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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ESCALDAR DO MEL

ESCALDAR DO MEL

Quando a vontade forma
Calores sobem
Faz de ti, flor e beldade.
Beijo a flor que evoca
Sonho se transforma
Toca-me muito bem
Aflorar da vaidade
Lábios secam
Loucura do vai e vem
Ao mesmo tempo
Os pensamentos pecam
Sensualidade que arde
E o mundo vira resto
Não importa a prosa
E nem aonde vai o vento
Formamos uma ilha
Amantes a deriva
Somos nosso curso
Num tem brilho estelar
Ao seu querer me presto
Como carinho maresias
E as tardes caem
Junto com rendas
Numa leveza acrobática
Fazem dos Braços trapézio
E gemidos viram soluços
Musica da arte de amar
Torna poesia da imagem
Uma beleza estática
Quando para o olhar
Estado de oferenda
Nua e de bruços
Como taça ao vinho
Seu mel opulenta
Sua suavidade embriaga
Com todo acréscimo
Com ardor faceira
Os corpos a refestelar
Aconchego que esquenta
Sonho do nosso ninho
Embarque marinheira
Faz do amor linda saga
Onde instinto orienta.
Sérgio Cumino

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

ARES E SEUS AVATARES


ARES E SEUS AVATARES

Resolve Mudar de ares
De culto ou de bar
Pensamentos, o insight;  
Saborear paladares
Aprofundar no mar
Ao frio da boca estomago
Para aquecer ares
Com a boca amada
A língua a navegar
Dar alma ao pratico
E desejo vislumbrado
Decidir se entregar
Como nunca amares
Nessa vida paranoica
Ser o vermelho
Candente como antares
Ser o branco
Com a espuma dos mares
Ser azul
Do sonho que sonhares
Aquecer ares
Dos milímetros do abraço
Percebe que a sensibilidade
É o alimento da aura
Acaloram a força eólica
Para Excitar o hálito
E dar efeito para causa
No oscular das pernas
Afago e seus Calores
Faíscam com roçado
Integra ao mel dos ares
Entranhar-se pela caverna
Cosmologia interna
Ouvir o eloquente
Mundo dos Avatares
Até o silencio é melodia
Assovio do vento são frases 
Melodia dos ares
Espalha-se pelos pares
Como ecologia do ventre

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ASAS D’ALMA

ASAS D’ALMA
Rogar para que se ajuste,
Os sentidos que aflora,
Lapidar é da forma ao amor
A cada vislumbre
Procura-se pela esquina
Entre versões e visões
A retina de cada menina
Encontram-se indefinidas
Olha sem querer ver
E a busca não se cumpre
Não há entradas e saídas
Que impede a caça da leoa. 
Vê sem precisar olhar
Entre tantos porquês
Separar o joio dos sofismas.
Ter o equilíbrio para Saber
Chegar ao destino
Pela Alameda da essência
Não sejam aparências
Para encontrar o caminho
Basta ter paz para poder ser
Se ainda não tem definido
Não recorra aos classificados
Nem publica em manchete
Nuances da carência
Destaque da contracapa
Os medos magistrados
Assim não faz legado
E coloca o rei em cheque
Não perca o tempo que passa
Procura pelas marcas
Passado dessa saga
Notas de sua história
A moral é Clausura
Com toda a farsa
Impeça esse cartel
Ladeia a indecência
Como se integra ao céu
Onde encontra a graça
Alegrias e gloria
 Incendeia a brasa
Fonte do brilho
A ladeira da memoria
Com pulsantes desejos
Adrenalina em ser intenso
Para que os momentos sejam
Poesia vivida com mel

