu que fala com a lua

Inspirado no que diz a brisa

E os olhos ainda não se abriram 

Os astros e as causas afins 

Aguardam na superfície das coisas

Onde a ânsia paralela atua 

Com o simulacro da alma

Feito brincadeira de criança 

É o amor em êxtase.

Místico, alegórico e mitológico 

É a paixão no carrossel metafísico

São pressupostos do mundo 

Ressonância selvagem 

Que o sono deu a memória.

O rio que abraça o castelo é perene 

E suas correntes, fontes e afluentes 

A gênesis das personagens 

O fruto da árvore que plantam

*

emparedado no mausoléu do quarto 

Está embriagado pelo aroma da flor

Efeito do predicado lúdico 

Com o instinto no sentido figurado 

Perde-se em sua galeria 

Desperdiçado pelo acaso 

*

SÉRGIO CUMINO 

INVERNO REVERSO 


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

CORRENTES DO SONETO

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

POETA CANTA A LUA

POETA CANTA A LUA 

 É poesia Paraná 

Rio de dimensão do mar 

Coração se afina delírios afluente 

Como lendas originária de amantes 

Até o desejo começa a adequa

Dão braçadas desejos efluentes 

Arco-íris de paixão cortante

Por ondas de “La Vie em Rose” 

Que atravessam continentes

Sob a lua anseios espumantes

Como fendas poética que leva

A nostalgia de “Meia-Noite em Paris “

Faz da madrugada sem fim

Brisa da mente de entrega leve 

  os abundantes retratos da Rosa

A história álbum jardim 

Galeria de poses feito partitura 

Aviva ao concerto de violino

Cutucada se insinua no chão de giz

Porque a criatividade se atreve

 És como uma pintura 

Quando os peitos batem o sino

Toda compostura flutua 

A poesia namora a prosa

O carinho harmoniza a lisura 

De camisa e perna nua

Nas taças delicioso vinho 

O poeta canta a Lua

*

SÉRGIO CUMINO 

INVERNO REVERSO