ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

quinta-feira, 19 de julho de 2012

NORMAL SER SURREAL


NORMAL SER SURREAL

Sou um homem normal,

Com conflitos constantes

Crises e rompantes

Cinismo dos anos

Como qualquer mortal

Que respira o odor

Do abafado efeito estufa

Do ozônio desse sistema

Sujeira debaixo dos panos

Sou um homem que fedo

Como outro qualquer

Personalizo cada olfato

Cada pensamento

Merece o seu esterco

Os miolos que assamos

Delírios dos sonhos

Sente-se até o cheiro desleal

Como é peculiar de mim

Mesmo que não cheire nada bem

Sou um homem que vejo

Tento traduzir o olhar

O carinho do destino

E caminho com amor

Os mistérios distinguir

Aprender com oposto

Com universo ancestral

Que digam que seja assim

Pode ser que não

Às vezes me falta

Saber por aonde vamos

Sou suicidado em si

Sou o sacrilégio para o cardeal

Rei morto é rei fosco

Mas sou um servo de fé

Conflito esta no composto

De cor quente do amar

O cintilante da luz sol

Sou o alvejado destino

Aqui sou lá também é.

Hora pela a flecha de ode

Ou a caça do cupido

Pelas ondas do mar

Pela magia do Oxé

Eu serei o reflexo

Multiplicador da imagem

Atinja os corações tristes

Com essência do sorriso

Sou homem das Marias

A da Fé, Graça, Joana.

Intuição e seus avisos

Entrego-me ao silencio da Brisa

A pureza da utopia

Desse mundo surreal

SERGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

domingo, 15 de julho de 2012

DIVINA RENDA INTIMA

DIVINA RENDA INTIMA
Rendo meu olhar contemplativo
O qual eu dedico o meu legado
Pelos contornos femininos
Arte que compõe do corpo
Ao secreto prazer desenhado
Instiga o olhar atrevido
Daquele que almeja encantar
Véus que cobrem a gruta
Foco do desejo calado
Abstratos embelezam o bojo
Absorta aos traços finos
Musicalidade ao rebolado
A torna cumplice do espelho
Rendas que adornam a fruta
Tramas que acendem o amar
Para ser linda não há receio
Tratado que sele
Junto aos cupidos alados
E assume o horizonte felino
Dando graça a conduta
Seu talento que difere
Abusa da forma de sonhar
Aspira ao que esquenta
Contrasta com a pele
Jeito de a mulher domar
Os corações apaixonados
Meu tributo a suas rendas
Que me inspira a namorar
SÉRGIO CUMINO

quarta-feira, 11 de julho de 2012

NOTAS QUE TE NOTA

NOTAS QUE TE NOTA

Jeito fascina-se pela candura
Dará sentido as cobiças
Põe poros a ansiarem
Faz da graça palanque da praça     
Do anseio aos meus sentidos
Sorriso que se abre brandura
Candura que torna fascínio
Ambiciona sinfônicos jeitos
Coral de células dessa sonata
Faz do sorriso, diva apaixonada
Traços doces laços românticos
Discursa em estado de graça
A ser fêmea sem purpurina
Ser musa de todas as rimas
Arrojos da simplicidade
Compõe eternos cânticos
Com sopro do olhar
Tempera a fauna com flora
Arte e toda sina. 
E o refino que vá embora
E vem jeito donzela.
Terra que germina encanto
Regada pelo mel do cio
Epopeia dos sonhos
Incendeia toda flora
E toda malicia da bela
E a magia de ser simples
A força ritual da fauna
Cria-se o desejo que somos
Rende-se ao poema avatar
Em todo gestual que aflora
Sobrepõe medo que apavora
E toda eloquência revia
Como mergulho no seu rio
Sem culpa, desculpas.
Ou auto sabotagem
Como uma luz, uma alma.
O brotar da aurora
Sua divina imagem
Ser a musica da poesia

SÉRGIO CUMINO

CÁLIDA MANHÃ



CÁLIDA  MANHÃ
Desabar cedo no atraso do cotidiano,
E sentir a nevoa bater a janela
Como bruma um carinho chega.
Personaliza em pensamentos
Faz do encanto alvorada
Despertador no habitual escândalo
Esgoela sem me tirar o sonho
E da amada um canto encantado
Massageia os sentimentos
E a rotina fica para segundo plano
Que mexe com movimento
Num rebolado apaixonado
Cavalgada de sensualidade
Com a luz vem aroma de flor,
E toda fragrância levada ao banho
A magia da brisa matutina,
A ousadia dos ventos faz à felina
Com suspiro espreguiçado
Cheio de sonolência apaixonada
Um mosaico de mulher e menina,
Cria laboratório arrojado
 Onde o erro permite o acerto
Calores de ambos se afinam
SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 9 de julho de 2012

PENSAMENTOS ANDANTES

PENSAMENTOS ANDANTES
O que pulsa, aquece,
E o bico da mente Orí
E vira poesia de reflexão  
E toda querência levanta
Faz ritmar mais que demais
E toda sua vida passando
Sua mente a noite toca

O que umedece, afoga,
Magoas com aquela canção
Sob o bico do dedo, a mata
Com seu mel que encanta
É o navio em seu cais
Suspiro da vela chegando
E o farol aponta as rochas

O que anseia, sussurra.
Aos lipídios do ego do ator
recria o barqueiro da barcagem
Para libido cósmica aportar em ti,
Sob um bico de pena é plena
Faz do mundo um ninho seu
E faz da fé  alegria mutua

O que foca, ilumina.
Seu servo, seu fã, novas viagens.
Sob um bico de lâmpada, desperta.
E todas as imagens raras que eu vi
Minha flor, minha verbena.
Sonho aos encantos se rendeu
Declina-se a candura nua

O que inspira se atira
E o bico dos seios teso
O fogo que te compõe,
No reflexo do faroleiro
Que te serve que te espelha
Silhueta do desejo
E todo movimento que excita

O que se projeta, sente.
E o bico do pássaro semente
E tudo que os quereres supõem
Os rogares do meu peito
O amor são centelhas
Sua incandescência me derrete
Banho-me em doces faíscas

O que é avante, horizonte.
E o bico da moça, selinho.
Já perdeu toda tensão
Musica os males espanta
Leio seus desejos animais
Chegam me irrigando
De feitiço que a mulher evoca

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

domingo, 8 de julho de 2012

SEDE DA ESSÊNCIA

SEDE DA ESSÊNCIA
Sua pele suspira
Aos braços do amado
Como ondas espumantes
Gosto que te aquece,
Pelo cerne alteza,
Estimas musicadas
Que envolve por inteiro
Namoro do tapete magico
Das querências aladas
Vontade que te abate,
Nas fabulas de realeza
Artimanhas arranjadas
Dessa moça faceira
O pedido que consagra
Entre rimas, e calores.
São amantes que voam
Na magia dos olhares
E o toque que umedece
Reverbera como pedra n’água,
Seu rio esboça um sorriso,
Mito é o âmago d’alma
Arquétipo de muitos mares
De sua essência submerge
Dança da caricia trocada,
Paixão  tomando ares
E a serenata ao astral
E toda eloquência afaga
Pulsa aqui e acola
Onde a mente não pensar
Na intimidade mítica
Supera a descrição
Sequencia de palavras
E todo desejo profundo
 Amar é uma bênção
 A prece do sussurro arteiro
Essa intimidade mítica,.
Tamanho sentir, tamanho querer.
É a construção da redenção
O segredo encanta o mundo
E a praia que aconchega o ser.
SÉRGIO CUMINO

sábado, 7 de julho de 2012

ENTRELINHAS

ENTRELINHAS

Entre as partes quero arte
A dança do abraço
Alegria na face
Do teatro de revista
Suas projeções tesas

Entre a arte quero beijo
Em quente laço
E o encanto que vejo
A deixa leve como passe
Nas pinceladas do artista

Entre o beijo quero ternura
Alocaremos a mesa
Postada a sua doçura
E o amor aos pedaços
Goiabada com queijo
Tudo que abocanhasse

Entre a ternura quero luz
Aquela que indica a pista
Ao som ritmo blue
Ensina a arte da destreza
Movimento e toda candura
Envolvemo-nos como cachos

Entre a luz quero bojo
Em rendas de destaque
Caixa de pandora seu estojo
E tudo dentro dela ouriça
É o encanto que te traduz
De sua luz e beleza

Entre o bojo quero sorver
Envolvente quando dura
Gostoso sentir ser
Com as vibrações do baixo
Sensualidade que arremate
Esta na qualidade do jogo

Entre sorver saboreio a boca
De encanto minimalista
Doces vontades loucas
E tantos desejos que produz
Faz dos seus mamilos cerejas
Desejo da mulher madura

SÉRGIO CUMINO