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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

BARQUEIRO DA SUA LAGOA


BARQUEIRO DA SUA LAGOA

Percebo que a encontro,

A respiração suspira

O brilho e o fogo acendem

Tanto o lembrado

Quanto o esquecido

Somam-se ao transe

Do instinto da alegria

Rompe completamente

Com as rodadas da tristeza

E no ápice das ondas

Que me beijam e alucinam

Faz os desejos se alternarem

Ao próprio impulso e reveria

Zabumbei-a meus sentidos

Marinheiro que aprende a nadar

Tempera todos os deleites

Na unidade de sua canoa

No compasso de cada estalo

Dedos, estrado e selos.

Nem vemos o vinho acabar

A noite varar e a barba serrar

Meu remo em sua lagoa

Desliza como gota na folha

Voa como pólen aos campos

Chega como o beijo da fadiga

Abençoando o sono

Preludio do amor matinal

Para eu ser o seu café da cama

O sorriso dos olhos

E o pensamento atrevido

Seus encantos revelam

Quando os cantos rebelam

Os arcanos que inspira libido

Com o magnetismo discreto

E as essências que nos selam

Das aguas e dos colibris,

Canto da queda da cachoeira,

Toca-me! Provoca-me! Banha-me!

Com o brilho de sua lua

Sob aguas, céu e teto.

Sou imã na forma de te sentir

Aí percebo o sagrado é viver

E recebo portais e outras veredas

Não importa o tempo perdido

Fato que me chega nua

E envolve de tal maneira

Que subverte até o jeito de querer

Desperta vontade de comer seu cheiro

E dar uns lapsos a neurose

Tela fria que a deixa quente,

São as parodias da sinergia

Como rojão o calor sobe

Assim como partes de mim

Combina excitação,

com queda de  paradigmas

Acenando mudanças

Estar nas nuvens é perder chão

Vivencia o desejo

Intenso e singular

Esteja cá e acola.

E o tempo nos torna curto

Penso aqui, o como essa.

Conexão poética

Conforta-me a alma

E esqueço-me do mundo

Para navegar o universo

Eu o barqueiro de sua lagoa.

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

EPOPÉIA DE CADA DIA

 
EPOPÉIA DE CADA DIA
 
A vida como poesia aberta
Onde gosto das palavras
Vem do sumo de cada fruto
Linhas e infinitas estradas
De trilhas incertas sem rumo
Das rotas sem rima
Parágrafos de cada sina
Do bagaço da queda
Ao mel da criação
E a paixão que inspira
Que toca o bumbo
Da alegria do coração
Para uma prosa difusa
Ilhas de delinquências
Entorno e seu duplo,
Os homicídios do cifrão
Gozo e o entojo
Tantos momentos
Cheio de referencias
Rimados em lagrimas
É quando o querer galopa,
Com internos acalentos
Estrofes das carências  
E frases entre aspas
Aos fluxos em tropa
Marchando a sua luz
Palavra que penetra
É a que varia a vaidade
O cosmo toma nota
Do amor que produz
Inicia sua tarefa
Lampejos dos sentidos
São cortejos de libélulas.
E a brisa que conduz
O que a vontade injeta
Depressão dos lipídios
As nascentes magicas
Na região dos desejos
Poesia torna um ato de fé
A vida e suas paginas
O plagio e seu dengo
O signo de sua alma
Para que cada dia
Tenha sua nota de rodapé
 
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

sábado, 1 de setembro de 2012

ABRACE-ME!

ABRACE-ME!
 
Com o calor gostoso que tem
O que faz do abraço uma vida
Aconchego seu é o meu apelo
Tato que me faz alguém
 
Que cheiro gostoso de você vem
Absorve meus sentidos, cativa.
O aperto do peito e os seios
Uma mistura que provem
 
Peles falam o que sentem
Penetra na alma que abriga
A esperança de todo o feito
Que encanto ter um bem
 
Ativa a memoria de outrem
Magia que não há parecida
Amor e tudo de direito
Respirações num vai e vem
 
A montanha sorve o trem
Em suas sinuosas subidas
A fonte forma o leito
Norte estrela de Belém
 
Afago de um querer zen
Alma fica enriquecida
Poesia da causa e efeito
Laço da benção e o amem
 
