ESTIGMA DA TRILHA
É meu senhor me sinto melhor
Porém não consigo tirar
a corda do pescoço
com formato temerária
Que fez da horária,Fardo
Carga invisível
Contudo presente
Nesse dilema pela vida
E a dúvida intermitente
Entre a cruz e a espada
Peço uma cadeira pra sentar
Para descansar os remorsos
Que não larga do meu pé
E nem ruptura do paradigma
Sabe se lá onde foi criado
O novo pra ser reparado
Onde armam tocaias
Fica no mal fadado
Cole ao lado dele
Se não ele vai sozinho
Da sentido as avarias
Permanece minhocas semiótica
O coliseu da cabeça
Estigma ostensivo
Para ser visto
Òrun desenhando
Sinais na terra
De bom pai
Na areia de Iemanjá
Gaivotas percebem o medo
Camuflado de força
Para enganar o desespero
Onde enfrentar
Os jamais
Para preservar
Bússola do bom senso
E todo seu elenco
SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX