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

terça-feira, 31 de julho de 2012

ESPELHO DE LUZ

ESPELHO DE LUZ

A felicidade do coração
Tanto pulsa quanto arde
Recepciona o inesperado
O arrepio do suspiro
E agrega ao melhor servir
Pelo brilho da alma nua
Calar-se para não magoar
E sentir adversidade
Para aprender a nadar
Mesmo se houver limite
Tem que ter ação
Não fique triste
O que é esta por vir
Porque o ócio
Movimenta neurônios
Alia-se a filosofia
Como comadres
O diabo da cabeça vazia
Interaja com seus demônios
o horizonte sem dimensão
lá e Onde a coruja pia
Construo uma porta
Para oportunidade bater
Vou de pronto conferir
Quando seus olhos
Faz-me derreter
Pela menina amada
Esbaldar alegria
Magico espelho
E a reflete no mundo
Conectados pelo amor
Que se torna lindo
Na utopia dos sonhos
Inteligência das células
Numa valsa intimista
Sua luz um conselho
Que o corpo pode tudo
Contanto que seja rindo
Somos tudo, nada somos.
Somos o lago da Libélula
A mosca dragão artista
O branco e o vermelho
O torto e o prumo
O trançar das pernas
Somos deus e o anjo caído
O absurdo de sorrir dormindo.
É a vivencia de vontades eternas

SERGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

domingo, 29 de julho de 2012

CREPÚSCULO DE CADA CICLO


CREPÚSCULO DE CADA CICLO

Cada ano em mim Ayrá
Dá-me ago. para eu falar
Ciclos lunares findos
O sentir em orbitas
Um ano que avança
Do reflorescer do ventre
A inteligência dos instintos
Emerge do mergulho
Vindo do oceano da alma
Útero da camarinha
Meu porto seguro
O barco de Obará,  
É preciso para navegar
Nessa rota sem rumo
Nada foi como os planos
Faz  da mente convés
Redige a carta magna
Que é ano de provação
O consenso do equilíbrio
Do respiro mundano
Ao encontro com a fé
Na antessala é o caos
Umbral  é o social
Da Simétrica da razão
Mira do  instinto
Em punho o Oxé
 Como  Bem quiser
 “viver não é preciso”
Esteja onde estiver
Entende  a estibordo?
Dialogo com que eu sinto
Esbornia e a gloria
O humano o mito
Como viver é engraçado
Hora existencial   sombrio
Hora Parsifal apaixonado
Não consigo ser mais comedido,
Com meu tesão multiplicado
Na  sedução de cada escrito
Quando vier a ser nublado
Não consigo ser convicto
Com as nuances de sentimentos
Dos rompantes dos acontecimentos
Quando pelos ficam arrepiados
Não há como ser incrédulo
Mesmo a virtual falta de chão
 Conciliatórios e mistérios
 Entre os ciclos lunar e solar,
Passo meus momentos a pensar
Em dissuadir o medo,
O criador de sacrilégios.
Com a prontidão e oportunidade
Hão de caminhar de mãos dadas
Junta as correlações infinitas
E o preceito das boas sinergias
É a trilha que melhor sorver
A magia do fogo de  Ayrá.

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

quarta-feira, 25 de julho de 2012

OXALÁ LEVANTOU A E FEZ ANCESTRAL

OXALÁ LEVANTOU A E FEZ ANCESTRAL

Oxalá se levantou para chamar
Avocou seu conselho
As trombetas do silêncio
 Na essência e respeito
 Dos seus elementos
Com a mítica do tempo
Rogou pela filha que
Guiou o mar,
Coreografou ondas
E as levou ao banho.
Das pedras de Xangô
Como ensinou a Yabá. 
E também a presenteou
Com filha e neta de Iemanjá
E a caçula já é mãe de Oxum
E seu vento de dendê
Para ninguém nos deter
Somos seus rebentos
Foi assim que nos criou
Com a glória ilustre
O signo do nome Guiomar
Agora tudo mudou
Olorum fará uso do calor
E da experiência que soprar
Quantas velas a navegar
Porque Oxalá se levantou
E a minha mãe convocou
É a hora da filha de Oyá
No dia Inhansã se pôs a dançar
Nessa noite que a lua sorriu
O inverno enganou os olhos
 Aqueceu os sentidos,
 E nos fez filhos queridos
E as netas e seus brilhos
No dia que nos fez chorar
Rogar seu descanso em paz
Foi desejo de todos os amigos
Vamos a dor abandonar
Somente ela, vai cessar.
Saudade não é dor
É a chama de o nosso amar.
Penetra a Ancestralidade
Transformação do pesar
Evolução pura e leve
Em vida um bambuzal
Inclinou e não quis quebrar
Espírito da mulher guerreira
Que sua prole vai acompanhar
E onde me abordar
Direi Benção filha de Oyá.
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ
 
Poesia em memória Guiomar Barba Silva (MINHA MÃE), falecida 23/07/2012