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segunda-feira, 20 de abril de 2026

PULSA QUIETUDE


PULSA QUIETUDE 

Caminho da prosa

Suspiro presente 

Sentido sol poente 

 Urbana Clareira 

Da feira entre palmeiras 

Largo das resenhas

Meninos e meninas 

Patins e tainhas 

Dada as mãos 

Ousadas paradas

Pensamento trovador 

Ressuscita natureza morta

Em manobras radicais 

Defronte as acácias 

Esquina simpática 

E o passeio abraçado 

Pelo jardim e a parede 

Portal pro além 

E os gatos na vigília 

Tem coisa a intuição

Mostra e não explica 

 memória afetiva

Da mente vazia 

Resenha sem narrativa 

Nessa vida de falácias 

Lúdico do balanço 

Frisson da gangorra

A praça dos ninos

Os signos são caminho 

E o caminho os signos 

A sombra dendezeiro 

A dialeto do arrepio

 Acende o barra vento 

Não estamos sós 

Andante e errante 

Sob a lua vigilante 

Não sabe o que sente

Numa curva suave

Adentra a Eros

Trilha do “bora lá “

Pulsa quietude 

No peito quente 

Pelos braços do aconchego 

E o sonho na nave

Do lado mata

A paz acompanha serena

a caminho de casa

 Cantando o silêncio 

Da feliz chegada.

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX 

    

                              

quinta-feira, 16 de abril de 2026

SOLITÁRIO E A ESPERANÇA ON


SOLITÁRIO E A ESPERANÇA ON

Solitário e a esperança-on

O contexto com texto

No poemeto enviado

A persuasão e calor ,

Na intenção da atração

Sonda desejo e o clímax

Que floreia a mensagem

Põe a emoção no plano da poesia

Aí abre o conselho no universo

Bilhete na garrafa

Em Ondas modernas

Que a resposta venha com a maré

No veleiro do sete mares

Os alertas aos radares

Redes na busca

Chegou, uma , duas ...

o aparelho notifica

O que tu segues o

Overdose de notificação

O som que escolheu

Acelera frisson cárdico

Fica na porta

Olhando pro caminho

Se da conta

Ali seu quadrado mínimo

Onde o olhar escapa

Para o segredo da noite

Pela janela que comporta

visto, o sorriso pelo sinal

Solidário do vizinho

Só tem um pingo

Nenhum sinal da amada

Que chega na entrada

Não invade a casa

A ferramenta móvel

Ali no limite

Da liberdade íntima

Bate o tema, confere

Engano, marca posição

Agregado a um grupo on

onde é invisível

Foi um engano

Que iludi a ilusão

Toque . O trouxe em veste

Que o privado permite

A que passou de fora. Passou!

Pela diversidade da esquina

No balde, espuma de molho

banho e sonho das águas

Esse Clímax do quase nu .

Instantes da água morna

Mãos , avião cedido ao molho

Entrega se a brisa de súbito

Tela abre o momento íntimo

Flertando com encanto

Da mulher dos sonhos

Que não chega o suspiro

na caixa de entrada

Não aportou a resposta

Que a fantasia desejava.

SÉRGIO CUMINO –

BRASA À FÊNIX


SONHOS ETÉREOS

SONHOS ETÉREOS

Sem arauto virtual

No colo da viagem astral

A rainha que abençoou a noite

Acende , a projeção do peito

A ansiedade no posto

Para receber o fantástico

E chegou pelas águas de Oxum

E na neblina de Yewá

Que mostra aos olhos

Que não conseguia olhar

No encontro dos lábios

 Que o mistério escolheu

Recebe ondas da magia

No silêncio em offline ,

Na praia dos quereres

Sonho é areia encantada

Quando venta

Oya canta

Para protagonistas da brisa

Ondas eram marolas

Que sussurrava benção de amor

No tablado íntimo

A capela e na plateia

Todos de ambos

Que desenha a resenha

 Leque de carícias

No vapor da magia

O desejo se inspira

E a imaginação vadiando

No enredo do querer

O prazer no proscênio

A lua ajusta o foco

Estrela cadente

Acorda o sonho

SÉRGIO CUMINO, BRASA À FÊNIX