“In vino veritas”
Tiveras especificidade
*
Castelo, fábula e quilate
Toda abundância infinita
Flutua na pneuma
Romântica e verista
Sobrepujado pela gota de suor
A resenha tem seu calor
O oxigênio desse fogo
Flama eterno e sensual
Poesia prevalece no suspiro
Sonho se apega
O pássaro que voa
És Rainha além da coroa
O beija-flor com quero-quero
Adentro seu palácio e venho a ser
Despretensioso e fraterno
O poeta plebeu que fala com a lua
Inspirado no que diz a brisa
E os olhos ainda não se abriram
Os astros e as causas afins
Aguardam na superfície das coisas
Onde a ânsia paralela atua
Com o simulacro da alma
Feito brincadeira de criança
É o amor em êxtase.
Místico, alegórico e mitológico
É a paixão no carrossel metafísico
São pressupostos do mundo
Ressonância selvagem
Que o sono deu a memória.
O rio que abraça o castelo é perene
E suas correntes, fontes e afluentes
A gênesis das personagens
O fruto da árvore que plantam
*
emparedado no mausoléu do quarto
Está embriagado pelo aroma da flor
Efeito do predicado lúdico
Com o instinto no sentido figurado
Perde-se em sua galeria
Desperdiçado pelo acaso
*
SÉRGIO CUMINO
INVERNO REVERSO

