POEIRA CENTELHA DIVINA
Onde é a centelha
Que busco antes que tardio?
Onde esta esse vento?
O que nada se assemelha
Sei que é a fonte
Que se torna afluente de alegria
O rio que a vida te espelha
Esta além do espaço?
Subverte a convenção do tempo
Faz me arvore adulta
De ramos abrangentes
Dança com a ventania
Germina a relativa idade
Faz puro que fora mania
Nutre o desejo de crer
A cada revoada leva-me aos céus
Na dialética profunda raiz
Útero da Mãe Terra
Faz valer a divina necessidade
Contempla a possibilidade de ser
Ao sinal dos pássaros cantantes
Pelos anjos de asas florais
Sorvem meu fruto num beijo
Sua poeira é meu semelhante
É o cortejo quântico
Que no momento que sou
Agora não sou mais
SÉRGIO CUMINO - O POETA DE AYRÁ








