PRECE AO AMOR PROFANO
Rogo que seja minha Deusa
E tenhamos um amor profano
Sua fala com o suspiro mistura
Balé com arte e destreza
Sua graça escorregando sem panos
Nossa pele palco de muitas juras
Rogo que seja minha Deusa
É a eloquência na calada,
Da noite, do querer, da amada.
Atina a vigor em pujança
Brilha diva toda acesa
Em essência de criança
Rogo que seja minha Deusa
E deixe paradigmas insanos
Pela branda doce lisura
Desejo constrói fogosa beleza
Corpos se declaram por calores
A graça canta etéreas canduras
Rogo que seja minha Deusa
Acompanha os passos a sina
Aos beijos e indecências
Penetro no templo da abadessa
Amor seja nossa obra prima
Poética une nossas vivencias.
Rogo que seja minha Deusa
Abençoe meu jeito mundano
Ao ouvido tudo que murmura
O arrepio de deliciosa safadeza
Bocas de festivais de sabores
Sob mesmo céu se misturam
Rogo que seja minha Deusa
Pulse fêmea a que se quer
Como um filme romântico
Envolve-me com sutileza
Rebento de menina e mulher
E a alma seduz com encantos
SÉRGIO CUMINO
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