ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

domingo, 19 de junho de 2011

POEIRA CENTELHA DIVINA

POEIRA CENTELHA DIVINA



Onde é a centelha

Que busco antes que tardio?

Onde esta esse vento?

O que nada se assemelha

Sei que é a fonte

Que se torna afluente de alegria

O rio que a vida te espelha

Esta além do espaço?

Subverte a convenção do tempo

Faz me arvore adulta

De ramos abrangentes

Dança com a ventania

Germina a relativa idade

Faz puro que fora mania

Nutre o desejo de crer

A cada revoada leva-me aos céus

Na dialética profunda raiz

Útero da Mãe Terra

Faz valer a divina necessidade

Contempla a possibilidade de ser

Ao sinal dos pássaros cantantes

Pelos anjos de asas florais

Sorvem meu fruto num beijo

Sua poeira é meu semelhante

É o cortejo quântico

Que no momento que sou

Agora não sou mais
 
SÉRGIO CUMINO - O POETA DE AYRÁ

terça-feira, 14 de junho de 2011

ARDOR E MUTAÇÃO

ARDOR E MUTAÇÃ0
Vale o tempo que para
Na compulsão do orgasmo
Nem a tormenta urbana
Sustenta as amarras
Do desnudar dos corpos
A libido que exala
Excitando o marasmo
Ascendendo-a sobre a cama
Erótico conto de fadas
Gozo da alma é o foco
                  É galáxia nossa tara                    
Bocas e suspiros levados
Encanto do desejo carnal
Embriaga o vinho
Saliva do beijo alado
São os quereres que assanha
Os pelos se enaltece
Minha boca vira menino
Meus sentidos transformados
Na abundancia dos seios fartos
Amarrotamos o lençol de linho
Ousar é nossa façanha
Enquanto sirenes soam na radial
Sussurro poemas aos ouvidos
Como um trovador amante
Descobrindo-se no ninho
E fontes de nosso amor
Nossa excitação esta no astral
Assim como a paixão mutante
No sorver, no banho , na cama
Seu mel tem sabor
Entre pernas surgindo
Como a taça celestial
Celebra não ser agora
O que outrora fomos.
SÉRGIO CUMINO



quinta-feira, 9 de junho de 2011

DANÇA DOS NAMORADOS

DANÇA DOS NAMORADOS

Bailar de poros

Volúpia de almas

Na noite calada

Somos, único colo.

Olha magia dos passos

Conduzido pelas palavras

Coreografa o calor

Ritmando abraços

Das linhas das palmas

Que conduz com graça

Toda sedução criada

Com a linha do amor

Sinta a dança namorada

Aquela que o desejo a laça

Trago-a com delicioso ardor

Não há distancia que nos abate

Querer sem fronteiras

Sentir-se amada

Seja aqui ou no acre

Para musica perfeita

Postamo-nos no foco central

Do palco da vida que nos baste

O entorno é penumbra

O mundo que desaparece

Porque em você se vislumbra

A doce mulher que amaste.

SÉRGIO CUMINO





















































quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lagrimas do Refugio

                                                                      Salvador Dali
Lagrimas do Refugio
Sofre só, a solidão,
Lagrimas distantes do lar
Uma vida sem direção,
Uma barca a deriva no mar.

A chorar sem rumo certo,
Sua vida uma longa historia
Mas nela não há “castelos” e “princesas”
Sofrimento, desespero e humilhação é seu tema.

Famílias separadas por motivos desumanos,
Filhos aprendem a viver sozinhos
Neste mundo cheio de desventuras,
Onde uma criança vira mãe, e o lixo a comida.

Um problema que parece não ter solução,
Muitos falam.
Mas as suas palavras são em vão,
Igual a uma poeira que desaparece com o vento.

E este mesmo vento atormenta as noites
Frias, quentes, empoeiradas vividas por eles,
Em desertos, em pólos, nas ruas.
Apenas com as roupas do corpo e a esperança na mente.

As estrelas e a lua viram grandes amigas,
Testemunhas de sonhos
E acompanhantes das trajetórias,
Feitas na calada da noite.

Pessoas diferentes, de seus lugares oriundos,
Grandes heróis desconhecidos.
O refugio e a única saída,
Para os andarilhos do mundo.

Carolina Do Nascimento

Série: 8ª B - Nº: 31
Nome: Carolina Do Nascimento
Escola Angelina Maffei Vitta
Minha filha, que faz aniversário 03/06  e
O blog atingindo a marca de 50.000 acessos
Resolvi comemorar junto, com seu aniversário de
quatorze anos. Com o poema da própria Carolina
(que o fez como trabalho escolar)
Sérgio Cumino




quarta-feira, 1 de junho de 2011

SOMBRA DE UMA LOBA

SOMBRA DE UMA LOBA

A sombra que te persegue
É a ilustração do que pensas
Malditas carências
Aquelas pintadas
Pela fuligem da alma
Envelhecida nas marcas
Da existência não vivida
Moldadas em traumas
Perde o amor e suas vivencias
De uma época esquecida
Gume de muitas facas
Diz serem os infernos alheios
Mundo encurrala ao cume
Traços do estigma
Rancor que se engatilha.
Usa seu tempo na guarita
E passos como receios
Legado de sua prudência
Posse do seu ciúme
Ecoa no coração vazio
Lastima de sua dolência
Toda vereda amarga
Perdida em outras matilhas
Outrora internos anseios
Opta ser um cão de guarda
De espirito vil.
A ser loba, por excelência.
Com sua alma no cio.
SÉRGIO CUMINO



sexta-feira, 27 de maio de 2011

HABITA-ME LEOA

HABITA-ME LEOA

Reine em mim como leoa
Cabeleira da boca gulosa
E a noite penumbra,
Para que as libidos brilhem
Enquanto a língua escorre
Seu feitiço molhado
Toda sinergia camaleoa


