PENSAMENTOS
ANDANTES
O que pulsa, aquece,
E o bico da mente Orí
E vira poesia de reflexão
E toda querência levanta
Faz ritmar mais que demais
E toda sua vida passando
Sua mente a noite toca
O que umedece, afoga,
Magoas com aquela canção
Sob o bico do dedo, a mata
Com seu mel que encanta
É o navio em seu cais
Suspiro da vela chegando
E o farol aponta as rochas
O que anseia, sussurra.
Aos lipídios do ego do ator
recria o barqueiro da barcagem
Para libido cósmica aportar em ti,
Sob um bico de pena é plena
Faz do mundo um ninho seu
E faz da fé alegria mutua
O que foca, ilumina.
Seu servo, seu fã, novas viagens.
Sob um bico de lâmpada, desperta.
E todas as imagens raras que eu vi
Minha flor, minha verbena.
Sonho aos encantos se rendeu
Declina-se a candura nua
O que inspira se atira
E o bico dos seios teso
O fogo que te compõe,
No reflexo do faroleiro
Que te serve que te espelha
Silhueta do desejo
E todo movimento que excita
O que se projeta, sente.
E o bico do pássaro semente
E tudo que os quereres supõem
Os rogares do meu peito
O amor são centelhas
Sua incandescência me derrete
Banho-me em doces faíscas
O que é avante, horizonte.
E o bico da moça, selinho.
Já perdeu toda tensão
Musica os males espanta
Leio seus desejos animais
Chegam me irrigando
De feitiço que a mulher evoca
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ





