PORQUE PERGUNTOU?
Ignora o mal que faz
As felicitações sagazes
Recheado de bençãos
Cheio de bons sentimentos
Que falseia o amigável
Glossário dos simpáticos
“Tamo junto”
contração de estamos
Significa nunca estivemos
“Vai melhorar, tenha fé”
Culpando suposto infiel
Travestido de messias
Encarna o cínico
Que nem sente
Olhares Falazes
Com postiços cílios
Corante facial
O engodo com blush
-Se não fosse o batom
-Daria um beijo pra sarar
Camufla aversão que sente
Cético a dor alheia
Faz o Subjetivo sagrado
Lança procuração
Assinado pelo Dunha
Para Iludir a mão projetada
Pra não ficar feio
Terceiriza a caridade
Já que Deus caiu
no domínio público
Lança fatura ao céu
Hipocrisia no colo divino
Solidariedade “démodé”
O padrão burguês
Sair a francesa
Teatro do engodo
Tem péssimo atores
Numa comédia dantesca
Os tapinhas nos ombros
E seus avatares
Arcados desorientado
O corpo caído
lhe serve de capacho
Fraudando a empatia
Caridade vertical
Benevolência tóxica
A ilusão cai em ruínas
Com amarga angústia
Na solidão do travesseiro.
SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX

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