AMANTE SURREAL
João Antônio,
alcunha Marlon Brando
Que atrai em sua rede
Uma sereia em seu perfil
A mulher que flertou com seus sonhos
A qual iludia até suas dúvidas
Do quanto nela correspondia
A fotossíntese da realidade
Era contrato de gaveta com ilusão
grilagem especialista em paranóia
Atuava no engodo da percepção
Era difícil saber quantas primaveras
Compunha a improvável beldade
Ou se correspondia alguma estação
Se era maresia ou tempestade
Se era Mulher fatal
Ou uma sem noção serial killer
Marlon criou sopros de otimismo
A ponto de ficar sem ar
Precisava desviar o olhar
da lista de seguidores
Joinha, coração , besteirinha virtual
Nem pensar em checar avatares
Colocam caraminholas offline
Estafado com falta de sinal
Declino a aforismos de botequim
Cega-se a plataforma de Tróia
Se iludido por inteligência artificial
Que seja com estilo
O corpo era próprio ou sacado de galeria?
Seguro quanto fumos de homem Brando
Assim a autoestima se diluída
Com marcador na reserva
Desponta a famigerada ilusão
Poxa a champanhe no Iate, Irreal?
Isola o entorno para não deletar a cobiça
Quantos Marlon existe naquele barco?
Haverá de ter centenas de idiotas
Resolutos que se dariam bem
Quase certo de não serem robôs
Abduzidos carentes pelo que projetam
Até os mimos eram compartilhados
Oriundo de algoritmos galanteadores
Contrabando de afetos
“Bom dia” sonho viaja na fumaça do café
“Boa tarde” Crepúsculo despejado da metrópole
“Boa Noite “ Gato preto no telhado.
Deve ser um araponga no controle
Uma Dama no espartilho virtual
E o amor efêmero não começa
Porque o polegar rolou a fila
*
CATADOR DE RESENHAS
SÉRGIO CUMINO


