ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

domingo, 22 de março de 2026

APALPADA POESIA

APALPADA POESIA

Poesia nas palmas 

Carinho romântico

Começa pelos pés

Aquele que labuta

E empurra o chão, 

merece um par de mãos

Que Esculpe poesia 

Nas laudas da sua pele 

Massageia até virar conexão

Relaxa o corpo todo

toque seduz com insinuação

Inspira, libera em prosa

marolas de quereres

Que reverte em versos

Ondas de vontade 

Saltitantes e atiçadas

Excitada circulação, 

acende os circuitos

Seca os lábios, 

Provoca a libido 

acorda os mamilos

Corada e molhada

A entrega em plenitude, 

Murmúrio escapa

-: não pare, tá bom demais

Suspiros , ares de desejo

Sermos, goiabada com queijo,

 e tudo que a lembrança busca

Música ofegante, se altera,

  entre o céu e a terra

Cócegas se manifestam

 na sensível panturrilha, 

é o nervosismo gostoso, 

do primeiro ato

Garras do desejo

 envolvem as coxas , 

Sobrepostas ao lençol branco

Como folha de papel

Onde prelúdio se escreve 

que carregam a linha da vida

De acordo com andor, 

o calor do amor

Nádegas nua, é minha lua

Na constelação de desejos, 

provoca os sonhos,

A pausa do toque

A causa e efeito 

abre alas pra suave mordida.

E pede para ser comida

 escapa a revelia

:- aí que delícia 

Retórica do quero mais

Antropofagia dos amantes

Adorando, ser nave dourada

ninho e amor da Deusa.

Confessa querer ser a presa

 dessa prosa esculpida

Entrega as mãos que falam 

Reinventa, experiência amada,

 e de quebra, escorrega 

sobre as vértebras

Teclando notas musicais 

Árias sensuais 

Uma opereta intima 

Dança do acasalamento 

E a coreografia das omoplatas, 

revelam a vulva molhada

Ela canta onomatopaicas prazeres, 

 rimam com quereres, 

de uma mulher apaixonada

Os ombros se despedem 

das tensões sem saudades

Sente-se nova versão de Gaya, 

ronrona como gata, 

instintos celebram

O pescoço recebe a língua, 

na lambida ousada

Cabeça em nuvens , 

 em primeiro plano, 

a suavidade expressada, 

Por um – Eu te Amo!.

 SÉRGIO CUMINO 

POETA – FLOR & PELE





      

                      

Nenhum comentário:

Postar um comentário