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domingo, 23 de setembro de 2012

APETEÇO-LHE

APETEÇO-LHE
Quero você como a vi
No mergulho do meu olhar
No profundo dos meus quereres
Pela magia dos nossos sentidos
Que faz a cor dos olhos mudar
Coração disparar
Pela chegada do nosso calor
Que você sente o sabor
Quando expresso “gostosa”
Aguço o melhor da vaidosa
Reverencio a Deusa,
 Que reina em você
E vem toda a encantar
A timidez, de aquele olhar.
Os beijos que olhos mandam
A vontade de mostrar
Como era de criança
Para o fluxo trocado
Já vir da infância
Assim o lúdico se faz
E explica toda paz
Que me faz sentir
O amor emergir
Olhar lúdico
Excita sua graça
Leva a malicia
Ao discurso oposto
Aos dedos que passa
Pelos cabelos úmidos
Abraço que faça
Um vapor único
SÉRGIO CUMINO
 


domingo, 16 de setembro de 2012

AMARRAS DA ANGÚSTIA

AMARRAS DA ANGÚSTIA
 Rasgam sua toga
Apagam a visão
Não importa onde for
Nem qual idioma
De nada vale não
E as lagrimas
Quer-se molham
Prendem sua respiração
Aos moldes de conduta
Condição de sobra
Muletas da existência
Mesmo nos escombros
Entrega-se ao amor
Barra-se na razão
Subtrai, não soma.
Apresenta-se a labuta
O mimo que roga,
ainda menino afoga
Méritos da subserviência
estereótipos da culpa
Sob a tutela do bastão
sacramenta seus tombos
assim a moral garante
exuberância da dor
 Supremacia do medo
que emergi da cabeça
inatividade da carência
Em punho luz e lupa
Procure nos calabouços
seu curador interior 
Ciclo da vida esta na morte
é prenuncio de um novo ser
de uma trilha cálida
E suas sinas revistas,
ou não haverá como
ser seu ombro,
seu aconchego,
o toque que a molha,
seu  chamego?
De chances a sorte
Se não matará em si
A desesperança pálida
Ontem falecida
As chaves das questões
Esta  em segredo
Se deixe permitir
A esperança na vida
Ser atrevida
Ao pulsar das paixões
 
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

BARQUEIRO DA SUA LAGOA


BARQUEIRO DA SUA LAGOA

Percebo que a encontro,

A respiração suspira

O brilho e o fogo acendem

Tanto o lembrado

Quanto o esquecido

Somam-se ao transe

Do instinto da alegria

Rompe completamente

Com as rodadas da tristeza

E no ápice das ondas

Que me beijam e alucinam

Faz os desejos se alternarem

Ao próprio impulso e reveria

Zabumbei-a meus sentidos

Marinheiro que aprende a nadar

Tempera todos os deleites

Na unidade de sua canoa

No compasso de cada estalo

Dedos, estrado e selos.

Nem vemos o vinho acabar

A noite varar e a barba serrar

Meu remo em sua lagoa

Desliza como gota na folha

Voa como pólen aos campos

Chega como o beijo da fadiga

Abençoando o sono

Preludio do amor matinal

Para eu ser o seu café da cama

O sorriso dos olhos

E o pensamento atrevido

Seus encantos revelam

Quando os cantos rebelam

Os arcanos que inspira libido

Com o magnetismo discreto

E as essências que nos selam

Das aguas e dos colibris,

Canto da queda da cachoeira,

Toca-me! Provoca-me! Banha-me!

Com o brilho de sua lua

Sob aguas, céu e teto.

Sou imã na forma de te sentir

Aí percebo o sagrado é viver

E recebo portais e outras veredas

Não importa o tempo perdido

Fato que me chega nua

E envolve de tal maneira

Que subverte até o jeito de querer

Desperta vontade de comer seu cheiro

E dar uns lapsos a neurose

Tela fria que a deixa quente,

São as parodias da sinergia

Como rojão o calor sobe

Assim como partes de mim

Combina excitação,

com queda de  paradigmas

Acenando mudanças

Estar nas nuvens é perder chão

Vivencia o desejo

Intenso e singular

Esteja cá e acola.

