ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

LACUNAS DO QUERER

LACUNAS DO QUERER
Querer é o maestro do toque
que germina todo o lampejo
um bulir que entusiasma a pele
ardilosa do deu jeito ávido
a suplica que tudo pode
em seus olhos que me vejo
que a seus pedidos tudo sede
misturam -se aos gemidos cálidos
 
Não façamos do tempo finito.
Gozo de ser totalmente intenso
sua nudez um deleite, desejoso
que excita a  vontades  de ser
amalgama rebenta  o vinco
penetrado a mulher que penso
tornando-me seu homem garboso
faz-se do sonho, gozo para crer

E a suavidade que roga carinho
assim tornamos amantes ardis
cheiro de desejos tropicais
faz do meu existir deleite
somos emoção, e caminho
ampliado no seu jeito que me diz
meus braços é o seu cais
boca que trilha sua doce  mente

Para pulsar deusa do meu destino
que batucam  pela vida sob luau
toques que nos fazem caricia 
objeto que esta no encontrar
e o percurso vivencia o que atino
que em  ti revela sensual
ardorosos, quentes malicia
desejo que a faz revelar

A flor e lábios ardidos
que  excita com suas rimas
no ser exalta suas formas.
e salta ao meu colo pedinte
escorre, seu mel atrevido
  Espalham-se como prisma
o palco do meu intimo a torna
a cintura que  baila com requinte


A sutileza da mexida gostosa
seu gemido faz-se musica
salta os aromas que encanta
uma dança  que cobiça
o olhar amado, a dama fogosa
e toda  a sua  graça única
mulher apaixona e abranda,
o banho da  amada atiça
   
Sua pele eloquente diz
ofegante que faz crescer.
Como  desejo entrelaçado
que transborda vibrante
no reinado de sua flor de lis
em suas lacunas de querer
conduzida em afagos
corpo do poeta andante
SÉRGIO CUMINO

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DIANA POESIA DA RAÇA

DIANA POESIA DA RAÇA
Que sorriso é esse?
Cuja hortelã é seu sabor
Que se abre a toda orla
Belo como a espuma da praia
Da magia de Salvador
Que olhar é esse?
Que brilha a toda Raia
Que conforta a alma
É o carisma da sábia
A criança que lhe confiam
 
Que carinho é esse?
Onde a ânsia não padece
O calor vem da palma
Escrito esta sua prece
Ao mundo a toda prova
 
Que Deusa é essa?
Cujo mito esta na Caça
Procura no mundo o justo
Agua doce sua graça
Sagrado esta no seu busto
 
Que magia é essa?
Divindade de Osun
Que a poesia enriquece
Também pudera
Mulher essência de olorum
 
Que negra é essa?
Que orgulha uma raça
Eleva a estima e a memoria
Faz o Axé em sua palavra
Humana e solidária
 
Que menina é essa?
Caminha a vida nova
Ficar próximo enriquece
Flertada de com toda prosa
Pelo encanto da Diana Costa
 
SÉRGIO CUMINO
 DIANA COSTA uma mulher de AXÉ!Quem conhece essa preta linda, não deixará de  deixar seu comentário, e quem não conhece acesse o BLOG:  http://wwwdianacostaeduhistoria.blogspot.com/

domingo, 22 de janeiro de 2012

NADA É POR ACASO


NADA É POR ACASO
Nem despertar do desejo que julga proibido,
Essa dialética do vou e fico.
Do quero ou me gelo
Para que o inferno vire outro
 E o pretexto à condição
Para amordaçar o impulso interno
Por que os fins dos nossos pedidos
Exige uns meios, bem durados.
Desejo versos obstáculos,
Numa ação de conflitos vividos.
É a paixão pondo em teste
Verdades e anseios dourados.
E toda mascara que te veste
O acaso movimenta o espirito
Também deixa escorrer pelos vãos
O rio da vida desenhada nas mãos
Para não avaliar fraca a carne que vence
Abre a chama da fênix
E o que resta queimar ou acender
Encontrará no bosque da trilha temida
Que seus instintos apontam
E sermos guiados pela força do querer
Mesmo confrontados pelo ardil do medo
Para sermos realistas que não realizam
Num compasso que o coro canta
E florescer o moralista desde cedo
Quando desperta a explosão
O etéreo aponta escola da vida
Assumir o diverso é enfrentar o alarme
A dor da ruptura do valor de outrora
E vivencia que nos transforma
Nada simplesmente acaba.
Se “Deus é o todo, Deus é o Nada”.
E nós imagem e semelhança
Essa paridade leva mundo a fora
E vivermos a pureza da criança
E suas descobertas de cada passo
Porque não somos donos do tempo
Para ser cada Cabeça seu destino.
Somente Interagindo
 Com sinais do acaso.
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

