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segunda-feira, 27 de abril de 2026

SAUDADES QUÂNTICA

SAUDADES QUÂNTICA 

Saudades o quanto 

A quântica não se mensura 

Além dos ruídos sagrados

O acalentar dos afetos 

As correntes sagazes

Da cognição coletiva 

As quais nem notava

Desagrega por dispensa..

Ao suposto desejo 

Eros ou Thanatos 

Ou enredo do sonho

De um sono intermitente 

Sejam o que fizer acredita 

Não foi com o vento 

Camuflou se no tempo 

Que reservou no coração 

Estava lá 

Paciente com a jornada 

Para silêncio ostenta 

Desenha a poesia 

Quando admira a lua

E sinto o suspiro 

A brandura da esperança 

Sem manchas 

Para marcar as possibilidades 

Com a lágrima do desencanto 

Escuta! sua voz aos quatro cantos 

Do silêncio absoluto 

Mantra que me chama

Ilumina a intuição 

E constelação de estrelas 

Até astrologia acena

Marcando posição 

No inconsciente fúlgidos 

Que a sabedoria sente

Sonho do sonhador 

Como brisa presente 

Da essência sonhada

Quem te busca não é a mente 

É o silêncio do coração.

SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX 

  

                              

domingo, 26 de abril de 2026

A ESTRADA CANTA BOIADEIRO

A ESTRADA CANTA BOIADEIRO 

 O som que vem do vale

Não fala se é fogo ou água 

Com a prece do agogô

Cujo percurso cantou

Bezerros e a boiada

Marca no casco 

Espuma nas pedras

Molho de chaves

 Arquétipos em sinfonia 

Vaqueiros e muleiros

Sob a lua 

O som da coruja 

Sob o sol

O vento soprou feito

Flauta de bambu 

Reponde ao berrante 

era bafo do fogo 

É Pedra de Raio 

Que o calor forjou 

O Oxé de Ayrá 

O fez boiadeiro 

Iluminando a boiada 

Na encruzilhada 

Outra falange 

Vem de longe 

Aos serviços de Baba 

E caboclo Boiadeiro 

Pedra arde em fogo

Para passos no mistério 

O Ori se iluminar 

SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX 

                      

22:44

22:44

Essa, é o marco

Embate da memória 

Que não queria lembrar 

Os acordos republicanos 

Para coisa não piorar 

E ir para mapa da morte 

Esgota o limite da esperança 

Nesse sonho confuso 

Enigmas em sincronicidade 

Inteligência artificial 

Se metendo no sentimento 

Nem sabe se faz sentido 

Preenchido de algoritmos 

O dia passou

E o café está amargo

Mais ainda não esfriou 

A razão e o oculto 

Factóides das ilusões 

Infinitos recortes inúteis 

Resenha do arquivo morto 

Do ancestral e o pós moderno 

E a corda que se estica 

mosaico da memória reprimida 

Os obstáculos do medo

A culpa de toda engenharia 

Não tira a própria 

Os passos não saem 

se não programar 

Zere os dígitos 

Viva o princípio 

Lenha, fogo e brasa

Quantos tiverem,ser

 SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX