A alegria da moça
Levada pelas pernas morenas
Auxiliadora de toda cognição
Sobe as ladeiras dá Zona da Mata
A Diva da Manchester mineira
O brinco da carioca do brejo
Encontro um amor de fora
Logo se viu distante da Fauna e Flora
Goiabada com queijo na sampa paulistana
As avarias do joelho e tornozelo
Leva a caminhada ser com a cadeira
Enaltece os encantos como manteve o zelo
O poeta paulista não perdeu seu cheiro
as mãos na manopla, escorre aos ombros
A prosa é a atração intensa
O beijo a surpreende pela nuca
Com direito a sussurros ao ouvido
Os arrepios se espalham pelo corpo
O desejo chega aos pés
Pedintes da massagem tântrica
As coxas grossas recebem fino trato
Os joelhos abrem o prazer
Danados que são
Sedutores como café fresco
Oferecido no bule
Somos o bolo de milho
A mineira não é cadeira
E a cadeira não é a mineira
Quando assalta o colo do poeta
É a resenha da fêmea por afeto
Com suas carícias em libras
Como os corpos declaram o amor
Misturando-se com as metáforas do toque
Porque a poesia é silenciosa
Renuncia a palestra no momento íntimo
O verso é o suspiro da pupila
Conjugando todas as malícias
A vulnerabilidade consensual
Admite o conluio
Com os beijos molhados
A rendição do plexo desejoso
Seu sol deixam os seios ouriçados
Com volúpia saltam do bojo
Depois que os botões abrem segundo ato
A blusa escancara um sorriso
Na brasileira alegria do desejo
Pernas morenas contraem e descontraem
Expostas a um prazer iminente
Amantes com deficiência deixam a cadeira
Poesia com deficiência escrita no lençol
Lira paulistana com paixão mineira
Cadeira amiga é testemunha ocular
Discreta segura nossas roupas
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SÉRGIO CUMINO
POESIA COM DEFICIÊNCIA


