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terça-feira, 22 de maio de 2012

CRÈME DE LA CRÈME

CRÈME DE LA CRÈME
As gotas da pele molhada
Escorrem como orvalho
E passeiam sobre colo
Como a folha na alvorada
Escorregam pelo ventre
Umedece suas matas
Junto à fonte sagrada
Desejo é o atalho
Mamilos ouriços
Preludio dos sonhos
Despede-se da toalha
E seu corpo falante
Que orquestra sentidos
Dos devaneios secretos
Rebela contra os vícios
Pela sensualidade errante
Rege sutis gemidos
Vindos da gruta melada
Contorcionismos discretos
E surgem todos os indícios
Temperado pelo hidratante
Mão modela sentidos
As palavras na entrada
Mamilos acenam eretos
Que vagueia suplicio
Que a beldade avance
Em ser felina amada
SERGIO CUMINO

sábado, 19 de maio de 2012

DELÍRIO de SER LÍRIO


DELÍRIO de SER LÍRIO
Um cosmo de feminilidade
Jardim e fertilidade
Rosas, hortênsias
E sedutora Melissa
Afrodisíaca verbena
Um êxtase que espalha
Um vale de essências
Lagoa de dentro
O encanto de Yara
Sensualidade do rio
Que envolve sua sina
Em seu corpo que me acena
E tudo que em você me atiça
Que da magia
 as minhas querências
Que da vontade de realmente
Que excita o delírio
Corpos melados a preguiça
E de, Quando menos esperar.
Passos da dengosa
No susto da expectativa
Chega desejosa
Graça, Lindamar
Sob a dança dos ventos
A magia e suas frequências
De alma fogosa
E o carinho que sente
Ao sorrir com olhar
O sentido da vida
 Serei amante e bento
Construindo intimidade
E choques de calor quente
Busca o de dentro
Nada de aparências
Ou neurose Jocosa
O corpo não mente
E nem a forma que eu amo
Sou seu acalento
Da sua doçura e indecências
Aos saltos do meu falo
Como trovador eu declamo
A poesia de ser gostosa
SÉRGIO CUMINO

quinta-feira, 17 de maio de 2012

ORBITA do AMOR


      ORBITA do AMOR

 A estética não dorme

Vagueia
Por toda fome
Incendeia
E que te consome


E sua sutileza
Rodeia
Estuda sua presa
E ceia
Leoa se faz alteza

as mazelas do mundo

traiçoeiras
fé tem que andar junto
parceira
na unidade e no conjunto



Alma do meu querer

Faceira
É a Paixão de ser
Arteira
Que faz a vida valer.

O sagrado e o profano
Passeia
Por mitos e arcanos
Semeia
poesia e os planos

Assim construo caminho
Asseia
A qualidade do carinho
Porteira
Para crença do destino

E mergulha profundo

Sereia
Para que os corpos tornem uno
Candeia

meu desejo, em seu rumo

 SÉRGIO CUMINO


quinta-feira, 10 de maio de 2012

ORVALHO DAS SILABAS

ORVALHO DAS SILABAS
O sol brilha a noite
quando a felina surge
Banhada de graça a janela
Seus raios penetram
O fluxo dos meus pensamentos
Coreografa numa estética menina
A sensualidade das palavras
Que se postam aladas
Com espirito de Ícaro
Derretem todas as métricas
Do discurso amoroso
Faz meu sorriso vagar
Em reticencias
Declaro-me a capela
Com silabas que nascem
Do desejo tupiniquim
E toda forma de amar
E rimar céu com mel
Simples acaso das circunstancias
E sem vasão aos pícaros
Conjuga o verbo querer
Funde-se o seu e o mim
Entre as imagens do painel
Que a mente cultua
A semeada transformação
Sobre nova ordem
Subvertendo as logicas
Encantando as sinas
Afasta os temores
Consola rancores
E colore a estima
Das frases que nos envolvem
Pela serenidade amena
Como orvalho nas silabas
Silencia defesas verborrágicas
Para sua semântica pura
Sou testemunha ocular
Que torna meteoro
Em poeira cósmica
E aflora gosto de amar
A gata escaldada joga a toalha
Entrega-se de corpo e alma nua
SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O COLO QUE TE QUER

