ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

quarta-feira, 8 de abril de 2026

LEITO DA NOITE

LEITO DA NOITE 

Segue a noite afora

E o sono nada

Teve uma hora

Calafrio prevê

O Silêncio a capela 

A sombra se mostra

Cerrada e calada

Névoa que se abre

Movimento lento

A mente sem marola

Há trégua das dúvidas

Ao enigma do evento 

Não sabe se é manto

Ou uma toga

O vulto não prosa

Noturna no tempo

A eloquência posa

Contrasta facho luz

A lua vem de fora

Nenhum cão ladra 

Respeito dobra joelhos 

impera madrugada 

Leito de casa

No leito da água

Profundo sagra 

É velha senhora

mãe das águas Consagra

Ostenta o quietude 

Que diz sem verbalizar 

Encontro do doce e salgada

É lá que ela mora

Divisa dos reinos

Das Yabás das águas

Presente sem tumulto 

Só e bem acompanhado 

A mando de Oxum 

 Deitei na cama

Adormeci no colo

Senti a vida

Ternura é senhora

Desfaz imbróglios

Um por um

Sonhos a deriva

Deu me a bença 

E foi embora 

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX               

Nenhum comentário:

Postar um comentário