BANHO QUENTE
VAI DEMORAR?
A voz entra num sonho
Pelas aromáticas brumas,
Na umidade do vapor
Como uma nota ao fundo
E em meio tantas graças musicais
Um respiro do realejo
Na liberdade do pudor
Atento a aquela nota
E volta do passeio da mente
Surge a resposta
JÁ VOU!
Vou para onde?
Em meio a tantas imagens sensuais
Pensamento indaga
Volta ao sonho,
Que se despe para um caminho dourado
Vai até onde o inimaginável estiver
A idade de ouro
Como Quixote que afaga
A alma do espirito
Espuma do banho.
CHOVE LA FORA
A chuva anunciando o inverno
E com o corpo livre
Aquela voz real virou cenário
Indo onde o cosmo quiser
Amar não tem calibre
Vai além da constelação de Touro
Na poesia do eterno
Nos arcanjos de baralho mouro
Nosso amor alado
Aquela voz real virou imaginário
(AGORA BATEM)
Essa percussão minimalista
De pouca rítmica
Mas muita emoção
Torna uma sinfonia
Das três batidas
Como do amor bufão
O Moliere de cada dia
A pausa dramática
De um momento intenso
E um tesão intimista
VAPOR DAS AGUAS
À vontade atiço
E tudo que inspirou
A lingerie de rendas
E aquela que tirou
O desenho no espelho
E a respiração intensa
Enxágue e o feitiço
Apaixonado apurou
Esse sentir deliciado
Com querer Castiço
MORREU AÍ DENTRO?
Sim mortes maldosas
Sabe da minha morte?
Ficou explicito
Que algo expirou
Outro lado de mim sabe
Vivencio novo gosto
Aberto a toda sorte
Como sorriso de menina
Cheio de inocência atrevida
Maturidade gulosa
SERGIO CUMINO






