O
COLO QUE TE QUER
Esta
nessa brisa dengosa
Apatia
e todo enjoo
Eu
cuido do seu dengo
Eu
mimo sua manha
Eu
faço aquele caldo,
Expulso
a tensão
Com
meus dedos
Levo-a
pensar na lua
E
na lembrança de muito tempo
E
sorrir como criança
A
dama que o corpo esquenta
Fazer
carinho de ciranda
Com
cócegas que eu invento
Doce
de leite na colher
E
a língua atrás da orelha
E
unir a felicidade das bocas
Aguçar
onde é quente na moça
Valsar
com a porcelana louça
Uivar
com a selvagem loba
Tomaremos
chá de folha
A
que o estomago acalmou
Sobre
o ninho acalento
Como
gata ronrona amor
Sou o colo que clamou
Em ondas a mim chega
Que o universo anunciou
O rogar de uma flor meiga
Uma sonata para sua carência
Sob a luz da lua
Adentrar até alvorada
Com os dedos enrolando cachos
Flutuam o corpo cansado
Em gestos bem amados
Alivia o pé inchado
Agarrada a almofada
Desabotoa a decência
Para flor exalar nua
Fragrância da mulher cuidada
Suavidade de seus traços
Somados a gemidos alados
Como viver um conto de fadas.
SÉRGIO CUMINO