Como a lua de magia felina
Que conduz sentidos
A dança da boca honrosa
E a caricia que se cubra
Com ousadias que se aticem
Meu desejo te percorre
Em um toque amor alado
De quatro desenha-se canoa

Esse batel de mulher e menina
Seu corpo por onde deslizo
A sedução da flor vaidosa
Para que calor suba
E os prazeres se permitem
Que sua garra me consome
Perante o silencio falado
Para preencher a noite atoa

Com sua poesia que me fascina
A ser o homem que te destino
arrepio da pele desejosa
é o gozo que a ti desnuda
quando a tudo nos permitem
e toda ousadia nos absorve
em caçador e caçado
pelo gozo da selvagem leoa

SÉRGIO CUMINO



terça-feira, 24 de maio de 2011

ABDIAS O SEMEAR DA RAÇA


ABDIAS O SEMEAR DA RAÇA
Homenagem ao Negro Abdias do Nascimento.
Morre um negro ativista

Cujo legado floresce

Fala frágil de voz vivida
Esta em mim, em ti, no olorum.

Ressoa nas rodas de esperanças
 Não como forma, instinto.

Multiplica-se! Não é mais um.
 Sabedoria além dos embriões racistas
 Virar santo não padece
É caminho nesse labirinto
O homem, líder e poeta,

Supera a palavra “jaz“
 
Agora é mito

De jovens de bem aventuranças
É curso para quem não tinha meta
Está na Inflexão dramática do ator
No sacolejo da bandeira do movimento
Com a graça, dos traços do pintor.
Descreveu com supremacia senil
Que viver é estar em posição de paz
E ser a vida com graça
Mostrou
Desafinação do mundo como Realejo
E tornou
Nossa referencia de todo parlamento
Mostrou o respeito para sua raça
E o preconceito como ensejo
Seu nome já é a pista
Recebe o Nobel de Oxalá
Conquista de todos os dias
Atravessou fronteiras com sua casta
Jamais morte, eterno Nascimento.
Depois de Abdias

Seja aqui, seja acolá.

Ser negro não é mais fato
É Compromisso!
SÉRGIO CUMINO - O POETA DE AYRÁ 
O defensor das causas negras Abdias do Nascimento morreu  (24/05/2011), aos 97 anos, dois anos se passaram e sua arvore cada dia se fortalece mais.


sábado, 21 de maio de 2011

LAGO ENCANTADO

LAGO ENCANTADO

Imersão
A magia que nos prima
É sermos mergulho e lago
Feminino e masculino.
É a criação de nossa sina
Numa trança de mimos
O útero do afago

Inspiração
Singular aroma
Faz-me amante poeta
Mimam-te, mimado
Somos nus, somos soma.
Eloquência cósmica
Intimidade asceta
 
Sedução
Cuidador e cuidado
Submersas almas
Percepções cíclicas
Estado de leitura
Sem discursos armados
Arte e arteira

Vibração
O galope e a calma
Vontades e suplicas
Olhares que fissura
A dialética do orgasmo
Dança das frequências
Em vibrações faceiras
 
Felação
Que arrepia estruturas
Excita os ossos
Rompe amarras
Voláteis espasmos
Engolindo essências
Pintando dorsos
 
Respiração
Nesse lago falta ar
Onde Eterna seiva
Acorda dormências
Amado e amada
Desperta a deusa
A magia nos faz amar.


SÉRGIO CUMINO

sábado, 14 de maio de 2011

DESEJO A CADA ETERNO

DESEJO A CADA ETERNO
Desejo,
a cada eterno

Essa boca que me pede
a cada saliva
Esse corpo que se arrepia
a cada pegada
Essa pele que se aquece
a cada carinho
Esse jeito de menina
a cada suspiro
Essa flor que se abre
a cada beijo
Essa fêmea que se atreve
A cada entrega
Essa essência que enfeitiça
a cada lua
Esse olho que comprime
a cada gozo
Esse corpo que se excita
a cada voo
Essa silhueta que provoca
a cada brilho
Esse mel que te sinto
a cada lambida
Esse desejo que me toca
a cada nota
Esses corpos que se esquentam
a cada concha
Essa volição atrevida
a cada rota
Essa musa massageada
A cada celula
Essa mulher que me entrego
a cada deriva
Essa paixão se revela
a cada suor
Esse corpo que penetro
a cada perola
Esse amor declarado
a cada sussurro
Essa doçura que molha
a cada toque
Esse tesão cavalgado
a cada trote
Esse gosto de viver
a cada dia.
SERGIO CUMINO