CRÈME DE LA CRÈME
As gotas da pele molhada
Escorrem como orvalho
E passeiam sobre colo
Como a folha na alvorada
Escorregam pelo ventre
Umedece suas matas
Junto à fonte sagrada
Desejo é o atalho
Mamilos ouriços
Preludio dos sonhos
Despede-se da toalha
E seu corpo falante
Que orquestra sentidos
Dos devaneios secretos
Rebela contra os vícios
Pela sensualidade errante
Rege sutis gemidos
Vindos da gruta melada
Contorcionismos discretos
E surgem todos os indícios
Temperado pelo hidratante
Mão modela sentidos
As palavras na entrada
Mamilos acenam eretos
Que vagueia suplicio
Que a beldade avance
Em ser felina amada
SERGIO CUMINO






