COMO NAQUELA MANHÃ
O vento sopra o pólen
Como poesia sussurrando
Sobre avanço nevoeiro
Como prece perante o véu
Balança a copa das árvores
Como a dança da rainha de copas
A chuva molha Campos e terra
Como cânticos da vida
A vida é terra composta de ventres
Como menina se tornara mãe
A mãe preposto da Deusa que amamenta o filho
Com afeto, devoção e amor
O amor mediador do caminho
Como louco a busca do destino
As árvores recebem as abelhas
Como o mundo Polinizam beijando as flores
Ficam envaidecidas que suspiram poesia
Como floresce inspiração no polem
Nas copas os pássaros dançam
Como as folhas são chocalhos da árvore
Coreografa os ares de vida
Como o cio da terra
Está na ternura da mãe
Como ventre sente horizonte
Que alegra e alimenta o amor
Como filho, espírito e santo
Na jornada do destino
Como caminhos de revelação
Que semeia seus jardins
Como abelhas produzem mel
*
SÉRGIO CUMINO
INVERNO REVERSO


