CREPÚSCULO DE CADA CICLO
Cada ano em mim Ayrá
Dá-me ago. para eu falar
Ciclos lunares findos
O sentir em orbitas
Um ano que avança
Do reflorescer do ventre
A inteligência dos instintos
Emerge do mergulho
Vindo do oceano da alma
Útero da camarinha
Meu porto seguro
O barco de Obará,
É preciso para navegar
Nessa rota sem rumo
Nada foi como os planos
Faz da mente convés
Redige a carta magna
Que é ano de provação
O consenso do equilíbrio
Do respiro mundano
Ao encontro com a fé
Na antessala é o caos
Umbral
é o social
Da Simétrica da razão
Mira do instinto
Em punho o Oxé
Como Bem
quiser
“viver não é preciso”
Esteja onde estiver
Entende a estibordo?
Dialogo com que eu sinto
Esbornia e a gloria
O humano o mito
Como viver é engraçado
Hora existencial sombrio
Hora Parsifal apaixonado
Não consigo ser mais comedido,
Com meu tesão multiplicado
Na
sedução de cada escrito
Quando vier a ser nublado
Não consigo ser convicto
Com as nuances de sentimentos
Dos rompantes dos acontecimentos
Quando pelos ficam arrepiados
Não há como ser incrédulo
Mesmo a virtual falta de chão
Conciliatórios e mistérios
Entre os ciclos lunar e solar,
Passo meus momentos a pensar
Em dissuadir o medo,
O criador de sacrilégios.
Com a prontidão e oportunidade
Hão de caminhar de mãos dadas
Junta as correlações infinitas
E o preceito das boas sinergias
É a trilha que melhor sorver
A magia do fogo de Ayrá.
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ





