APALPADA POESIA
Poesia nas palmas
Carinho romântico
Começa pelos pés
Aquele que labuta
E empurra o chão,
merece um par de mãos
Que Esculpe poesia
Nas laudas da sua pele
Massageia até virar conexão
Relaxa o corpo todo
toque seduz com insinuação
Inspira, libera em prosa
marolas de quereres
Que reverte em versos
Ondas de vontade
Saltitantes e atiçadas
Excitada circulação,
acende os circuitos
Seca os lábios,
Provoca a libido
acorda os mamilos
Corada e molhada
A entrega em plenitude,
Murmúrio escapa
-: não pare, tá bom demais
Suspiros , ares de desejo
Sermos, goiabada com queijo,
e tudo que a lembrança busca
Música ofegante, se altera,
entre o céu e a terra
Cócegas se manifestam
na sensível panturrilha,
é o nervosismo gostoso,
do primeiro ato
Garras do desejo
envolvem as coxas ,
Sobrepostas ao lençol branco
Como folha de papel
Onde prelúdio se escreve
que carregam a linha da vida
De acordo com andor,
o calor do amor
Nádegas nua, é minha lua
Na constelação de desejos,
provoca os sonhos,
A pausa do toque
A causa e efeito
abre alas pra suave mordida.
E pede para ser comida
escapa a revelia
:- aí que delícia
Retórica do quero mais
Antropofagia dos amantes
Adorando, ser nave dourada
ninho e amor da Deusa.
Confessa querer ser a presa
dessa prosa esculpida
Entrega as mãos que falam
Reinventa, experiência amada,
e de quebra, escorrega
sobre as vértebras
Teclando notas musicais
Árias sensuais
Uma opereta intima
Dança do acasalamento
E a coreografia das omoplatas,
revelam a vulva molhada
Ela canta onomatopaicas prazeres,
rimam com quereres,
de uma mulher apaixonada
Os ombros se despedem
das tensões sem saudades
Sente-se nova versão de Gaya,
ronrona como gata,
instintos celebram
O pescoço recebe a língua,
na lambida ousada
Cabeça em nuvens ,
em primeiro plano,
a suavidade expressada,
Por um – Eu te Amo!.
SÉRGIO CUMINO
POETA – FLOR & PELE

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