ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

terça-feira, 9 de outubro de 2012

DIFERENÇAS DE OUTRORA

 
DIFERENÇAS DE OUTRORA
Uma coisa eu descobri agora
Excita também meus projetos
Levita minhas duvidas
E deixa meu juízo de fora
Livre na primeira estancia
 Para ciranda das epopeias
E a reflexões de uma Lady
De como cuida do seu homem
E o passo a passo a rua
Mulher assim que te respiro
Ilumina a minha sapiência
Nossos quereres absorvem
Banha as corredeiras da mente
Florescendo novas ideias
Manda pessimismo embora
Sem dores na consciência
De um jeito tão discreto
Faz-me de plebeu a alteza
E o êxtase daquela aurora
Será brinde de muitas luas
Faz–se obvio o incerto
A descoberta da loba
Esta em suas matilhas
Para que novo se revele
Comecemos com xicaras vazias
SÉRGIO CUMINO

sábado, 6 de outubro de 2012

FUTURAR


FUTURAR


A chegada do que espera

Arrima-se desse presente,

Desejos de si próprio
 
Quereres que reinvente

Alojados de muitas eras

O agora é futuro que prospera

Ser a caricia ao ente,

Servir de imediato

E surpreender sempre

Vislumbre como numa lente

Memorias eternas

Um flash de seus repentes

A cada presente

Viva antes que escorra pelo ralo

Surpreenda-se a cada ser

Aflora poesia na gente

Predicado muda a cada ato

Mesmo que não de para ver

De atenção aos sinais que sente

Ainda que tiver ausente

Protagoniza a cena

Como Godo do Becket

Os insights e estalos

O faz de corpo presente

Ação de cada momento

Imagens vão pelas corredeiras

Indicam divisores de aguas

No cosmos o inconsciente

E já lá a gente assente

Através das leis e seus relativos

Note o coração

Acariciar a mente

Deliciar-nos com o hoje

Com seu olhar bento

É a harmonia dos recentes

Dá sentido a emoção

Flagrantes de cada close

Belezas do Deus Tempo

E as suas estacoes

A magia dos quatro elementos

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

NASCENTES


NASCENTES


Aquela que o intimo deseja

Escorre pelo colo. Como chuva

Aguça o seu jeito de querer

O frio da espinha

O calor da virilha

A magia que ferve sua fogueira

Palavras derramam rimas atrevidas

Molham com cerne das ribeiras

Sou bruma que passeia por suas formas

Esfumaça estigmas e relaxa as defesas

Brota como mina nas pernas abraçadas

Descoberta como almas uterinas

E retrai o corpo, comprime o ar e sorve.

Sentidos vêm prover da alquimia,

Do querer com a pele vaporosa

Meias palavras se completam

Com a boca que beija

As caricias a contornam

Declinam-se aos pés de sua Deusa

Contemplação, amor, magia e graça.

Das essências que foi aluna

Da menina que virou mulher

Os versos assumiram a prosa

Vibra sobre os corpos e beleza

Um suave sopro assovia

Maresia em sua orla

Com que o sentido assuma

O sentir, doar, amar e ser.

Sou o orvalho, você carinhosa.

O dengo da manha e a cotovia

O roçar e todas suas praticas

Assim em ti meu desejo adorna

De fazê-la flutuar como plumas

Amar é a leveza de viver

SÉRGIO CUMINO

terça-feira, 2 de outubro de 2012

LOGO AMADA

LOGO AMADA

Quando o mundo retorna

Dos momentos de paz que deu a ele

Aquela ausência para sentir

O desejo se saciando

Deu folga ao tempo

Vivendo sua relatividade

Em atividade de êxtase

Até mesmo a gravidade parou de existir

Dois corpos apaixonados levitam em si

Sintonizam as frequências

Para eternos vindouros

Faz o aroma quente

Paladar doce

Que deixa a pele macia

O espelho confidente

E faz as pazes com a alegria

Lingeries são cumplices

Sem falar no brilho no olho

É resgate de sua menina

Quando jaz somente mulher

O tempo que a terra parou

Deu ao mundo novas cores

Nuances e detalhes

Que outrora não existia

Nos sonhos virou mania

Nas preces ousadia

Que retomemos de onde parou

Para parada do tempo, continuar.

SÉRGIO CUMINO

domingo, 30 de setembro de 2012

TROVADOR E A LUA NUA



TROVADOR E A LUA NUA




Ter você aqui,

Na extensão do meu braço

Sob a luz do luar

O eterno torna fato



Ter você aqui

Meiga ao meu lado

Conjugo o verbo amar

Com ternura do afago



Ter você aqui

O amor é o enfoque

alma nos faz sentir

a pintura do toque



Ter você aqui

pairando sem gravidade

ao lado das estrelas

festejo de sua vaidade



Ter você aqui

junto ao céu de sua boca,

a cúpula , respiro seu ar

meus sussurros sua concha



Ter você aqui

com rosado da face

magia do olhar

pernas que se enlacem



Ter você aqui

um sentimento tácito

de querer mais

navegar no espaço



Ter você aqui,

Sob o feitiço da lua

E o silencio do olhar

E sua alma pura



Ter você aqui

Eu me despeço

De dogmas morais

Pela poesia do gesto



Ter você aqui

E a semente do amor

Em solos divinais

Semeando sua flor





Ter você aqui,

Tao próximo da boca

Sem forma e pressa

O beijo de deixa-la louca





Ter você aqui

Como amante trovador

A divina e amada

Minha prosa seu calor



Ter você aqui

Minha vontade é a sua

Meu corpo jangada

Que a leva nua.



