BEIJO A SUA FLÔR
Sonhei que beijava sua flor
Era um beijo gostoso
Um dengo a amada
E suas coxas acariciava
Entrelace e contrações
Deveras desejosas
Minha fome de você
Doravante insaciável
Seios tesos
Alertas em prontidão
Apontado ao lustre
Prontos a boca amada
A testemunha ocular
Dessa recíproca melada
Abraçado por suas pernas
Engolia com volúpia
A língua carinhosa
Que a sorvia com prazer
Calcanhares assinava
Abaixo das vértebras
A poesia vivida, suada
Molhava o amálgama
Ao som de onomatopaicas
Gruídos, gemidos e suspiros
Impulsiona o meu sorver
Diafragma se contraí
Respiração ofegante
Pedindo mais, não para
Num frenesi contumaz
Amassava próprio rosto
Violava, cílios, Baton,
E tanto mais
Desmancha o penteado
Corpo ressignifica
Como se os poros
Gritassem de prazer
Aos quatro cantos de Eros
Até o tempo gozou
Num êxtase atemporal
Lençol em surreal desarranjo
amaçado em suas mãos
Como se o algodão
Se transformasse
elegir do amor
Ah e a prosa gostosa
Que embebedou olhos
Resenhas que se desenha
Nos envolve entre colchetes
Penetra se entre parentes
Despimos as aspas e vestes
Roçando – nos, nus
Assanha a seda da pele
A pausa da antessala
Do beijo apaixonado
Frisson acumulado
A escolha dos laços
Lingerie vermelha
Ou rosa, nem sei mais
No momento programado
Rendas abandonada
Aos pés da cama
Pela entrega reinante
Na batalha amante
Que só se rendem
A fadiga apaixonada
SÉRGIO CUMINO – POETA FLOR & PELE

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