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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O AFAGO DOS MEDOS

 O AFAGO DOS MEDOS


Será que se juntar os medos

Forma-se uma coragem?

Ou coletivo da distopia,

Extremos que se misturam

Na paúra da integridade ferida

Inflando o território como bola

Que não suporta o entrave

Como complexo é ser singular

E restabelecer o ori

Se prevenir das armadilhas ardilosas

Tóxica ao inconsciente coletivo

É o clímax da obra

O amor está ativo

Encanto ao diferente

Na equação da catástrofe

Prudência e caldo de galinha

Ciente do auto inventário

Uma biografia grifada,

O dialeto das rugas

O registro tem morada

Camuflada de arquivo morto

Personaliza O inferno de Dante

Crueldade ou carma ?

Bico de pena da existência

Onde encaixa a sina.

Não há mais tempo de errar.

Os passos calejados inflamam

Um aviso das correntes sanguíneas

Que boa aventurança

E os mistérios de Ifá

Se aventure por essas banda

Porque a ficção da realidade

são sussurros do pensamento

Em linhas próximas veredas

Na lida o estigma sobrevive

se estabeleça. Como um capítulo,

Que se projeta. Ao oculto

Mito, e o arquétipo

Que penetra na pele

toda nuance para aprender

Num amalgama das almas

Na qualidade dos movimentos

Corpos se libertam

varal de coloridas luzes

Ilumina o tablado

E cada qual seu proscênio

Cada pé no seu Aiyé

Farol e as moléculas

as brechas do vacilo

O íntimo se projeta

Ocupando o espaço vazio

do ponto oponente.

Nem sempre consciente

Do seu abraço dos medos.

SERGIO CUMINO - DO PÓ A FÊNIX.


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