OMBRO DO POETA AMIGO
Espero poder falar algo que te conforte
Como um analgésico para dor d’alma
Esvaziar os conflitos de sul ao norte
tirar pedra a pedra desse escombro
Como um Buri que te renasce
E dentro desse se vivencia a calma
O nada encontra o todo
Ser o arauto do suspiro seu
Que cede o consolo do ombro
protagonista de minha prece
Quanto o tudo virá nada
Ao choro de pouca sorte
Tornará gotícula sumida
ser o motivo do sorriso novo
Pelas ondas sonoras do paó
E o calor de ambos troncos
Assume o abraço como passaporte
Trocaremos toques de vida
e vir que não esta só
Tocaremos ao ritmo do rum
ao encontro da felicidade que perdeu
Porei guardiões, mais de um.
Energias de plantão para falar
Direi à palavra que o deixe leve
aconchego como do roncó
A navegação nesse mar de lagrima
Quero ser, maresias de braço forte
para nosso abraço ser Axé
Ser o vencedor dessa regata
essência que transforma a fauna
E ser a alegria da nova pagina
Sopro da fumaça do dilema
Não jubileu da cara pálida
Um poeta perdido em seu bosque
Sua dor não me deixa de mãos atadas
Permita sua energia buscar o afago
Quando tiver triste, leia o poema.
E lerá sua forma harmônica
Branda ! Ternura alada!
Deixarei energias de plantão
Saberá com sensibilidade
E vir que tenho a mandar
Que o escrevendo e querendo
De fato se mistura
Para alegrar seu coração
como uma bela canção
E celebrarmos nossa amizade.
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ




