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domingo, 15 de janeiro de 2012

O DIA DO POETA

O DIA DO POETA
E o dia de ser louco e cantar
Como um poeta provençal
E a poesia ser o sublime relato
E nem tentem nos censurar
É dia de ser criativo marginal
Sem entraves do corpo calado

   Parir das facetas do amar
Sem medos, culpas e túmulos
Audácia de sobreviver à dor
Jamais terá o mesmo andar
Esvaziamento de todo cúmulo
E liberdade poética do autor

Vai do grito que forma a ode
A mil duvidas e reticências
E a saliva um novo sabor
Desobediência civil Explode
Onde se depara com abismo
Despido de suas aparências

Caminha com passos incertos
Concilia com seu próprio cinismo
Já não tem as mesmas decências
E revela sonhos secretos
Com a estética do Estrabismo
Escreve certo com rimas tortas

SÉRGIO CUMINO

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

RESSURREIÇÃO POETICA

RESSURREIÇÃO POETICA  
    Desenha a mais intima carência
Sem pudor do nosso surrealismo
Dando vida a natureza morta
Ascende o corpo no próprio calor
Faz do desejo sua descoberta
E abre em si todas as portas
Trazendo a face original rubor
Quentura  que ninguém tivera
Faz de esse sentir um novo dia
De sorriso aberto e olhar parado
Reverenciar  uma nova era
Tornando o silencio enamorado
 
E da leitura o divisor de águas
o orgasmo que rebate apatia 
Levanta do estado acamado
Brotando  flor em meio a magoa
Leitura que excita as arredias
Pelica de poéticas luvas
 
   Métricas sorvem mel de fadas
Nobre Damas ficam facinhas
Decreto da poesia  intrusa
Pulsar de deliciosas palavras
De toda aquela que tire da linha
SÉRGIO CUMINO

domingo, 8 de janeiro de 2012

A POETISA De OSÚN


A POETISA De OSÚN

A moça da serra reverbera
O som do coral de flores
Com barrentas corredeiras
O rio passando seus amores
Como revista a memoria da bela
As sensações todas saúdam
O canto vindo da cabeceira
Em meio à beleza mítica das aguas
Lembra-se, do sagrado do poeta
“a musica da natureza lhe tocar,
Ofereça uma flor e peça a Osún
para o axé de amor lhe banhar”
as margaridas ofertada a Deusa
Pelas mãos da poetisa singular
O bem me quer das pétalas
Viram espumas de realeza
Como a papa do agebó¹
E o mal me quer asceta
Escorrega pelas correntezas
Em meio das matas atlânticas
E primeiro batendo paó ²
Para louvar o banho de folhas
Dos pensamentos purificados
Desejo sensual do querer
E não mais viver sonhos só
Para um amor puro sem defesa
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

¹- AGEBÓ: comida de xangô para prosperidade base de quiabo batido com mel até espumar;
²- Paó: sequencia de palmas para saudação litúrgica no candomblé;

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

CALDEIRÃO ENCANTA A ENCANTADA

CALDEIRÃO ENCANTA A ENCANTADA
 Charme que bambeia as pernas.
Encanta a encantada.
Que faz o desejo um fascínio
Mistura no caldeirão do tempo
E faz o próprio generoso
Não determina o que somos,
 
Mas acende magias eternas.
O propósito de amolecê-la beijada
Amar entre tempo menino
E o fogo que brota do centro
Aquece cada segundo prazeroso
Torna reais nossos sonhos
 
Deleite quando não se consegue pensar
Volição que percorre todo ser,
Pelas caricias de doces essências
Possua-me e entenderá,
Pensamento abraça o prazer
E bailam como dança a  Deusa
 
Penetre com toque tântrico ao amar
Entrega dos corpos úmidos a beber
Burlar as façanhas da carência
Pacto que nos faz vir acontecerá.
A evolução de todo o querer
Completo e renovado com destreza
 
Que morrem e renascem suspirando
Fertilizados com prazeres gozosos
Fértil e, completo. De néctar inédito.
E faz nosso tempo presente.
A Era molhado e suspirado
Sentindo-me em ti excitada possuída
 
A loba louca selvagem uivando
Pelos feitiços de sermos virtuosos
Rompendo devaneios Intrépidos
Para traduzirmos o que a pele sente
Aquecidos pelo olhar amado
Enaltecendo o melado de nossas vidas
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

TEMPO PASSA , ATA E DESATA

TEMPO PASSA , ATA E DESATA
Como a cada ano que finda
Absorvidos como infernos Dantinos
Com presentes e presenteados
Deleites de corredeiras e correrias
Em meio ao alto contingente
E os sorrisos festivos
Flagramo-nos sozinhos
Para ação da dramaturgia
A alma sussurra verbos
E o mito feito de cada dia
Seus dilemas e parcerias
A bela rosa e seus espinhos
Beija-flor e demais insetos
Corpo excitado por energias
Em reflexões sobre a vida e mais valia
Para sonho de viver um poema lindo
Original sem malogrados restos
Espiar o projeto que engavetei
Velejar nas ondas da mente nova
Pelo rio poético que já saiu da nascente
Purificando as magoas que chorei
Muito devaneio e magia
E a boca com o gostoso enlouquece
E a excitação germina tempo para o amor
As nuances que o poema sente
E a vida que ele transforma
Louco vibrante entra pela pele;
Suave, meiga para deixa-la quente.
Dentro do seu sentir, emociona.
 Quero aferir o que você o sente
E todos os arrepios que manifesta
Do fascínio doce da aura
Que o cosmo a mim e relata,
Como a graça de uma prece
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

VindOuro Ano .