SERGIO CUMINO






sábado, 29 de setembro de 2012

ARDOR & MEL


ARDOR & MEL

Um tesão que sobe,

que desce,

e quer sair em forma de mel

Os seios ficam sensíveis, num simples pensar.

Lábio seca e as mãos precisam agarrar

Com o toque perde controle dos sentidos

Seja nua ou de cacharréu

Num simples piscar

Ao som do poema atrevido

Ficará úmida pronta para amar

E as pernas dançam seu tremor

No movimento continuo de abrir, fechar.

Cadenciada pelo peito que pulsa

A cada pausa do sussurro ao ouvido

Declarada a vontade de sorver

Vaguear sentidos por suas coxas

E a aconchego com todo fervor

E mergulha a boca louca por amar





SÉRGIO CUMINO

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

DESEJOS SABATINADOS

DESEJOS SABATINADOS


Pensamento vislumbra

O encanto sem manto,

E juízo sem toga

Freira sem habito

Eva sem os ramos


E a desnuda toda

Olhar, sentidos, coração.

Da um propósito ao amor

Caos delicioso no querer

Luz quase penumbra

Gemidos quase um canto

Fosforesce o olhar que roga

Muda de cor, a cada verso.

Foi que o medo

Virou tesão.


O brilho dos lábios molha

E as bocas num único sabor

Bem como os céus se unem

Galáxias do nosso universo

E os calores sabatinam

As sinergias sem vestes

Sob o creme e o toque

Aquece com as mãos

A frieza do pudor


Carisma dos olhos que sorriem

Sensualidade do corpo desinibido
Hoje mais vontade que ontem.

Amazona e sereia
Um desejo galopante
Daqueles de faltar o ar

Nos campos do bem me quer
Gozo do poema vivido
Tremores são de orgasmo
Faz dos sonhos presente

Um vinho, um luar.

E a golada no gargalo


Que delicia de mulher


Que me faz viajar


Esvazia a mente

Aquece os corpos
a ponto do tempo parar

 
SÉRGIO CUMINO - POETA A FLOR DA PELE



domingo, 23 de setembro de 2012

APETEÇO-LHE

APETEÇO-LHE
Quero você como a vi
No mergulho do meu olhar
No profundo dos meus quereres
Pela magia dos nossos sentidos
Que faz a cor dos olhos mudar
Coração disparar
Pela chegada do nosso calor
Que você sente o sabor
Quando expresso “gostosa”
Aguço o melhor da vaidosa
Reverencio a Deusa,
 Que reina em você
E vem toda a encantar
A timidez, de aquele olhar.
Os beijos que olhos mandam
A vontade de mostrar
Como era de criança
Para o fluxo trocado
Já vir da infância
Assim o lúdico se faz
E explica toda paz
Que me faz sentir
O amor emergir
Olhar lúdico
Excita sua graça
Leva a malicia
Ao discurso oposto
Aos dedos que passa
Pelos cabelos úmidos
Abraço que faça
Um vapor único
SÉRGIO CUMINO
 


domingo, 16 de setembro de 2012

AMARRAS DA ANGÚSTIA

AMARRAS DA ANGÚSTIA
 Rasgam sua toga
Apagam a visão
Não importa onde for
Nem qual idioma
De nada vale não
E as lagrimas
Quer-se molham
Prendem sua respiração
Aos moldes de conduta
Condição de sobra
Muletas da existência
Mesmo nos escombros
Entrega-se ao amor
Barra-se na razão
Subtrai, não soma.
Apresenta-se a labuta
O mimo que roga,
ainda menino afoga
Méritos da subserviência
estereótipos da culpa
Sob a tutela do bastão
sacramenta seus tombos
assim a moral garante
exuberância da dor
 Supremacia do medo
que emergi da cabeça
inatividade da carência
Em punho luz e lupa
Procure nos calabouços
seu curador interior 
Ciclo da vida esta na morte
é prenuncio de um novo ser
de uma trilha cálida
E suas sinas revistas,
ou não haverá como
ser seu ombro,
seu aconchego,
o toque que a molha,
seu  chamego?
De chances a sorte
Se não matará em si
A desesperança pálida
Ontem falecida
As chaves das questões
Esta  em segredo
Se deixe permitir
A esperança na vida
Ser atrevida
Ao pulsar das paixões
 
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