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terça-feira, 7 de julho de 2026

MOIO

  MOIO

Sussurra mídia golpista 

Ao colarinho de estimação 

Pelo subterrâneo da conexão 

Suruba Black tie, moio 

Dedo no linho manchou 

Até marcou a gravata Suashish

Com digital verde 

Separado a reserva técnica da bravata

Para que editorial descomplique 

Não Revelará o Premium da corrupção 

Justo na camisa de ocasião 

Na Boxer Nice Laundry gozou com batom 

cabeças na lua e astronautas de ocasião 

Quando a bolsa subiu e a calça caiu

Antes da polícia incomodar 

Levante quanto há de pagar

Porque o laranja já fugiu 

Reserva um extra pro tribunal 

Essas adversidades dos negócios 

Dissimétrica da planilha 

Depois da indigesta azia 

Celebra no gargalo o Isabella’s Islay

Auspicioso cravejado ,

 diamantes, rubis e ouro branco.

Ratos do senado viram lady 

Após o orçamento secreto 

Como parlamentar se valorizou !

Chamado de peculato nobre

 Iates e modernos jatinhos

Envelhecido em barril de carvalho 

É o sangue pobre

No mercado do bico de luz, vale ouro 

Já o eleitor chamado ouro de tolo

 SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO- FUSCO 

SAGA DO SONHO

 SAGA DO SONHO 

 Sonhei que morri

Mas nasci de novo 

Falência conturbada

De conflitos que resolvi

Renasci perdido

Na conjuntura de mitos

Um anjo da terra sem asas?

Num terno de linho fun-fun 

Gravata uma seta cintilante 

De cor azul Odé

Sob as saias de Gaya

 Sentado aos seus pés 

Não sei se Édipo ou Ícaro 

Ou o desejo que senti 

Sequelas de outrora 

Tomei água de Oxum 

Pra refrescar a memória 

Cabeça num barra vento 

Um redemoinho de Ayrá 

Mergulho no oceano de Iemanjá 

Para emergir contumaz 

Orientado no Ori

Apruma a intuição 

Resolvi seguir 

Sem vir o que deixei pra trás 

Estou na encruzilhada da dúvida 

Predestinado ou pobre miserável 

Ogum cedeu sua espada

Para abrir os caminhos 

Ao pisar na estrada 

Encontro homem prolixo 

Teria que dar sua paga

-vida passada deixou-me sem nada

Eis o desejo perante obstáculo 

Desce da cajazeira Yamin 

Com ar de quem está em missão 

Deu-me sete búzios 

-Oxum mandou pra entregar a Exú 

Antes de contestar a baixa oferta 

Ela o convenceu que a outra parte 

Era dar movimento ao destino 

Sorriu com satisfação 

Ambos em uníssonos “Alupa”

 Saúdam Bará, senhor dos caminhos 

Dá-me uma chave, para abrir 

O baú do conhecimento.

 Presente de Obará

Que encontrará ao fim dessa saga

- devem seguir o vento

Indago: - se o vento mudar, voltaremos ?

- Não mudará, esse enviado por Oyá 

Seguimos eu e Exú, não nos despedimos 

Porque são onipresentes

Companheiro de viagem, rei das resenhas 

Contou-me sobre Otans, declamava Orikis

 Depois de tantas léguas, 

Exú para escolhe uma sombra 

Como se soubesse que viria de lá. 

Quando fui contestar 

A gameleira falou:

-A ansiedade é inimiga da sabedoria.

A paciência orienta o destino 

Era Iroko , também deu sua contribuição.

Quando ouço agora do além.

Acorda poeta, é hora de caminhar.

  SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 

 

domingo, 5 de julho de 2026

PÚLPITOS FARISEUS

PÚLPITOS FARISEUS 

 Claustrofóbico foi entender 

Pensamento tão diminuto 

Porque a verdade diluída

Nessa caixa que fiel hiberna 

Confesso que foi um susto

Ressentidos da caverna 

Resgata a idade média 

Como projeto de poder

Abduzidos como surto 

Faz do fiel ativista 

Além do bem e do mal

O ódio é a cereja do culto 

Sob o terno fino do embusteiro

Impera cifrões ao mel prazer

Lacaio da istupida convenção

E o exército fundamentalista 

A discordância que se planta 

Entre as colunas da casa de Deus

É um intruso que lava dinheiro 

Cofre é sua catedral 

Pratas em livros de fundos falsos 

A Bíblia camufla barra de ouro 

Adapta a palavra ao corrupto 

Inquisidor neopentecostal 

Em nome da guerra santa

Faz fortuna a custa do tolo

Oh desprezível pequeno burguês 

Promete redenção aos seus

Ignora o quanto fere mentes 

Viola a inocência crente

Proselitismo de púlpitos fariseus 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO