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quarta-feira, 2 de abril de 2025

CATARSE SHAKESPEARIANA



CATARSE SHAKESPEARIANA

Somos macacos nus

Que cobrimos a vergonha

O que não esperava

Alma que carrego desde outrora

É atriz quatrocentona

Na pena Shakespeariana

Que se revela eterna

Performando a realidade

Conforme cada ato

Drama e melodrama

E nossas comédia dos erros

E descuidamos da decência

E ela desnudou se no tablado

Baseado em conflitos reais

Dos embargos que carregamos

Sobrevive por séculos

Mantém se contemporâneo

Já desconheço quem sou

Quando me vejo na personagem

Gozando meus desejos

Desenrola a dor e terror

Como tivesse compartilhado

Dos meus segredos

Revelam se a cada cena

Nós e cordas descem cenários

conflitos encenado

Como arenas ostensiva

Vivências da catarse

Mostra previsível

O que jamais previa

Que viria nas frases

Ação das minhas entranhas

Em autópsia seculares

Meus demônios são de:

“Macbeth”, “Hamlet” e “Otelo”

Passa na favela, cidade e castelo

Até a inveja retrata

Cobiça e decadência

No talento do interprete

Imponente Ilusão e horror

Se alteram na sequência

Há mais coisas entre eu e o palco

Que sonha a vã filosofia

loucura silenciosa , quem diria

Em versos e prosa

As verdades incontestáveis

não escapam pela coxia

porque nos veem estáticos

O teatro em plena magia

 Com proscênio e bigorna

 mostra que nossos quereres

Pagos a qualquer preço

A ilusão é nossa história

Ignorando as consequências

Minha biografia é um drama

Angústia, fome insaciável

Cegueira desesperada

Tantos paralelos identificados

Que esperamos próximo ato

Amor que enfrenta

A polarização das famílias

Como embates de alcateia

Veneno de Romeu e Julieta

 Espelho na sala de espetáculo

Retrato vivo, do que representa

Do lado escuro da plateia

SÉRGIO CUMINO

O CATADOR DE RESENHAS


segunda-feira, 31 de março de 2025

MULTIVERSO

MULTIVERSO

A lua me olha grande

Me banha pela janela

Aberta , brisa o calor

Do meu sono andante


Surgirão a capela

O palco de cada ato

herói meu condutor 

Enredo que atropela


Surreal se torna fato

Se porventura supor

Sonhando supera

Consciência do relato


Flutuante o saudou

o junto e misturado

Real e imaginário

O não crível cooptou


Sopro desconhecido

Viagem do sonhador

Sem rota ou clientelas

o corpo desprendido


Vasta fontes vividas

 percepção ao relento 

A mercê da memória 

Providência seletiva 


Navegante que vaga

Seja por onde for

O espaço revela

O tudo e o nada


Experiência oculta 

Tem seu esplendor

Transcender é saga

 Recebe e não reluta


Astral do protetor 

É telo nessa juntada

Da aventura conjunta 

Divagar com andor


 Córtex da poesia 

 o sono navegador 

A lógica acamada

Rota a revelia 


Variantes desconexas

Tem sua liturgia 

No cosmo operador 

E o além que lhe testa


corpo na lida cansada 

Reparando a letargia 

Sonho do sonhador

 na vocação alada


Consciência desprende

Deixa corpo descansar 

Universo revelador 

Encontra tantos entes 


Não nota a noite passar

Nesse divino passeio 

Sou o condor dos andes

Até onde a mente voar


Provável perder lembrança 

Forma da alma acalmar

O poeta e seu duplo

No cortejar da esperança 


Os vislumbres da mente

Que a revoada passar 

Mexendo por inteiro 

É viver poeticamente 


Demonstra prenúncios

Que o Tempo revelará 

Como sopro e gorjeio

Experimento adjunto 


Tempo atemporal 

Onde nasce Déjà Vu

Sonho como oracular

 Ressignifica o mundo 


Fragmentos capitados

O porvir de norte a sul

Acena ao espírito 

O médium lapidado 


Distorção temporal 

Opera fora das leis

Distorce padrões 

Da visão sensorial 


Aprendizado em estar

Da terra ao ar rarefeito 

Nada será como antes

De dormir e levitar


SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS 

                                

domingo, 30 de março de 2025

APELO DO CORAÇÃO

APELO DO CORAÇÃO

O que ficou no coração

Perdido depois de três safena

É que no jardim da liberdade

Incongruência “animus e anima”

Ambiguidade existencial

nem sempre são flores

As toxinas drenam livre arbítrio

E desnutrem a concentração

No subsolo poesia revela

Açúcar e doce e tem seus males

Os processados na evidência

Dos mercados, nosso armário

Engodo do sabor, sabotagem interna

A boca dos condenados

E o colegiado das proteínas

São cadeiras vendidas

Organismos condensados

Tiram o mal gosto da imprudência

Dão a sentença,

Autos que descreve a morte lenta

Nova roupagem dão ao veneno

No Anúncio do intervalo da novela

Condenado a doenças modernas

Conforme a dosimetria

Dos carboidratos instantâneo

Ou a safra formosa peçonhenta

Reacionário conservantes Processados por produção

E se equilibrar nos propósitos

Empanados de sódio

Tempera o prato do ódio

A enfermidade fomenta economia

Nutrição da necropolitica

Nutre os negócios

E o aviso foi cirúrgico

De um corpo que disse:

-Eu paro aqui, chegou o limite

desse jeito siga sozinho

Para desbloqueio da couraça

Quando o apresentam o abismo

Do leite materno ao limbo

Há um cardápio de saboreados

Da subserviência da confiança

Escolha e finalidade fatais

E a gula desenfreada a náusea

Da procura existencialista

Reflexos do sentido da vida

Abusos da negligência

Na abundância da morte

Energia coletiva adultera

E bagunçada na cognição

Depressão do estômago

O faz pensar pelo fígado

Camuflagem de gordura

Engana impressão precisa

Perdoa minha indisposição

Ela tem vida própria

Anos de má nutrição

E academia de maus tratos

E as loucuras da esbornia

O álcool, baixa frequência

O pó o conduz a pó se tornar

O transforma na casa da luz vermelha

Delírio sintético

Vulnerável, aos extremos

Com razão amordaçada

postar alegria antes que passe efeito

Flash do desorientado postado

Inocência da rede dos ignorados

Do que nos alimentam

Para chegar ao ponto de devoradorado

Óleos vegetais refinados

Como a disritmia dos energético

Bloqueiam plexo solar

A chamada , da escola de si amar

Dentro do portal da Mãe terra

Profundas raízes fazem a força

a flecha de Ode aponta o caminho

Clamado pelo arauto do lamento

Vem do apelo cá do peito

A chance lançada a renascer

Reavivar a vibração de ser

Orgânica e reorientada

Da terra, fogo, água e ar

E a conexão sagrada

A cadência eloquente

Tira neblina da mente

E um punhado de grãos é magia

E meu Odu descreve o caminho

me pede que o ajude ajudar.

Que renascer é destino

E o navegar do refino

Pelo universo de possibilidades

SÉRGIO CUMINO

O CATADOR DE RESENHAS