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domingo, 12 de julho de 2026

INTEGRIDADE NO CÁRCERE


INTEGRIDADE NO CÁRCERE 

Dignidade na gaiola 

Violada se prende 

Junto com carcereiro 

Em nome de libertar-se

Ludibriar a sobriedade 

Com o complexo de Jó 

Com Deus nada factual 

O submetido ao manto 

Com peça do tecido social.

Na estética do cárcere 

 vestiram o programado 

O defunto é sempre maior

O cobre por completo  

Com medidas excepcional 

Abusa do eufemismo 

Hegemonia de uma cultura

Que o move como peão 

Dão seu pescoço pela corte

E aos liberais de ocasião 

Uma espécie de dízimo 

Com a ganância dominante 

Se rege com algoritmos

Para cercear a ciência 

Asfixiar a arte 

E queimar os livros 

Disritmia esquálida 

Pastores capítulo a parte

Com conluio de bancadas

Pensar, coisa de atrevido 

Que resiste com Aforismos

Com mínimo que se permita

Em postagem programadas

Nessa fábrica de pós verdade 

E sua máquina de moer carne

Molda os ideais da necropolitica 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 


 

sábado, 11 de julho de 2026

ENCONTRO MODERNO

 ENCONTRO MODERNO

 Estou com vontade de você

 sentir nossas pernas se encaixar 

Até pedi para o silêncio

 a melhor hora de dar um tempo

 quando os olhos resolverem falar

Que chova, faça frio lá fora

Porque aqui no peito

 tem lugar pra te esquentar 

Alertei o cabimento que caiba certo 

as palavras no lugar 

Que escolha cada verbo, 

que dá movimento ao verso

Para o sussurro declamar

Que a emoção não se descontrole

Não posso dar mole

Tenho que ser suave e fraterno 

 se não começo a gaguejar 

Só de pensar se intromete a tensão 

Sabemos a modernidade como é 

Ela pediu que a curtisse no Instagram 

Sou rei da bola fora

Quem cai na rede é mané 

De pronto pedi a localização 

Bom avisar, liberaram as possibilidades 

Que a estética me faça maneirar

Não me deixa ir de terno 

Esconde gravata plastron 

Tanta emoção, não tenho mais idade

Porque o que está programado 

Luau romântico a beira mar

Imprevisto faz conluio com dilema 

se o incerto, palpite de irmos ao samba

Começarei errado 

Camiseta de rock e tênis bamba 

Se ela perguntar se gosto hip Hop 

De folga ao verbo, cancele o poema.

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 

TRIBUNAL DA INSÔNIA

 

TRIBUNAL DA INSÔNIA 

Quantas culpas de insônia 

Pensava–se, além do bem e do mal

Sobre palanque da arrogância 

Chegou acertos de contas 

Inferno de Dante da consciência 

Entre o Eu e a Sombra 

Sobre crises de Selfie 

A noite manteve -se calada

Sem intervir paciente

Briga da existência não se mete

Crepúsculo moral

Maculou sua história 

A consciência pesada

Intolerância com descaso 

Preconceitos foram a meta

A serviço da escória 

Massaroco pela estrada 

Sumo dos maus presságio

Da vida nada se leva

É Justo o gosto amargo 

Dessa poética resenha

Quando o ser vira rejeito 

Linda mulher ao seu lado

Que a misoginia o impede de ver

É o contraste da luz e as trevas 

A úlcera o isola 

Mente, coração, e o que vem de fora

O personagem perdeu o nome 

Nesse refúgio do tormento 

Pode ser o outro, você, até esse poeta

Rusgas sobrepostas, trancou as portas 

Monstro interno o consome

O fez idiota, sem identidade 

A alma transformou em gosma

Alegria e a ilusão, o abandonaram 

Decepcionada na noite de verão 

O amor não se compra mais

Sobrou a dor do arrependido 

Que a soberba plantou

Há vida lá fora, anunciada pelo vento 

Enquanto dentro umbral de silêncio 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO