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quarta-feira, 20 de junho de 2012

BANHO QUENTE

BANHO QUENTE

VAI DEMORAR?
A voz entra num sonho
Pelas aromáticas brumas,
Na umidade do vapor
Como uma nota ao fundo
E em meio tantas graças musicais
Um respiro do realejo
Na liberdade do pudor
Atento a aquela nota
E volta do passeio da mente
Surge a resposta

JÁ VOU!
Vou para onde?
Em meio a tantas imagens sensuais
Pensamento indaga
Volta ao sonho,
Que se despe para um caminho dourado
Vai até onde o inimaginável estiver
A idade de ouro
Como Quixote que afaga
A alma do espirito
Espuma do banho.

CHOVE LA FORA
A chuva anunciando o inverno
E com o corpo livre
Aquela voz real virou cenário
Indo onde o cosmo quiser
Amar não tem calibre
Vai além da constelação de Touro
Na poesia do eterno
Nos arcanjos de baralho mouro
Nosso amor alado
Aquela voz real virou imaginário

(AGORA BATEM)
Essa percussão minimalista
De pouca rítmica
Mas muita emoção
Torna uma sinfonia
Das três batidas
Como do amor bufão
O Moliere de cada dia
A pausa dramática
De um momento intenso
E um tesão intimista

VAPOR DAS AGUAS
À vontade atiço
E tudo que inspirou
A lingerie de rendas
E aquela que tirou
O desenho no  espelho
E  a respiração intensa
Enxágue e o feitiço
Apaixonado apurou
Esse sentir deliciado
Com querer Castiço

MORREU AÍ DENTRO?
Sim mortes maldosas
Sabe da minha morte?
Ficou explicito
Que algo expirou
Outro lado de mim sabe
Vivencio novo gosto
Aberto a toda sorte
Como sorriso de menina
Cheio de inocência atrevida
Maturidade gulosa


SERGIO CUMINO

domingo, 17 de junho de 2012

AGUAS AMADAS

AGUAS AMADAS
Aguas sagradas que me rendo
Que sacia meus desejos
Que lava meu espirito
E renova que aspiro
E cozinha o alimento
Imergir em si
Entregar-me ao útero
Sob as ondas que levam
A filosofia de um bem querer
Leva-me imergir a e sorver
Sua essência umedecida
E a pedra que sou
Ferve com fogo que dou
Sobre a cabeceira do sol
É a bela é a estrela
E o palco do horizonte
Que avisto,
Espelho da lua
Que a envaidece
Entrando pelas maresias
Navegar eu vou
Onde suas corredeiras
Quiserem me levar
Dama de muitas marés
Como saias rendadas
De sua dança sensual
Mítica e faceira
Feminina e nua
Quando salgada
Livra-me do mal olhado
Quando doce me faz
Homem amado
Dentro do amor ritual
E quando enviada do céu
Cai cadenciando a alma
Suaviza o pensamento
Descubro-me acanhado
A beleza daquele beijo
Rega o meu sonho
Para florescer
Acima das carências
O jardim de possibilidades
Ramos de sentimentos
Amanha melhor que ontem
Sobre a cor do desejo
Deixa-me nu
 Em sua Transparência,
Origem de tudo
E minha razão de ser
Beber de sua fonte
O sagrado de ser MULHER

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO!




SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO!
Ser a essência que compõe encantos
Ser o motivo do movimento
Ser a fragrância daquele banho
Ser a subversão adultera a razão
Ser a chave dourada de oxum
Ser ruptura dos paradigmas
Ser o aconchego do sagrado manto
Ser a carta que marca pensamentos
Ser o santo que agracia demônios
Ser a paixão que da asa a ação
Ser a inspiração além do lugar comum
Ser a cor das novas insígnias
Ser a melodia do seu canto
Ser a causa que relativa o tempo
Ser o calor dos feromônios
Ser novos rumos desenhados na mão
Ser a soma que nos torna um
Ser a alegria de suas meninas
Ser a ousadia daquele avanço
Ser o carinho entregue pelo vento
Ser a poesia que invade sonhos
Ser o sim de tantos não
Ser partitura da valsa Danúbio azul
Ser o ensejo de todas Traquinas
Ser respiro da alma que acalanto
Ser o atrevido que excita seu jeito
Ser o vestido do seu tamanho.
Ser as labaredas de todo tesão
Ser o arrepio de norte a sul
Ser a prece que a faz divina.
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

sábado, 16 de junho de 2012

DIALETICA DA EVOLUÇÃO

DIALETICA DA EVOLUÇÃO
A soleira daquele salto
É a gangorra da absolvição
Hora vai, hora não.
Da culpa trapezista   
Paradigma sem perdão
Assalto da rede
Floresce a confusão
Com toque de fragrância
E a mala da ousadia
Guardada para ocasião
Com rendas de tramas finas
É um reino de fantasias
Em busca da concordância  
Aumenta sua sede
Passarinha abre à gaiola
Não sabe onde por a mão
O impasse é o fato
Congela sem evolução
Não se entrega ao vento
Conservador de fino trato
Porque a flamula só viola
Quando rompe com brasão
Sol do novo tempo
Conflito do sim e não
Labaredas é a tentação
E a mente que te gela
Faz caminho nebuloso
Do medo vem um vapor
Síndromes e pavor
Sem luz ou vela
Entregar-se ao silencio,
Conselheiro virtuoso
Pensamento nasce do vácuo
De cada drama de ocasião
Duas medidas de um valor
Viver é desejo & obstáculo
E após o caos
Floresce a criação
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

quarta-feira, 13 de junho de 2012

DESJEJUM ANSIADO

DESJEJUM ANSIADO
Minha Princesa Dourada,

 Cujos encantos alimentam

 Os voos das cotovias,

 Vem à janela virtual

Com sensualidade real,

E acaricia seus cabelos

Como um gesto ritual,

E faz do silencio da alvorada

Musica e acalento,

 Seus olhos luz,

Sua boca candura,

Vontade aclamada

Seu pensamento fissura,

Um portal dos desejos,

 Onde os corpos,

São lampejos,

Aconchego xamã,

na pele de urso ancestral,

Silhueta é fabula

cativa a  manha

Castelo seu forte

 Gestos alimentam quereres,

Como desjejum do espírito,

 E os suspiros se afinam,

Energias e poderes

Sedução é cortejada

Pelo poeta amante

SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ORAÇAO A DEUSA DO AMOR

ORAÇAO A DEUSA DO AMOR

 Benção negra mãe
Rege o ventre da gente
Banha com doces aguas
O desfile dos meus escritos
Amor em ondas divinas
Com todos seus mitos
Seu leito fez-se presente

Benção mãe que mostra
Com a graça Aparecida
Fé é madeira entalhada
A alquimia da alma humana
Sentir essência que reporta
O fascínio da vida dourada
Como esperança ascendida

Benção negra de abade
Com sua magia nas aguas
No alimento da vida
Protetora de tantas crias
Ibejí e crianças amadas
É o reflexo do seu lago
Faz de mim seu Abebé

Benção mãe de mel
Abençoe-me nas corredeiras
Projeto suas dadivas
Na pintura das palavras
A vida já não é a mesma
Corredeiras que nos deriva
Refletindo a lua do céu

Bença mãe do amor
Sua dança apetece
Como o sol e a flor
Da alvorada ao crepúsculo
Respira os raios amados
Da estrela que te aquece
E nos da todo calor

 Benção mãe do ouro
Sua lei da atração
Personaliza prospectado
Prospera meu coração
Em expressão de amor
Em eterno enamorado
Minha paixão em louros


Benção mãe dos olhos
Cria o querer comum
Faz-me vida aos sonhos
Que aconchega olhar
Ora Iê iê ê oh mamãe Osun
Faz-me amante devotado
Grato pelo Asé de amar

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

sexta-feira, 8 de junho de 2012

CESTA DE SONHOS

CESTA DE SONHOS

Vento frio do outono
Que gela andarilhos
Vira fluxo da inspiração
Para aquecer almas
Leva-me a escrever
Antes que entorne
E saber que foi lido
No intimo da caverna
Acolchoada do edredom
Cesta de palavras gulosas
Pelo delírio do sonho
Abre o dia a vida
Da manha tesuda,
Degusta sentidos
Banquete de poesias
Como chocolate suíço
A mente presenteia,
E as frases derretem
Em digestivos desejos
Deixa a libido desnuda
Nessa corte é rainha
Saciando a fome
Das células súditas
Do sabor dos sonhos
Quão corpo sorria
Pela alvorada dourada
De vontade recheada
Que a alma acordou,
No sorriso transitado
Na delicia de gemido
Que o dedo avocou
Canto da vontade amada
Reza o que dia projetou
Lá estarei como desenhado
Pagando beijos devidos
E a pele macia
Namorando meu calor
Em estrofes temperadas
Numa manha fria de outono

SÉRGIO CUMINO