TRANÇANDO CACHOS
Na trança, quente que nos assanha
Com trama, bailada pela cama,
Laços a invade, com macho de cachos
Desejos absorvidos, suspiros, e pelos
Envolve-me, me chama seu cio, me consome
Engole-me em sua gruta... Num embalo, num porre
Os gemidos são musica como sussurros perdidos
Que grita pelo meu phalo, quando corpo levita
Invade mergulhos pedidos, para que perna me abrace
Fica tremula em pirofágicos gozos, nos pontos da fêmea
Fica louca, ternura amada, no beijo na boca
Deliciosamente safada, sem pudores pelo que sente
São suspiros nascidos desse poeta atrevido
Faço do desejo uma trilha, e dos corpos abraço
Prelúdio do calor interno há um chamado sutil
É a garra do querer, na caricia que a afaga
Dedo escorrega o fascínio, rompendo medos
Pincel que desenha o corpo com o incolor do mel
Faz da alvorada mistério e a noite sagrada
Roço menina, contorno sua sensualidade felina
E que meu corpo, fique sobre o deleito solto
Seu querer é partitura da melodia de ser
Meu amar é a sinfonia harmônica de estar,
Visto sua mascará e interpreto sua alma
Dialética dos quereres na grafia do seu sorriso
Deixe sua mão brilhar na nossa arte de se amar
Deixa seu gemido cantar, o orgasmo estampido
E sente como ele te dança para você eloqüente
Pulsa o amor de sua natureza em uma quente salsa
Mexendo sobre mim, seu o rio, a onda o vento
É o som do acalento, somada a oratória do silencio
É o conjunto dos desejos, que cria nosso mundo.
Sérgio Cumino