E o tempo nos torna curto

Penso aqui, o como essa.

Conexão poética

Conforta-me a alma

E esqueço-me do mundo

Para navegar o universo

Eu o barqueiro de sua lagoa.

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

EPOPÉIA DE CADA DIA

 
EPOPÉIA DE CADA DIA
 
A vida como poesia aberta
Onde gosto das palavras
Vem do sumo de cada fruto
Linhas e infinitas estradas
De trilhas incertas sem rumo
Das rotas sem rima
Parágrafos de cada sina
Do bagaço da queda
Ao mel da criação
E a paixão que inspira
Que toca o bumbo
Da alegria do coração
Para uma prosa difusa
Ilhas de delinquências
Entorno e seu duplo,
Os homicídios do cifrão
Gozo e o entojo
Tantos momentos
Cheio de referencias
Rimados em lagrimas
É quando o querer galopa,
Com internos acalentos
Estrofes das carências  
E frases entre aspas
Aos fluxos em tropa
Marchando a sua luz
Palavra que penetra
É a que varia a vaidade
O cosmo toma nota
Do amor que produz
Inicia sua tarefa
Lampejos dos sentidos
São cortejos de libélulas.
E a brisa que conduz
O que a vontade injeta
Depressão dos lipídios
As nascentes magicas
Na região dos desejos
Poesia torna um ato de fé
A vida e suas paginas
O plagio e seu dengo
O signo de sua alma
Para que cada dia
Tenha sua nota de rodapé
 
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

sábado, 1 de setembro de 2012

ABRACE-ME!

ABRACE-ME!
 
Com o calor gostoso que tem
O que faz do abraço uma vida
Aconchego seu é o meu apelo
Tato que me faz alguém
 
Que cheiro gostoso de você vem
Absorve meus sentidos, cativa.
O aperto do peito e os seios
Uma mistura que provem
 
Peles falam o que sentem
Penetra na alma que abriga
A esperança de todo o feito
Que encanto ter um bem
 
Ativa a memoria de outrem
Magia que não há parecida
Amor e tudo de direito
Respirações num vai e vem
 
A montanha sorve o trem
Em suas sinuosas subidas
A fonte forma o leito
Norte estrela de Belém
 
Afago de um querer zen
Alma fica enriquecida
Poesia da causa e efeito
Laço da benção e o amem
 
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

 

domingo, 26 de agosto de 2012

PEDIDOS AO VENTO


PEDIDOS AO VENTO
O gosto é um composto
 Do querer com pulsar
Ávidos os seus lábios
Que subvertem a razão
Dizendo de bico menina
Aquele “volta para mim”,
Para o amor saldar
Levar o coração em rapina
Sem mesmo saber
Seus sonhos pedidos
Atravessam como raio
A noite que te sacia
Com louvor do ladrão
Que domou com ardor
Seu código de conduta
E deixa nua na campina
Até a fadiga do alvorecer
Contagio do oposto
Do poeta maldito
Atração do amor moço
Que vai te acender,
Chama-o sob lençol.
Para entrega absoluta
 A volúpia se rende,
Em sedução de rendas
Aconchego e zelo
O jeito que sabe ser
Entregue ao infinito
Desse desejo colosso
Digno do Deus do sol
Quando o querer assusta
E todo corpo esquenta
Gemido levanta os pelos
Do rancor se desprende
O carnaval dos sentidos
Que arrepia as libidos,
Pela bateria evoluindo
Coração no seu recuo
Onde acalenta o prazer
Dar proposito a emoção
Louvar a delicia de sorver
E o Desejo será perpetuo
 
SÉRGIO CUMINO