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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
GRÃO POÉTICO
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
O AFAGO DOS MEDOS
O AFAGO DOS MEDOS
Será que se juntar os medos
Forma-se uma coragem?
Ou coletivo da distopia,
Extremos que se misturam
Na paúra da integridade ferida
Inflando o território como bola
Que não suporta o entrave
Como complexo é ser singular
E restabelecer o ori
Se prevenir das armadilhas ardilosas
Tóxica ao inconsciente coletivo
É o clímax da obra
O amor está ativo
Encanto ao diferente
Na equação da catástrofe
Prudência e caldo de galinha
Ciente do auto inventário
Uma biografia grifada,
O dialeto das rugas
O registro tem morada
Camuflada de arquivo morto
Personaliza O inferno de Dante
Crueldade ou carma ?
Bico de pena da existência
Onde encaixa a sina.
Não há mais tempo de errar.
Os passos calejados inflamam
Um aviso das correntes sanguíneas
Que boa aventurança
E os mistérios de Ifá
Se aventure por essas banda
Porque a ficção da realidade
são sussurros do pensamento
Em linhas próximas veredas
Na lida o estigma sobrevive
se estabeleça. Como um capítulo,
Que se projeta. Ao oculto
Mito, e o arquétipo
Que penetra na pele
toda nuance para aprender
Num amalgama das almas
Na qualidade dos movimentos
Corpos se libertam
varal de coloridas luzes
Ilumina o tablado
E cada qual seu proscênio
Cada pé no seu Aiyé
Farol e as moléculas
as brechas do vacilo
O íntimo se projeta
Ocupando o espaço vazio
do ponto oponente.
Nem sempre consciente
Do seu abraço dos medos.
SERGIO CUMINO - DO PÓ A FÊNIX.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
O SER E O PÓ DA CAMINHADA
O SER E O PÓ DA CAMINHADA
O tacho de dendê fervente
Posto em fogo a lenha
cozinhou muita resenha
Imagina-se a qual custo
Como ingrediente escolhido
Desorienta filho de Ayra
Implorando água doce
Do encontro do Rio com o mar
Não é para se tornar um cozido
Sim, benção para o tormento esfriar
As reflexões vocifera em agonia
O que vale está no caldeirão?
Ressignificar a morte
Como vale de introspecção
Preenchendo o vazio
Desse vale de reclusão
É o olho e o furacão
Roga por luz, com pés em brasas
Sobre a cegueira da aflição
Para seguir a sina rumo ao Odu
E destrave a paralisia dos passos
E deixar o vale do abandono
Fritar na controvérsia do transtorno
Como caso pensado dessa provação
Para poesia deixar a alma
E verter pelo fígado
Será a melhor forma
Para registrar distopias vividas
Torturando sonhos
E sacrificando paradigma
Que alguém me diga?
Como ser Fênix,
com a queimada e desconstrução?
Estar numa cumbuca
onde ninguém põe a mão
por medo de pôr a empatia
Na desilusão da provação
observado queima, sente-se só
Será que a sobra do fervor
É o elixir da renovação?
Nova fragrância da vida
Só se apesar da mutação
A esperança não vire pó.
SÉRGIO CUMINO – DO PÓ A FÊNIX