O COLO QUE TE QUER
Esta nessa brisa dengosa
Apatia e todo enjoo
Eu cuido do seu dengo
Eu mimo sua manha
Eu faço aquele caldo,
Expulso a tensão
Com meus dedos
Levo-a pensar na lua
E na lembrança de muito tempo
E sorrir como criança
A dama que o corpo esquenta
Fazer carinho de ciranda
Com cócegas que eu invento
Doce de leite na colher
E a língua atrás da orelha
E unir a felicidade das bocas
Aguçar onde é quente na moça
Valsar com a porcelana louça
Uivar com a selvagem loba
Tomaremos chá de folha
A que o estomago acalmou
Sobre o ninho acalento
Como gata ronrona amor
Sou o colo que clamou
Em ondas a mim chega
Que o universo anunciou
O rogar de uma flor meiga
Uma sonata para sua carência
Sob a luz da lua
Adentrar até alvorada
Com os dedos enrolando cachos
Flutuam o corpo cansado
Em gestos bem amados
Alivia o pé inchado
Agarrada a almofada
Desabotoa a decência
 Para flor exalar nua
Fragrância da mulher cuidada
Suavidade de seus traços
Somados a gemidos alados
Como viver um conto de fadas.
SÉRGIO CUMINO

sábado, 5 de maio de 2012

A MEDIDA DO POSSIVEL

A MEDIDA DO POSSIVEL
A posse  que atropela
O sentir dos gestos
Numa sede salgada
Saltam doces etapas
Tende a viver sem. 
 Sabor de ser amada
 e  amargas sequelas
de uma expressão fria
é o engodo da mascara
Aí num despertar de si.
Seja o que for
Franguinha,  gatinha
Gata, galinha
Loba ou leoa,
Faz mel virar fel,
Encaminha o mundo
Para o poço profundo
Lá onde não há amor,
O inferno de narciso
Que enraíza o egoísmo
E perde o valor da troca
Quer-se ouve a emoção pedir
O desejo do que é preciso
Para um passo mais ousado
Em busca da aura
Da fêmea harmônica
Encontro do homem amado
De acreditar no que foca
Seja no amor impossível
Ou no erro previsível
Risco do livre arbítrio
Que tempera o equilíbrio
Dessa vida irônica
Mas se atender os sentidos
A sensibilidade do olhar
Um toque a providenciar
Grande evento é estar lá
Trajeto de suas andanças
Crer é o que importa
Que tudo é possível ser
Que encontra sabedoria
na filosofia de  amar
Na trilha de sua serra
O mirante e as cirandas
Com todos os gestos que ri.
Verá o que eu vi
A Deusa que brilha bela.
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

quinta-feira, 3 de maio de 2012

FLUXOS DESNUDOS

 
FLUXOS DESNUDOS
Fluxo emboca sentidos
Forma imagens semeadas
Subverte ordens ditadas
Eletriza meus desejos
Faz real doce pedido


Os lábios que morde
Num êxtase que afaga
Ardentes lampejos
À volúpia atada
O gemido que explode


 Abre-se ao ritual dos laços
Declina-se a flor do ventre
E toda essência que vejo
É a cura dos corpos doentes
Entregue ao amado abraço
 
E se da o flerte das pernas
Comprime volúpia corrente
E revejo meus conceitos
Aos calores latentes
A sensualidade das velas
 
O gemido e seus sinais
O canto da colheita
E a dança do cortejo
O toque que a aleita
Ao amor e seus canais

Os lábios que morde
Glúteo que comprime
Os arrepios do beijo
Mãos que imprime
Desejo e toda sorte
 
Torna reais sonhos
O cosmo absoluto
Poesia no seu jeito
Lapidamos o bruto
Do melhor que somos
 
SÉRGIO CUMINO