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sábado, 16 de junho de 2012

DIALETICA DA EVOLUÇÃO

DIALETICA DA EVOLUÇÃO
A soleira daquele salto
É a gangorra da absolvição
Hora vai, hora não.
Da culpa trapezista   
Paradigma sem perdão
Assalto da rede
Floresce a confusão
Com toque de fragrância
E a mala da ousadia
Guardada para ocasião
Com rendas de tramas finas
É um reino de fantasias
Em busca da concordância  
Aumenta sua sede
Passarinha abre à gaiola
Não sabe onde por a mão
O impasse é o fato
Congela sem evolução
Não se entrega ao vento
Conservador de fino trato
Porque a flamula só viola
Quando rompe com brasão
Sol do novo tempo
Conflito do sim e não
Labaredas é a tentação
E a mente que te gela
Faz caminho nebuloso
Do medo vem um vapor
Síndromes e pavor
Sem luz ou vela
Entregar-se ao silencio,
Conselheiro virtuoso
Pensamento nasce do vácuo
De cada drama de ocasião
Duas medidas de um valor
Viver é desejo & obstáculo
E após o caos
Floresce a criação
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

quarta-feira, 13 de junho de 2012

DESJEJUM ANSIADO

DESJEJUM ANSIADO
Minha Princesa Dourada,

 Cujos encantos alimentam

 Os voos das cotovias,

 Vem à janela virtual

Com sensualidade real,

E acaricia seus cabelos

Como um gesto ritual,

E faz do silencio da alvorada

Musica e acalento,

 Seus olhos luz,

Sua boca candura,

Vontade aclamada

Seu pensamento fissura,

Um portal dos desejos,

 Onde os corpos,

São lampejos,

Aconchego xamã,

na pele de urso ancestral,

Silhueta é fabula

cativa a  manha

Castelo seu forte

 Gestos alimentam quereres,

Como desjejum do espírito,

 E os suspiros se afinam,

Energias e poderes

Sedução é cortejada

Pelo poeta amante

SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ORAÇAO A DEUSA DO AMOR

ORAÇAO A DEUSA DO AMOR

 Benção negra mãe
Rege o ventre da gente
Banha com doces aguas
O desfile dos meus escritos
Amor em ondas divinas
Com todos seus mitos
Seu leito fez-se presente

Benção mãe que mostra
Com a graça Aparecida
Fé é madeira entalhada
A alquimia da alma humana
Sentir essência que reporta
O fascínio da vida dourada
Como esperança ascendida

Benção negra de abade
Com sua magia nas aguas
No alimento da vida
Protetora de tantas crias
Ibejí e crianças amadas
É o reflexo do seu lago
Faz de mim seu Abebé

Benção mãe de mel
Abençoe-me nas corredeiras
Projeto suas dadivas
Na pintura das palavras
A vida já não é a mesma
Corredeiras que nos deriva
Refletindo a lua do céu

Bença mãe do amor
Sua dança apetece
Como o sol e a flor
Da alvorada ao crepúsculo
Respira os raios amados
Da estrela que te aquece
E nos da todo calor

 Benção mãe do ouro
Sua lei da atração
Personaliza prospectado
Prospera meu coração
Em expressão de amor
Em eterno enamorado
Minha paixão em louros


Benção mãe dos olhos
Cria o querer comum
Faz-me vida aos sonhos
Que aconchega olhar
Ora Iê iê ê oh mamãe Osun
Faz-me amante devotado
Grato pelo Asé de amar

