PRECE AO CORPO AVARIADO
Tônica e as dores
Que grau insuportável
Da paciência
Tonal em descompasso
Nem a clemência
Modera o suor frio
A ânsia intermitente
Rogo a Omulu
Que suas palhas sagradas
Elimine todo martírio
Dor e inconsciente
Instala a catarse
Inspira e expira
Equilibra o maremoto
No colo de Iemanjá
Desinflame o inflamado
Para o tônus respirar
Corpo amado poder amar
Suspirar os passeios na orla
Pés na marola
São anáguas, vestes do mar
Rainha vem lhe abençoar
A mais bela das filhas
Me fez devoto dos encantos
Eu , orixás e os santos
Congregam para melhorar
Nessas linhas tortas e dolorida
Há de substituir dores por cores
Até a moça, cuidadora exemplar
Evoca Yamin para mistério de cura
Que pediu a Oya , que seus ventos
Leve a dor, e lhe tire dos tormentos
Os Ibejis não deixaram desanimar
E comemoraremos
Com lua, bolo e guaraná
SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX

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