VindOuro Ano .
Oh generosa vida! Faceira,
Coloque nossos passos a caminho,
Do flerte do acaso e seus laços,
Nesses dias de novas glorias
 
Como cipós, de matas, arteira.
Úmida magia do doce ninho
 
Ardis fortes, beijos e abraços,
Precisa como flecha certeira
Que seja o sêmen que semeia
Vontade louca do sonho secreto,
Que sabe umedecer e umedece,
Como um banho de erva sagrada
E que tudo se torne calor energia,
E vibrações de mil quereres,
Inspiração e deliciosa acolhida
Dessa vida que tem que ser amada
Quebrando paradigmas e crostas, morais.
Indecência travestida de couraças,
Que venha mais um ano gregoriano
Com o amor projetado no olhar
Aquele que nos invade repleto de Fé.
E toda simbologia de seus vitrais.
Da mulher, humana, generosa, madura,
Da criança pura e graça de arcanjo
Do Ancião de singular sabedoria
Do homem de politicas afirmativas
E da bença das velhas detentoras do axé
Sem duvida resgato a imensidão nua
Quando me declino a ternura cósmica
Projeto os quereres que cativas
A pureza das palavras que cantam
E ascendem os elementares
As notas musicais tocam divinas
Para descobrirmos alquimia de almas
Mitos secretos dos oraculares
E coragem para nos desnudar
Correr atrás. Como a fome de larica
E nos enfrentarmos na arena do ego
Na dança do intuitivo com logico
Como combustível de esperança
Aquele que nos faz bruxos e fadas
Que seja o ano da bem aventurança
Como Obará o seu mito prodigo!
SÉRGIO CUMINO
FELIZ 2012, A TODOS VOCES E QUE TENHAM MUITO

 AXÉ DE PAZ, SAÚDE, AMOR E PROSPERIDADE.

DEIXE AQUI SUAS FELICITAÇÕES DE  ANO NOVO COMO COMENTÁRIO!

domingo, 25 de dezembro de 2011

POEMA DO BRILHO MULHER

POEMA DO BRILHO MULHER
Um poema já começado
Arredo-me  da obra
Distancio-me do bastardo
E me posto, para poder olhar
arauto com seus  holofotes,
a professora, brilha a mulher
a conexão do corpo afastado
e voltar a reler, e o filme rodar
a psicologia brilha mulher
os olhos que faz sangue ferver
senti-la toda fêmea agarrada
entra pelas  vias  das minhas veias
a bela brilha a mulher
como um filme de Godard
lancetas vivas que gritam
 a própria  sombra gorjeia
a espiritualista brilha a mulher
Quando vivem o poema
seu ensaio sobre o amar
a felina brilha mulher
As pernas roçando rimam
ingrediente que inspira,
qual aspecto que seja viver
a leitora brilha mulher
arrepio no corpo mapeia
a palavras  a se trilhar
as voz canta sua alma
a magia brilha a mulher
algo seduz no outro
é longe dos seus males
e o leva a poesia profunda
e a graça brilha mulher
Vê-se singela Diva e beldade
Mas para que acenda a vida
Algo envolvente brilha mulher
Nessas palavras relidas
Conjunto de seduções
Grãozinhos do seu pó magico
Faz da poesia brilho mulher
Aguçando o sentir sem presunções
Num espirito antagônico ao trágico
E a poesia bastarda relê a mulher.
SÉRGIO CUMINO

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O QUE SERIA DE MIM



O QUE SERIA DE MIM..

O que seria de mim,
Sem o choque do carinho que faz a vivencia do difícil,
Respirar o ar do esperançoso para a dialética desse horizonte,
 Como fogo que queima por dentro e as palavras a me bulir
Com fluidos do encanto feminino é a graça deslizando a sutileza
 
O que seria de mim

Sem essa liberdade com ninho e a corda do precipício
Sem o prazer de ser desejoso e buscar atrás do monte
E ouvir conselhos do vento para levantar depois de cair
Ser homem sem perder o menino, Admirado por sua beleza
O que seria de mim
Sem o jogo do quero-quero, e o brinde daquele vinho
Sem o passo do inicio e convívio  com quem não tinha ontem
 Se não buscasse no tempo e os desejos que estão por vir
Pela mulher que me declino de palavras de gentil destreza
O que seria de mim
Sem ser Carlito  e Otelo.  E a felicidade no meu caminho
Sem a turbulência do aflito e desconfiar do homem honesto
 Sem o olhar que acalento e o toque que passa a fluir
Faremos nosso destino estrelas de primeira grandeza
O que seria de mim
Se  não lessem meu lero–lero que narro sobre a trilha de espinho
Fizessem as palavras vivas flutuarem com espírito formoso
Contornos da alma e os caminhos que sorriem para Redimir
E a eloquência do querer e tornar nossos sentidos realeza.
SERGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