sábado, 21 de janeiro de 2012

JANELA PARA MINHA ALMA

JANELA PARA MINHA ALMA
Sinto que quando fico feliz
Torno-me belo,
E sua presença responsável
Por essa emoção mutante
E novo homem que me revelo
Com apreço profundo e afável
Desejo que leva avante.
Seu olhar brilha na janela
Um frio moleque que me toma
É alento a dança das almas
E as essências lançadas ao elo
Sinuosidade de seu colo
Ilumina-me como lanternas
E a saudade são caças eretas
Para que aquele sonho chegue logo
Como mítica musica de sua fauna
Porque meus poros tupiniquins
Estão totalmente acesos ao rito
Brotando suores derretidos pelo seu riso
Nada em mim torna preciso
É a abundancia de um tesão prolixo
É o encanto que semeia o que preciso
Um fecundo mergulho de suspiro infinito
Navega como calor do holístico
Quando você monta estada em mim
E imortaliza em deliradas linhas
Como a mãe terra esta para o ar que respiro
Sua graça feminina
Cria-me rubor e poesia
SÉRGIO CUMINO

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ENSAIO DE GARAGEM

ENSAIO DE GARAGEM
Saborear palavras, degustar quereres,
num propósito de busca plena de ser,
amado e amante.
As frases delineiam delírios,
como movimento allegro,
construímos nossa passagem
partitura de mil prazeres
e a vontade pura de viver
pulsa sonhos sob pele vibrante
sendo vitória a que pelejo
para sussurrar bem de perto
dedilho melodias em sua garagem
sua musica em meus sentidos
e o toque tântrico passa ter
que seus calores clamem avante
a pele macia que tanto cortejo
e a mão quente traduz o verso
sob a sombra da intimidade
cantado pelos seus gemidos
que faz-se úmida para eu saber
sendo musica que eu acalante
sonoplastia daquele beijo
antecipando o que te peço
concha para falar ao ouvido
sopro suave e moderato
que os anseios para beber
faz de mim operante
declamar de todo jeito
que vou amá-la frente e verso
deixando seu corpo tremido
na loucura de todo querer
dialoga com meu tato
ressoa dentro do seu ventre
e também em outros tantos
para sorver seu mel da fonte
misturando o cio com meigo
com um tesão inquieto
e sermos loucos assumidos
que vibram no horizonte
desejo que brota da mente
a fêmea cheia de dengo
assim mimarei seus encantos
SÉRGIO CUMINO

domingo, 15 de janeiro de 2012

O DIA DO POETA

O DIA DO POETA
E o dia de ser louco e cantar
Como um poeta provençal
E a poesia ser o sublime relato
E nem tentem nos censurar
É dia de ser criativo marginal
Sem entraves do corpo calado

   Parir das facetas do amar
Sem medos, culpas e túmulos
Audácia de sobreviver à dor
Jamais terá o mesmo andar
Esvaziamento de todo cúmulo
E liberdade poética do autor

Vai do grito que forma a ode
A mil duvidas e reticências
E a saliva um novo sabor
Desobediência civil Explode
Onde se depara com abismo
Despido de suas aparências

Caminha com passos incertos
Concilia com seu próprio cinismo
Já não tem as mesmas decências
E revela sonhos secretos
Com a estética do Estrabismo
Escreve certo com rimas tortas

SÉRGIO CUMINO

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

RESSURREIÇÃO POETICA

RESSURREIÇÃO POETICA  
    Desenha a mais intima carência
Sem pudor do nosso surrealismo
Dando vida a natureza morta
Ascende o corpo no próprio calor
Faz do desejo sua descoberta
E abre em si todas as portas
Trazendo a face original rubor
Quentura  que ninguém tivera
Faz de esse sentir um novo dia
De sorriso aberto e olhar parado
Reverenciar  uma nova era
Tornando o silencio enamorado
 
E da leitura o divisor de águas
o orgasmo que rebate apatia 
Levanta do estado acamado
Brotando  flor em meio a magoa
Leitura que excita as arredias
Pelica de poéticas luvas
 
   Métricas sorvem mel de fadas
Nobre Damas ficam facinhas
Decreto da poesia  intrusa
Pulsar de deliciosas palavras
De toda aquela que tire da linha
SÉRGIO CUMINO

domingo, 8 de janeiro de 2012

A POETISA De OSÚN


A POETISA De OSÚN

A moça da serra reverbera
O som do coral de flores
Com barrentas corredeiras
O rio passando seus amores
Como revista a memoria da bela
As sensações todas saúdam
O canto vindo da cabeceira
Em meio à beleza mítica das aguas
Lembra-se, do sagrado do poeta
“a musica da natureza lhe tocar,
Ofereça uma flor e peça a Osún
para o axé de amor lhe banhar”
as margaridas ofertada a Deusa
Pelas mãos da poetisa singular
O bem me quer das pétalas
Viram espumas de realeza
Como a papa do agebó¹
E o mal me quer asceta
Escorrega pelas correntezas
Em meio das matas atlânticas
E primeiro batendo paó ²
Para louvar o banho de folhas
Dos pensamentos purificados
Desejo sensual do querer
E não mais viver sonhos só
Para um amor puro sem defesa
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

¹- AGEBÓ: comida de xangô para prosperidade base de quiabo batido com mel até espumar;
²- Paó: sequencia de palmas para saudação litúrgica no candomblé;