ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

OMBRO DO POETA AMIGO

 
OMBRO DO POETA AMIGO
Espero poder falar algo que te conforte
Como um analgésico para dor d’alma
 Esvaziar os conflitos de sul ao norte
tirar pedra a pedra desse escombro
Como um Buri que te renasce
E dentro desse  se vivencia a calma
O nada encontra o todo
Ser o arauto do suspiro seu
Que cede o consolo do ombro
protagonista de minha prece
Quanto o tudo virá nada
Ao choro de pouca sorte
Tornará gotícula sumida
ser o motivo do sorriso novo
Pelas ondas sonoras do paó
E o calor de ambos troncos
Assume o abraço como passaporte
Trocaremos toques de vida
e vir que não esta só
Tocaremos ao ritmo do rum
Afeto regido pela fé
  ao encontro da felicidade que perdeu
Porei guardiões, mais de um.
Energias de plantão para falar
Direi à palavra que o deixe leve 
aconchego como do roncó
A navegação nesse mar de lagrima
Quero ser, maresias de braço forte
para nosso abraço ser Axé
Ser o vencedor dessa regata
essência que transforma a fauna
E ser a alegria da nova pagina
Sopro da fumaça do dilema
Não jubileu da cara pálida
Um poeta perdido em seu bosque
Sua dor não me deixa de mãos atadas
Permita sua energia buscar o afago
Quando tiver triste, leia o poema.
E lerá sua forma harmônica
  Branda ! Ternura alada!
Deixarei energias de plantão
Saberá com sensibilidade
E vir que tenho a mandar
Que o escrevendo e querendo
De fato se mistura
 Para alegrar seu coração
como uma bela canção
E celebrarmos nossa amizade.
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ



sábado, 3 de dezembro de 2011

FOLHAS DA ESTAÇAO DO AMOR

FOLHAS DA ESTAÇAO DO AMOR
Sente a falta porque percebe a presença
Sente a presença a imagem o persegue
Persegue e se atreve ao sonho abusado
Faz a constante dos olhos sorriso
E dos quereres pura volição
Personaliza o encanto, e deixa leve.
Vê dança do quadril na colher da xícara
Êxtase de ambos molhados
Torna-o bruma sobre vale dos riscos
Folhas passeiam com grito de ambição
Fazê-lo espírito amado que tenha pedido
Os desejos que seduzem o medo
Sob a melodia da magica citará
A pele com excitantes improvisos
E roga que essa ausência seja breve
São folhas da mesma arvore
Seguem amantes pela vereda
Sob a chuva de primavera
E faz o rastro encanto que fascina
O ar doce hálito o plexo aquece
Um calor que excita pensamentos
Para que o coração nunca esqueça
E revigora o corpo sensitivo
Faz brilho a alma cristalina
Como dorme agarrada ao travesseiro
E o batiza com nome do homem querido
Sensualiza seu sexto sentido
Dele a pele se arrepia desde cedo
Vento sussurra sopros emotivos
E a moral torna pasquim sem nexo
Quer que o relativo tempo torne ligeiro
Não somos o vento
Por isso um dia é muito tempo
A fé sobre a mesa que busca o universo
Faz da saudade conexão cósmica
A aspiração  do amor vibra  bons caminhos
Evoluem sentidos e da aura viva ao sexo
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

domingo, 27 de novembro de 2011

DIALOGO DOS SONOS CEDIDOS!