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

sexta-feira, 8 de junho de 2012

CESTA DE SONHOS

CESTA DE SONHOS

Vento frio do outono
Que gela andarilhos
Vira fluxo da inspiração
Para aquecer almas
Leva-me a escrever
Antes que entorne
E saber que foi lido
No intimo da caverna
Acolchoada do edredom
Cesta de palavras gulosas
Pelo delírio do sonho
Abre o dia a vida
Da manha tesuda,
Degusta sentidos
Banquete de poesias
Como chocolate suíço
A mente presenteia,
E as frases derretem
Em digestivos desejos
Deixa a libido desnuda
Nessa corte é rainha
Saciando a fome
Das células súditas
Do sabor dos sonhos
Quão corpo sorria
Pela alvorada dourada
De vontade recheada
Que a alma acordou,
No sorriso transitado
Na delicia de gemido
Que o dedo avocou
Canto da vontade amada
Reza o que dia projetou
Lá estarei como desenhado
Pagando beijos devidos
E a pele macia
Namorando meu calor
Em estrofes temperadas
Numa manha fria de outono

SÉRGIO CUMINO

quarta-feira, 6 de junho de 2012

LUA CHEGA-ME NUA

LUA CHEGA-ME NUA
Como pode estar longe
E cutucar minha alma
Atravessar o semáforo
Dos meus sentidos
Reger meus devaneios
Nas noites de lua

Como pode estar longe
E me passar doce calma
Minhas células em coro
Proclamam minha libido
A entregar-se sem receios
E a ver no vácuo das ruas

Como pode estar longe
E esfumaçar meus traumas
Tornar-me seu lobo
E aquele uivo comprido
Declara o amor que veio
Desenhado na graça sua

Como pode esta longe
E os efeitos e causas
Serem doses de soro
De amor desinibido
Que a troca é o esteio
E o afago nossa cura

Como pode estar longe
Esse mundo de náuseas
E temas em foro
No conselho do infinito
Sua essência que leio
E eloquente candura

Como pode estar longe
E tocar minha flauta
Com a boca que adoro
Serenata do cupido
Mesmo longe, veio.
A magia de senti-la nua
SÉRGIO CUMINO

EXPLÍCITA

EXPLÍCITA
O que faço crer
O que passo passa a ser
Se quisermos seremos
O querer tem encanto
Magia acalanto,
Abertura do sossego
E mais o que passemos
Roçar atenua
Querer aventura
Sem referencias
Com carinho do sol
E as mil maneiras
De senti-la Lua
É a deusa que na pele
Desenha seu arrepio
Minha boca toda sua
Desejos em serie
de deixa-la no cio
Esvoaçar das saias
E outras partes nuas
Sua essência explicita
É a arte da sedução
Provocando a revista
Garras felinas.
Envolve seu leão
Presa desejosa,
Arrepiar nuance.
Delibar amante
O sorriso que embriaga
Que arrepia, e me faz assumir.
Sou ébrio de sua doçura destilada
SÉRGIO CUMINO

terça-feira, 5 de junho de 2012

O VENHA SER, SERÁ

O VENHA SER, SERÁ.
Venha felina, roça seu tempero que te dou prazer.
Venha criança, posta o seu sonho de cambota.
Venha serena, pois não indago só afago.
Venha morena, no silencio da madrugada.
Venha em rendas, que a minha boca se renda.
 Venha hidratada que a recebo com cheiro.
Venha camponesa que semeia desejos
Venha desfilando, em passos que te leio.
Venha minha deusa, suspiro que transporta.
Venha como bruma, que a inspiro e a trago.
Venha em meus braços para ser amada
Venha intensa sentindo momento inteiro
Venha em cima em baixo de milhões de beijos
Venha compor a imagem que ilustra o faz valer
Venha ser a poesia que nos transborda
Venha ser amazona que faz das pernas seu laço
Venha lasciva que dou o que você quer
Venha ser substantivo dos meus sonhos de palavras
Venha ser minha, que massageio corpo inteiro.
Venha ver a graça que compõe o que a vejo
Venha ser musa que delicio cada passo
Venha ser nessa vida a razão de ser
Venha protagonizar a musa dos sonhos
Venha fotografar a alegria que fantasia
Venha ser o mar para acariciar sua orla
Venha viver o tesão passo a passo
Venha ser o rio e que desperta todo cio
Venha ser menina que te faço mulher
Venha trilhar nosso desejo, assanhada.
Venha ser mãe terra que serei posseiro
Venha fogosa, porque quero te namorar.
SÉRGIO CUMINO