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sexta-feira, 5 de junho de 2026

FLORESCER


 FLORESCER 

 Pondera !

Frustrando o conflito 

O subjetivo da posse 

Dor em estado de avareza

Revela!

Sonho a estética da beleza

O caminho na leve vereda

Sob a ótica do suspiro 

Primavera!

Espírito em estação do ciclo 

A alma poda as folhas secas

Recicla em insumos a raiz 

Quisera !

Mesmo com corpo saudoso 

Mas não o fim, processo deveras 

Ser formosa como o sonho 

Ideia!

Que o pensamento medita 

A intuição cogita

Sopra fora como brisa

Espera!

E a memória aflora 

O provável tomando a fresca 

Equilibrando o conto de fadas

Supera!

Atuantes, desejo e obstáculos 

Os fatores atenuantes

Não serão mais como antes

A vela!

Dá ao espírito liberdade de navegar 

Por possibilidades nunca provadas

Provoca a arte dos sonhos 

Cancela!

Convictas menções errôneas 

Condição à se lapidar 

Quantos erros para se inventar 

Reitera!

O estigma dos amargos e sombrios 

Se revertem em expectativa 

Florescem a árvore da vida 

Reintegra!

A criança risonha

Espira propósitos florais

Embebida de suspiros 

Sossega!

Com entidades que celebram

Redireciona ao seu destino 

Afetuoso encontro com divino

Pantera!

Ressignifica a índole do esperado 

Desarma a teimosia belicosa 

Acende a dádiva de Amar.

*

 SÉRGIO CUMINO 

VIAGEM A OLODUMARÉ 

             

MADONA FLOR

 MADONA FLOR 

Altiva como a águia 

Espírito impulsiona o instinto 

Ascende na conexão com primor 

Como fecho de luz que emana

Coração é talismã da Deusa

Determinada enfrenta a dor 

Poder é a destreza de amar

Espírito e a carne é amálgama sem prosa

Cuja alteza vem das profundezas do mar 

A Trindade no exercício da vontade 

É o cravo e a rosa.

Talento na arte de amar

Princípio o meio e o fim

A composição efêmera, força do poema 

É criação dádiva artesã 

Restaurando o dilema 

Percepção intuitiva da flor

Que supera a ventania 

Pelo jardim imaginário 

Nos devaneios da tempestade 

Madona, cabelo de ouro branco 

Transcende o espírito dinâmico 

Quão a alma é pura

Renova a arte de ser mulher 

Não é poesia pois vive poeticamente 

É a cítara de vênus 

Cuja província é a lua.

*

SÉRGIO CUMINO 

VIAGEM A OLODUMARÉ 


                    

quinta-feira, 4 de junho de 2026

O PASSEIO DA PALAVRA

O PASSEIO DA PALAVRA 

Numa noite de lua 

Na solidão da agonia 

A moça leva a revelia 

A palavra para passear 

pensamentos precisavam de companhia 

Assim teria com quem conversar 

Despiu-se das frases feitas

Da moda opressora e fetiche das rendas 

Era noite de libertar a utopia 

Levou a palavra a beira mar

Para ouvir a capela a ária das ondas

Levou as palavras que andavam rebeldes

Com o estresse da superfície 

A Lua e o canto das ondas

Ela e as palavras nuas

Não haveria porque dissimular 

As estrelas eram tantas 

Brincavam de esconder nas nuvens 

Não se preocupavam com as semânticas 

Certo era que na praia da dúvida 

Entre pairar junto as nuvens 

Ou mergulhar no oceano 

Ali estava a lua para mediar 

Uma coisa era certa 

A maresia decodificava pensamento 

E as palavras se esbaldava como criança 

Bastava dá-lhe a mão 

Que a levaria onde quisesse 

A liberdade era o farol imaginário 

Que orienta as navegantes 

E as frases de vento e prosas

No embalo das ondas

Para que ela seja a poesia 

Quando a lua é a semiótica.

*

SÉRGIO CUMINO 

VIAGEM A OLODUMARÉ