DIALOGO DOS SONOS CEDIDOS!
Nus adormecidos sob o lençol
Postos ao suspiro doce
Do suave vento leva
A fadiga que os trouxe
Colados aos desejos de casal
O sono dos apaixonados
Escuta-se malicia sonolência,
Aquela de dormir junto
Que bom que ache gostoso
Um sono sonhado e vivido
Deleitoso e apaixonado
EU TE AMO!
Letreiro dos assonados
Olho no olho é o portal
De todo bem querer
Em busca do melhor de si
Faz os pressentidos avante
Para agregar ao melhor a ti
Do melhor carinho a fazer
Em sua plenitude de estar
 E do maior prazer
O de entregar num pomar
Desperta a vontade de ser
  O lume do amor incontido
Semear sob a luz do ente
A mulher que floresce
Homem que amadurece
Na tradução do seu ver
Despede o estado carente
Dito pela voz, bem.
Pertinho do ouvido,
Fazendo de cada ar
Fervor de sentidos
Chamas que se vem
Pernas que se encontram
Em abraços de fogo
Respiração que se mistura
Um só suspiro, um só todo!
Assim nasce o trovador
Da poesia daquela alma
Cantando o amor
Em ritmos harmônicos
Ao som de uma valsa
Em compassos do hálito magico
Resgata a poesia fálica
A arte de degustar essência
Misturando os sabores numa só boca
Formando um só corpo, uma só alma.
Como flores de cores de lábios
A extasiar-se no mesmo jardim
Como profecia dos sábios
Fala do calor que excita
Da mesma louca forma
Que a alma acalma
 Nina e te faz mergulhar
No sonho louco e profundo
Para o abraço que acalenta
Afaga, acende o noturno.
 Achego do bem querer
Como se não quisesse
 Que jamais partisse
Metafisico mergulho
Biológico calor
Etéreo o amor
Forma intensa de entrega
Transportam-se do mundo
Onde quer que vá
Como Chaplin o vagamundo
Viram energia em essência
Numa ebulição cósmica
Sem tempo nem espaço
Rumo ao sol das vidas
Tornam mutuo vapor
Encanto da magia da agua
a faz molhada e ele  melado
Pela mina, amada e doce.
E os lençóis cumplices
Do liso ao amassado
E alagado de amor selado
Aclamado com sorrisos e prantos
Emoção da concha apaixonada
Voce Esta lindo, você é bela.
Dialogo dos formosos
Numa ilha de utópicos vividos
 Sem entrada para velho mundo
Com a paz dos panos brancos
Sobre a entrada da alvorada
Novos sonhos aos olhares cedidos
REGINA CAPO E SERGIO CUMINO
dueto de um piscologa e o poeta.
Regina Capo psicologa , espiritualista e segguidora do nosso blog.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PERMITA-ME SER!

PERMITA-ME SER!
Permita-me ser
o pensamento que clama
ser sua pura essência,
o destino de sua cabala
um arrepio que permanece,
Gozo e suas cadencias
um vinho que tenha corpo,
um corpo que tenha vinho,
para minha boca degustá-la
que deixa sua cabeça vaga,
ser o homem que te embriaga,
em orgasmos de reverencias
deitados em nuvens no céu,
ser o desejo que te rasga,
as casacas velhas e amargas,
ser o constante da alegria
e faça da sua nudez ninho,
um campo sem amarras
e o alimento nosso mel.
A magia revelada
Depois de muita estrada
Quero ser o tempo não vivido
O sonho desenterrado
Acalento da mente perturbada
Seu cavalo alado
A cor de suas pétalas
Ser seu medo gostoso
Calafrio sem hora marcada
O amor presunçoso
A ansiedade das vésperas
A esperança que te resta
A fome e a vontade de comer
A boca que tira seu batom
O desejo que seca seu lábio
A vontade e o calor que vier
O suspiro embargado de emoção
A quebra de seus hábitos
Deixar seu corpo em revolução
“O ser ou não ser”
E o subjetivo da questão
O sonho que te molha
A menta do seu hálito
Nas noites de solidão
A lua que te olha
Permita-me ser etéreo
Em seus desejos cálidos
SÉRGIO CUMINO
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sábado, 19 de novembro de 2011

ESPERO QUE ME ACEITE!

ESPERO QUE ME ACEITE!
Espero que me aceite
Sou o alimento da estrela guia
Que deveras sempre recente
O que fortifica novos laços
Sou a nova janela
Que da vista aos seus sonhos
Sou seu duplo
Complemento dos seus passos
Sua reflexão a capela
O tempero da sua vida
Adrenalina e o susto
O desejo e o obstáculo
A ponte da sua sina
É bom que me aceite
Mesmo afrontando a ilusão
Do que é seguro
Provoque a falha de calculo
O desafino da canção
Sou a fome e o alimento
Tempero e seu azeite
Sou seus gestos duros
Oposto do previsível
O caminho sem sacramento
O alarme que encoraja
O risco ao impossível
Vitória dos elos perdidos
Portal das intenções do destino
Porque subverto seu porto seguro
Na numerologia da vida sou numero primo
Seu menino e menina
Espero que aceite meu princípio ativo
Acima de qualquer juízo
Encontra-me nos dois lados do muro
Sou azedo e o doce do seu sabor
As ideias e a criação
Seu dente de siso
Complemento da totalidade intuitiva
Dialética dos pressupostos
O ponto de partida da ação
O coringa do jogo da vida
Possibilidades dos novos acertos
A força do grito da conquista
O alento do caminho! Sou seu erro!
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