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domingo, 27 de maio de 2012

ENVOLVE-ME PURA, CUBRO-TE NUA,

ENVOLVE-ME PURA, CUBRO-TE NUA,
 Chega-me como banho
Lava minhas tristezas
Esfrega minhas magoas
Tira o pó dos meus sonhos
Despede-se do antigo Eu
Com musica quântica
Aprendo com as tréguas
E a beleza das acácias
Chega- me gulosa
E iogurte em sua face
Mel de sua fruta
Seu banho minha cena
Minha preta, minha branca
Minha fada, minha fêmea
Deleite de nossa lambança
e todos gozos seus
Mimo que a pele gosta
na alegria de suas mamas
Chega-me cumplice
de mãos trocadas melam-se
Dadas sobre mirante
Graça se descobre graciosa
amor com gosto de criança
Chega-me como vestimenta
Um manto de sua querência
Transforma-me a todo instante
Gente se despe se mostra,
 Entrega-se, se doa se toca.
Abraça meus sentidos
Colar das partes esquenta
Nas conchas da madrugada
E toda poética do atrevido
Bajuladas carências
Em descobertas caminhantes
Um mundo novo se reflete
Pelo brilho felino do olhar
Divisor de anágua
Deixa à nua
Ao beijo alucinante
faz sua feminilidade
O encanto da sua lua
Amor seduzido como o mar
Nada mais nos impede
Nossos desejos em orbita
Nus, nos vestimos um do outro.
Criamos nosso jeito de amar
Sensibilidade que nos compete
As diferenças que nos excita
e as semelhanças tanto gosto
ficamos a janela esperar
E o excitação nosso satélite
Para a estrela que indica
Vestido de você. Envolve-me!
Com toda arte de acarinhar
Tornamos singular espécime
Cheios de referencias magicas
Desenhadas trilhas de amar
Ilustradas com erótico fio
Nas nuances de seu corpo.

SÉRGIO CUMINO

quinta-feira, 24 de maio de 2012

SALTITAR DOS SENTIDOS

SALTITAR DOS SENTIDOS
Pensamento se personaliza
As imagens se movimentam
Calores se umidificam
O vagar vira poesia
Zerar meditação
Pensar o que não se atrevia
A intuição agora orienta
O realista não realiza
Muito menos vivencia
Silencio espiritualiza
Quando ha meia luz,
Orquestra gemidos
E no vislumbre sorriso
Sua fêmea incandescência
Deixa a mente na brisa
E a pele em outra dimensão
Conduz-me a Sua essência
As palavras saltitam
Como pipocas
No preludio do deguste
Desconexos sentidos
Eloquência da emoção
Que explicam o olhar vago
Seja onde for contemplação
O sorriso parado
Na sala de espera
A prova que não corrige
O anseio atrevido
Querência sincera
Na soleira do armário
Que escolhe o fio
Que reflete no espelho
Seu desejo em retrato
Rogar pela felicidade
Será a ponte do sonho
Oração contida
A lançar-se atrevida
Celebrar o cio
Com a cor das rendas
Lábios de beldade
A subversão do amor
Parece um sinal
Parece mensagem
De suprir o que carece
Fluidos que invadem
Detalhes que arremetem
O que o cosmo conspira
As ondas cintilantes
Para que os corpos amantes
Respirem pulsantes
Ao que o outro se inspira.
SÉRGIO CUMINO

terça-feira, 22 de maio de 2012

CRÈME DE LA CRÈME

CRÈME DE LA CRÈME
As gotas da pele molhada
Escorrem como orvalho
E passeiam sobre colo
Como a folha na alvorada
Escorregam pelo ventre
Umedece suas matas
Junto à fonte sagrada
Desejo é o atalho
Mamilos ouriços
Preludio dos sonhos
Despede-se da toalha
E seu corpo falante
Que orquestra sentidos
Dos devaneios secretos
Rebela contra os vícios
Pela sensualidade errante
Rege sutis gemidos
Vindos da gruta melada
Contorcionismos discretos
E surgem todos os indícios
Temperado pelo hidratante
Mão modela sentidos
As palavras na entrada
Mamilos acenam eretos
Que vagueia suplicio
Que a beldade avance
Em ser felina amada
SERGIO CUMINO

sábado, 19 de maio de 2012

DELÍRIO de SER LÍRIO


DELÍRIO de SER LÍRIO
Um cosmo de feminilidade
Jardim e fertilidade
Rosas, hortênsias
E sedutora Melissa
Afrodisíaca verbena
Um êxtase que espalha
Um vale de essências
Lagoa de dentro
O encanto de Yara
Sensualidade do rio
Que envolve sua sina
Em seu corpo que me acena
E tudo que em você me atiça
Que da magia
 as minhas querências
Que da vontade de realmente
Que excita o delírio
Corpos melados a preguiça
E de, Quando menos esperar.
Passos da dengosa
No susto da expectativa
Chega desejosa
Graça, Lindamar
Sob a dança dos ventos
A magia e suas frequências
De alma fogosa
E o carinho que sente
Ao sorrir com olhar
O sentido da vida
 Serei amante e bento
Construindo intimidade
E choques de calor quente
Busca o de dentro
Nada de aparências
Ou neurose Jocosa
O corpo não mente
E nem a forma que eu amo
Sou seu acalento
Da sua doçura e indecências
Aos saltos do meu falo
Como trovador eu declamo
A poesia de ser gostosa
SÉRGIO CUMINO

quinta-feira, 17 de maio de 2012

ORBITA do AMOR


      ORBITA do AMOR

 A estética não dorme

Vagueia
Por toda fome
Incendeia
E que te consome


E sua sutileza
Rodeia
Estuda sua presa
E ceia
Leoa se faz alteza

as mazelas do mundo

traiçoeiras
fé tem que andar junto
parceira
na unidade e no conjunto



Alma do meu querer

Faceira
É a Paixão de ser
Arteira
Que faz a vida valer.

O sagrado e o profano
Passeia
Por mitos e arcanos
Semeia
poesia e os planos

Assim construo caminho
Asseia
A qualidade do carinho
Porteira
Para crença do destino

E mergulha profundo

Sereia
Para que os corpos tornem uno
Candeia

meu desejo, em seu rumo

 SÉRGIO CUMINO


quinta-feira, 10 de maio de 2012

ORVALHO DAS SILABAS

ORVALHO DAS SILABAS
O sol brilha a noite
quando a felina surge
Banhada de graça a janela
Seus raios penetram
O fluxo dos meus pensamentos
Coreografa numa estética menina
A sensualidade das palavras
Que se postam aladas
Com espirito de Ícaro
Derretem todas as métricas
Do discurso amoroso
Faz meu sorriso vagar
Em reticencias
Declaro-me a capela
Com silabas que nascem
Do desejo tupiniquim
E toda forma de amar
E rimar céu com mel
Simples acaso das circunstancias
E sem vasão aos pícaros
Conjuga o verbo querer
Funde-se o seu e o mim
Entre as imagens do painel
Que a mente cultua
A semeada transformação
Sobre nova ordem
Subvertendo as logicas
Encantando as sinas
Afasta os temores
Consola rancores
E colore a estima
Das frases que nos envolvem
Pela serenidade amena
Como orvalho nas silabas
Silencia defesas verborrágicas
Para sua semântica pura
Sou testemunha ocular
Que torna meteoro
Em poeira cósmica
E aflora gosto de amar
A gata escaldada joga a toalha
Entrega-se de corpo e alma nua
SÉRGIO CUMINO