ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

CA DENTRO REBENTO



CA DENTRO REBENTO

Quanto diz calado
Hora houve outro afago
0s rubores carmins
Pinguela que cruza ausências
Navegue no sinuoso rio
Segue em passos tensos
Guerreiro contra alma negativa
Cenóide grita nos sonhos
Tira-me a calma
Nas nuances do pavor
Seja onde for
Será meu duplo
Sombra do meu medo
E não fico conformado
Que reside dentro de mim

Sinaliza no paladar bastardo 
Aquele gosto amargo
Acautela que detona o estopim
Nos conformes reinventa
Provedor de todo cio
Condutor daquele beijo
Umedece o pistão da vida
A coragem de cada tombo
                       Relê a chaga de cada palma                          
Dando sentido a cada dor
E avarias do opor
Semente do seu culto
Ferida que coloca o dedo
Marcas do desejo alado
Estigma dentro de mim

E todo risco a cargo
Mendigo amarrotado
Esta maestria de Chaplin
Conquista e a carência
Sem um pio
Reverbera nos desejos
O eco de cada ida
Balanceia o que somos
Pelas facetas de cada drama
Aspectos e seu rumor
Não conseguir supor
Avesso ao saber do impulso
E vir o que não vejo
Vendo vendado
Enigma dentro de mim

SERGIOCUMINO – POETA DE AYRA 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Òsanyìn o Soberano Solitário

Òsanyìn o Soberano Solitário

Kó si ewé, kó sí Òrìsà
“sem folhas não há Orixá”

O profundo mistério
ecoa seu  canto
com notas aladas
espirito da  aria
missa dos pássaros
entre a trança dos cipós
ritmado pelo rum
É o feitiço nagô
Sua sina eremita
Revela ao centro
Suga à relva
Entre todos é o todo
O sangue escuro
O ase é o norte
O sumo do rito
Verde e o ventre
Da alma da selva
O templo bento
É o segredo e reduto
Retiro do sacerdote
Saúda Ewé ó!  
Pulmão do olorum
Onde as Folhas entrelaçam
Misturam-se livres
Descubra a si
Liberto pelo amassí
Matas sagradas
Mesmo com a rebeldia
Dos sinuosos ventos
Da graça de Oyá
Embarca em seu fole
Desprende A criação
Espalha-se pelos mitos
Rebento de muitas fontes
Cerne de cerimoniais.
Acender da energia
De cada missão
sob a bênção oculta
do soberano solitário.
 
SÉRGIO CUMINO – POETA DE AYRÁ
 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

VERSUS SEM VERSO

VERSUS SEM VERSO
 
Condimenta o Lapso
Erra no tempero
Seja na gamela
Ou no vasto campo
Contorna vulnerável
O que vive agora
Não viverá mais
Porque nem será jaz
 
Se corrosiva como acido
Azeda o desejo
Como louça se quebra
Esperança e outros tantos
Vacilo provável
Que o deixa sem rota
No tanto fez
Pelo que tanto faz
 
Desequilíbrio do passo
Que afunda o vespeiro
O vir que não enxerga
O mistério de manto
De ciclo instável
Esboçando a bossa
A cada vez
Que se- sente incapaz
 
Vê mundo ingrato
Por não o verem obreiro
A cegueira emberna
Aleita num canto
Hora vida intocável
De maré que alvoroça
No bale da insensatez
Como jogo de azar
 
Versus o medo casto.
Verso do corpo inteiro
Hora vem que te quero agora
Uma delicia maldita
E sagrada como a boca
O portal que aflora
O que o viver lhe traz
 
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRA

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O GRITO DO SILENCIO

O GRITO DO SILENCIO
Para que se escute
Grito
- cadê minha essência? .
Mais que brande
De fora cá dentro
Como fumaça de incenso
Ecoa como um canto
Mas não devasta
O som se perde em mim
Quando parou o trajeto
Faltou para o mito
Esta aquém
No linear do basta
Por volta da carência
Adentre mais ao centro
Ha verdades de sabor ruim
Coreto dos manifestos
Criador de quistos
De tudo que é refém
E o solitário banco
Cai a chuva que acalma
É o coração da praça
Sob o palanque desses conflitos
O encontro da um sinal
Possibilidade pura de submergir
Em si encontra o além
E sua clarividência
E a pureza que vem de lá
O portal do tempo
Do universo atemporal
De um antagônico silencio
Regida pelo branco
Mais puro da alma
O manto de Oxalá
Assim encontra a Graça
Sente o não manifesto
Do pródigo e infinito
Imo da essência
SÉRGIO CUMINO –   O POETA DE AYRÁ

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

BOM DIA MINHA FLOR

BOM DIA MINHA FLOR
 
Que reverencia magica
Exibe seu olhar sobre o meu
Massageia todos os sensores
Me limpa o rancor
Aquece meus desejos
Quando suspira para mim
 
Que ternura incrível
envolve como nuvem
de sonho adolescente
abate com seu rubor
dessa forma que me rendo
pelo que vibra em mim
 
Sinto que me abraça
o sorriso que a íris deu
Sem dizer nos tremores
Aumenta meu calor
Nascido daquele beijo
das pupilas para mim
 
Mergulho no túnel
que me suga ao além
Das serenatas e repentes
Melodia do amor
para  acariciar meu desejo
quero você para mim
 
leoa cobiçando a caça
alma do desejo seu
que escolhe as cores
excitante odor
que a cheiro
se acedia  de mim
 
assim me deixa solúvel
tão viva que me vem
faz-nos único ventre
do voo do condor
do jeito que te vejo
olha para mim
 
assim a noite passa
alvorada em mim nasceu
declama como trovadores
-bom dia meu minha flor
asas do beija-flor no peito
Inicia desjejum de mim
 
SÉRGIO CUMINO – POETA DE AYRÁ

 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

RESTAURO D ALMA

RESTAURO D ALMA
Passa a régua
Conclua
O ultimo gole
Porque o inacabado
Germina o cisto
Cabeça encrua
Experimente o risco
Dê fim à trégua
De uma ideia fixa
Se despeça na saideira
Pensamentos rebentos
Fenecer
Para saúde do inicio
A corda que se rompe
A linha que se passa
Na bagagem seus valores
Para sorriso da chegada
Misture-se
Com a, ultima lagrima.
Cabeçalho da partida
Tendo visto
Capitulo da saudade
A intuição é o arauto
Desse prologo
De misteriosas rimas
Não há amor sem dor
A mercê dos conflitos
De tantas outras tentativas
Jazz uma estrela
Quando se anuncia outra
Movimento dos ciclos
Emoções arrebatadas
Afloradas no clímax
 
SÉRGIO CUMINO – POETA DE AYRÁ