NORMAL SER
SURREAL
Sou um homem normal,
Com conflitos constantes
Crises e rompantes
Cinismo dos anos
Como qualquer mortal
Que respira o odor
Do abafado efeito estufa
Do ozônio desse sistema
Sujeira debaixo dos panos
Sou um homem que fedo
Como outro qualquer
Personalizo cada olfato
Cada pensamento
Merece o seu esterco
Os miolos que assamos
Delírios dos sonhos
Sente-se até o cheiro desleal
Como é peculiar de mim
Mesmo que não cheire nada bem
Sou um homem que vejo
Tento traduzir o olhar
O carinho do destino
E caminho com amor
Os mistérios distinguir
Aprender com oposto
Com universo ancestral
Que digam que seja assim
Pode ser que não
Às vezes me falta
Saber por aonde vamos
Sou suicidado em si
Sou o sacrilégio para o cardeal
Rei morto é rei fosco
Mas sou um servo de fé
Conflito esta no composto
De cor quente do amar
O cintilante da luz sol
Sou o alvejado destino
Aqui sou lá também é.
Hora pela a flecha de ode
Ou a caça do cupido
Pelas ondas do mar
Pela magia do Oxé
Eu serei o reflexo
Multiplicador da imagem
Atinja os corações tristes
Com essência do sorriso
Sou homem das Marias
A da Fé, Graça, Joana.
Intuição e seus avisos
Entrego-me ao silencio da Brisa
A pureza da utopia
Desse mundo surreal
SERGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ






