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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CAMINHO MARCADO

CAMINHO MARCADO

Se marcou daqui ou se marquei lá 

Ou é marcação do previsível 

Se marcado foi, espero que vá.

A marca da alma não vai esperar 

E o estigma do mundo invisível

Até a esperança vai se reinventar 

E a árvore da vida, aferida

Por deixarem pra lá 

Por isso essa urgência intuitiva 

Que já foi desbravar

Se for um cientista 

Forjado por Ogum 

Caminho apontado 

Pelo mestre do traçado 

E já ferve o, aguardo 

Evapora pelo calor da espera

Ansioso ou água no pescoço? 

A fogueira de Ayrá fez transpirar 

as dúvidas dos pensamentos

Mãe das tensões musculares 

Gritando socorro 

“entre a cruz e a caldeirinha”

Aconchegado em aspas 

A pergunta que não quer calar 

Para quem eu peço Socorro?

 Se mais um contratempo tiver 

Incógnita ou tormenta

Conforme destratado 

Do traidor coroado

Penhasco do lascado 

Clímax de um fadado.

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ A FÊNIX

  

                  

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

FELINA VERÃO

FELINA VERÃO 

Andava na areia 

com a canga sereia

Os pés abraçados 

Pela marola caminha

Movimento e poesia 

Cria da maresia 

A provoca mulher

Desenrola o suspirar 

Desejosa recebe

Chamego do vento

Beijos em versos

Virando do avesso 

Sussurra um reggae 

Um dueto com o mar 

É a graça flutuante 

Inspirador e delirante 

Sob o Sol tropical

Tensão ficou na onda

Sem olhar para tras

Partiu com sal

Já o amor chegou 

Com a brisa

Versando o querer

A paixão no verão 

E por que não 

Diz o tempo 

Bronzeando o corpo 

Ao fundo azul do céu 

Contrasta com mar

No fundo desejo aflora 

A pele cor de mel

Para a noite amar.

SÉRGIO CUMINO 

– POETA A FLOR & A PELE   

                  

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

ITÃ VERSA O VERSO

ITÃ VERSA O VERSO

Testemunho ocular 

Dos passos descompasso

Como dúvida cantada

Cuja resposta intuída 

Deveras doida

É o que caleja caminhada

Ancestralidade secular


Medo que trava os dentes 

E a cautela de ser pertinente 

Na hora de desatar o nó 

Que codifica os arrepios

O pé da consulta, se move 

Saudar no rito do paô

No ritmo que Exu entende


Vereda que volta diferente 

As reflexões se abatem 

oferendas ao pensamento

Os tormentos difusos 

Quando a fala vira fumaça 

É magia dentro de cabaça 

A graça é manifesta nos Búzios


Nove estradas e cinco perguntas 

Três opções, haja coração 

O que versa liga a conexão 

Entre Àiyé e a vastidão do Òrun, 

A filosofia cantada no chão

 As linhas das palmas lançam Odus 

És mensageiro de Olorum.


Conduz-me ao passado 

Para que entenda a missão 

Não há caminhada sem rumo 

 esperança em forma de concha 

brincando de ciranda de roda

Avatares signos de si

Temperando meu Ori 


Essa metafísica representativa

Zeladora das células 

Amálgama aos saberes invisíveis

Ela que me prende a terra

Como Eres que berram 

Aos quatro cantos celestiais

Não há dualidade nessa União 


O oráculo prevê a mente sã

Da caminho ao sonho perdido

firmeza ao cético arredio 

Poeta versa devoção a ITÃ

 Verticaliza credo da fé 

Rogo poesia seja prece divina

Com a Pena sagrada ,òkòdidé


SÉRGIO CUMINO – O POETA DE AYRÁ