AOS HOMOFÓBICOS DE PLANTÃO
Desculpa-me caro leitor
A falta de
malandragem
De golpes milionários
Mídias sanguinárias
Exuberância do banal
É o que passa por essas paragens
Uma moral ordinária
Com, deputado homofóbico.
Que faz a fé passar mal
Bate fundamentalismo no pleito
Afronta a inteligência do cidadão
Nivelada por baixo
Escreve com mão de chagas
Sem linhas de peregrinação
Ignoram que o país é laico
Sem nenhuma objeção
Multiplicam-se como pragas
Não interessa a eles minha religião
A questão não são as crenças
Ha também as diferenças
Esperança de mundo novo
E a oportunidade bate
As portas corta fogo
Com isolante de ofensas
Para fazer parte da cota
E não estatística do abate
E garantir sua vaga
Sobreviver nessa vida ingrata
Onde mais idade padece desigualdade
Montante da discriminação
De um sistema que ralha
Uma sociedade de chacotas
Quem precisa não ha acessibilidade
Prestativo missionário
Preservativo de broxa
Maquiavélico em cristo
O Sanguessuga prosaico
Fogo no rabo do negro
É lareira de muita Carlota
E as lady das paradas
Com bandeiras listradas
Vive constante risco
De serem mortas como baratas
A mando desse bispo
Entre os falidos de falo
“ Muller te esbofeteio”
O resumo da opera
Democracia é para minorias
Numa ditadura de massas
Parece que sou otário
Dentro desse cenário
O mórbido é o descaso
Marca-se cada talho
Das mesas do plenário
Nem tenho talento para tanto
Mas quero que me veja
Sendo assim saio vociferando
Solto aos quatro cantos
E que ecoa esse chega
A indignação dos solitários
Um, puta que o pariu e dois caralhos
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ