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

 

domingo, 26 de agosto de 2012

PEDIDOS AO VENTO


PEDIDOS AO VENTO
O gosto é um composto
 Do querer com pulsar
Ávidos os seus lábios
Que subvertem a razão
Dizendo de bico menina
Aquele “volta para mim”,
Para o amor saldar
Levar o coração em rapina
Sem mesmo saber
Seus sonhos pedidos
Atravessam como raio
A noite que te sacia
Com louvor do ladrão
Que domou com ardor
Seu código de conduta
E deixa nua na campina
Até a fadiga do alvorecer
Contagio do oposto
Do poeta maldito
Atração do amor moço
Que vai te acender,
Chama-o sob lençol.
Para entrega absoluta
 A volúpia se rende,
Em sedução de rendas
Aconchego e zelo
O jeito que sabe ser
Entregue ao infinito
Desse desejo colosso
Digno do Deus do sol
Quando o querer assusta
E todo corpo esquenta
Gemido levanta os pelos
Do rancor se desprende
O carnaval dos sentidos
Que arrepia as libidos,
Pela bateria evoluindo
Coração no seu recuo
Onde acalenta o prazer
Dar proposito a emoção
Louvar a delicia de sorver
E o Desejo será perpetuo
 
SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

FICÇAO DA FIXAÇAO



FICÇAO DA FIXAÇAO

 Brisa que te molha
Umedece seu querer
Solene deixa o recado
Esta no presente o destino
Que antes da poesia ser
O que se vive foi rogado

Sente que alguém te olha
Jeito diferente de ver
Olhar com afago
Cheio de bons fluidos
Escorre por não caber
Deixa feliz seu legado

E o raio que se espalha
Para cada célula acender
Assanha o corpo cansado
Deixam em transe os sentidos
Só dirá não ter nada a ver
Se tiver o corpo fechado

Como fogo na palha
Põe-se a ferver
São sonhos condensados
No espaço do infinito
Possibilidades em ser
Um ardor alado

E a inspiração borbulha
E põe-se atrever
Quem ama é amado
Vida romance verídico
Que excita ao se ler.
Pelo encanto expressado.

A libido em patrulha
Quer pagar para ver
Entrega-se delgado
No impulso do instinto
A alegria prover
Fluxos  apaixonados
SÉRGIO CUMINO -

sábado, 18 de agosto de 2012

AGRURAS DA EDUCAÇÃO


AGRURAS DA EDUCAÇÃO

Se outro é meu inferno
Como diz o existencialista
É o portal do dissídio
As promissórias da moral
Entre os da sua horda
Outros a perder de vista

E torna um ser catalogado
Onde deveria ser fraterno
Edifica o próprio suicídio
Pelo umbral capitalista
Faz do nosso orgasmo
Paga tributos ao Estado


Inconsciente da tribo
Mundo e suas frequências
Rotas distintas
Duvida e seu pleonasmo
Ancestral e o percurso ao fado
Sincrética trilha das crenças

No cativeiro da violência
Antes sob a força das barras
E a esperança encarcerada
Enterrada sob as rocas
Da governança do arcaico
Hoje sob o código de barras

O fundamento debaixo da toalha
E a sujeira sob o tapete
A oralidade torna instrumento
Educação faz o mundo laico
Contra Preconceito recorrente
Aprende-se orgulho da navalha


A comunhão com tempo
Fé nacional é um mosaico
Porque toda liturgia é sagrada
Educar é o passo a passo.
Mudar processo lento
Veja o auxilio das artes


Sobre agruras da educação
“Se penso logo existo “
Premissa de Descartes
Vácuo é o drama da evolução
Pelo caminho nada suave
Deve-se aprender com os mitos



Dialética do teatro épico
Torna real o que vejo
Projeta para vida a razão
Contra o doente fundamentalista
Apoiado pela tutela da opressão
A vida é embate aristotélico

Da história e os conflitos
Que degenerou o humano
Midiatiza os arcanos
O espírito e a cultura
O estatuto do desigual
E tudo que entala o grito

Esta no outro a projeção
Dos medos de cada qual
Busquemos na comunhão
E Diferente não é rival
O principio é a união
Consonância das alcovas

Somos  nevoa do universo
A ciência nos mostrou
Mundo de possibilidades
Rogamos que intolerância
Embriague-se de entropia
Afoga-se no próprio gesto.

No olhar esta o método
Na estética a fome
Na vontade o suor
No mestre a ideia
Que do teatro do oprimido
Descobre-se o homem


SÉRGIO CUMINO.
Dedico a todos meus amigos professores, fazem de educar um ato de amor . Apesar das agruras da profissão ter o dom de ensinar é uma das mais belas missões : Josiane Climaco,
BA kiusam de Oliveira,Silvio Souza SP;Sérgio São Bernardo BA; Diana Costa BA, Shirley PR, Laura MG,  Maria Helena RJ, Elizabete Carneiro  GO,   Yara Luchi SP, Sandra SP,Joabe Tavares de Souza MT,  Cidinha Costa SP, Valéria Freitas SP, Mara Elisa PR, Sérgio Carajonas SP,  Elias Porto SP., Nelci Wunsch SC e  um grande elenco de amigos da pedagogia.