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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

INSOLÊNCIA LACAIA

INSOLÊNCIA LACAIA

Estigma e o paradoxo
Essa marca que me fere
O caroço que engasga
E o leva ao ralo
Por isso que eu falo
Metam-se  com a competência
Que lhes afere
Porque proselitismo que rasga
Na condução de marionetes
Abala o espetáculo

São nódulos desse troço
Que me fazem fera
Uma fúria que embarga
O cinismo desse baralho
Que inventam  atalhos
Com  suas Incongruências
Somos diversos
Em meios aos perversos
Que desacata gente
Com valor que fede

Essa moral com asma
Usurpa a lebre
E faz da ética. Gato
É a gestão salafrário
Desaforo canalha
Com coral de insolências 
No caos as  evidencias
Insulto e seu verso
Dendê me entrega quente
Assim combato essa febre
  
Embuste com fogo
Romântico que era
Acende a brasa
Segue o rosário
De tudo quanto valho
Não me levo pelas aparências
Quando decifro gestos
E as previsíveis abas
Intuição difere
Abraços de tentáculos.

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO  803.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MEMORIAL INSANO



MEMORIAL INSANO

Mãos minhas que passam
Fazem do corpo tablado
O suor regado pelo desejo gostoso.
Da as  palmas titulo de  barco
Que navega namorando
Em você, riacho.
 Que aparece a mente
O panorama imaginado
Cada suspira um cenário
E seus desejos transpirados
Pelas volúpias desse te quero
E a fricção com suas ventas
Ofegante e desejosa
Respiro por ti e por mim
Por isso desafio o fôlego
Flashs daquele gozo
Que só você deu
Assim que dança cá dentro
E a couraça rebenta
Todo enfeitiçado
Todo desejado
Todo desejoso
Um tesão de glossário
Personaliza cada instante
Cada momento seu verso
Arrepia-me como vento
Bronzeado no dendê
Se há desejo sagrado
Diria esse
Que navega arquétipos
Puros e profanos
Sem rumo sem calendário
Desse memorial insano

SÉRGIO CUMINO -

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

PAIXÃO E SEUS RAIOS



 PAIXÃO E SEUS RAIOS

Arrepia a pele
O sono afasta.
Enlouquece o salutar
E o que importa a verdade
Faz-se dos complexos medonhos
É um sacode a poeira
Para viver o melhor de sua sina
Revolução da fênix com Jaz

Nessa  insônia que te pede
Respira e de um basta
Porque há de embarcar
Inibindo até a vaidade
Na noite que não é mais dono
Nem dos sonhos dessa ribeira
Que lhe banha assim como atiça
É o tudo dentro do Nada

Uma coisa que ferve
Um querer que  cata
Faz io-io com o ar
Ao reconstruir os rombos
Abertos em nossa passagem
Aquecido pelo fogo
Revê uma existência inteira
Que avariam sua estima
Ilumina tudo que é capaz

E que por ela intercede
E chega como  tapa
Que leva a rebolar
No melhor do que somos
Nessa idônea vadiagem
Liberta-se do engodo
Nessa vida derradeira
Desperta o que fascina
Amortecido fugaz
 
Assim interfere
A sensualidade vinga
Abatido de tempos atrás
Pelo estigma que te fere
Respira o novo
Que abranda a soleira
E ter o vale de cima
E a diferença que faz

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

terça-feira, 24 de novembro de 2015

VENTO ME SOPRA



  
VENTO ME SOPRA

Vento atrevido e úmido
Mete-se pela janela,
Faz da cortina, barbatana.
Corta o ar interno
E as linhas da  palma
Transpira na da vida
Penetra seu cortejo
Reflete   em mim
Traduz a sensação
E seus mantras

Vento que trás indultos
A  liberdade que revela
Leque de delicias insanas
 a espíritos ternos
Que abranda a alma
Querer como fisiologia
Esse grito mudo no silencio
Um sonho do não ao sim
Em ondas que não faz questão
O coração canta

Vento e seus mistérios
Sopra. intensa a vela
Envolve-me num transe
Um vôo pelo universo
Profunda leitura dos traumas
E suas aptidões as magias
Ao arquétipo intenso
Num mergulho sem fim
Traz a mão
O que universo manda


Vento que levanta pelos
Confirma o amor que sela
E toda felicidade que banhe
Como a evolução de cada verso
Acalenta-se a flora e fauna
O destino e suas vias
Senti-la por inteiro
Preenche a solidão
E tudo que ela demanda

SERGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

ARENAS NOTURNAS



ARENAS NOTURNAS

Quantos pares
Trilhas de sonhos
Cada qual num enredo
Penetra a cor rosa
de dentro do chá
Protegido pelas asas
Passam pelo vale
Sua luz que colore a face
Quantos ares
Cambaleantes Obtusos
E tudo quanto estanhos
E de quanto me atrevo
Junto ao show de néon
Que celebra o outubro
Marcante como o colarinho
De Ramos de Azevedo
Pomposo como uma ribalta
Onde seus pares noturnos
 Contam a pratas
Para chá do pote
Rateio da parangá
É a parada de volta

A banca a toda prosa
A gravata plastron
Ilha dos “parças”
Com devaneios da brisa
Assembleia anárquica
Um assim para cada percebo
Ilustrando a praça
Salda-se a arena de Sófocles
Pelos complexos de Édipo
Aos manos de Barbas
A festa das bruxas
Como redemoinho
Circula sentido horário
A graça e a brasa
Qual pilhéria no anel
É o mistério do painel?
Que a cada retoque
Da-se um novo dito
Independe do plano
Sem pele sem luva
O espírito de Anhangá
Na parede do prédio
Melodrama da viagem
E as lendas sentidas
 O mito que se apresenta
Misturado com larica
Dá-se o choque térmico
E a brisa vira milícia
No enquadro da história
Fica parado não se mexe
Imposição de policia
O que carregam nas mãos?
É a merenda Soldado
Biscoito, recheado
E as Loucuras desse vale
SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

domingo, 1 de novembro de 2015

ALVORADA DOMINICAL



ALVORADA DOMINICAL

Manha e a chuva que cai
e cinematográfica brisa úmida,
Adentra ao quarto
A luz do céu nublado
Acalenta o espírito
Abraça o sonho
Da um sentido a preguiça
E toda vontade da cama

Escutar a água que cai
Nessa manha de domingo
Conduz pensamento
Assim como as vontades
Os brotos de primavera
Fluem como o som
Que celebra a todo gosto
Amanhecer do  cio

Aguça o meu quero mais
Um ritual das possibilidades
Acasala ao sentimento
Do desejo fervendo
Delírios e  viagens
Um vem para cá
Que aqui esta
Aqui a sinto

Seja qual for o cais
E onde estiver sussurrará
Melhor da minha poesia
Que amor é o clímax
A conquista escalada
Assim meus desejos
Sobem pelo corpo
 A comem pouco a pouco

E alem do mais
É desejosa e amada
Como uma loba, uivará
Uma gata, arranhará
Disfarçadamente sua roupa
Quando sentir sua saliva
Descendo por suas partes
Lábio seca e o suspiro molha

Tudo isso não é demais
Não esta louca
Barra vento de desejos
A mente tem lampejos
Onde estiver sente aperto
Chego a ti de algum jeito
A um estreito incerto
Sentira o meu anseio

Como um abraço por trás
Como que perto e inteiro
Com todo meu fogo
Você a mim abrasa
Recolho-me a cama
Encolho-me ao lençol
Para lhe dar um cheiro
Nos sonhos da manha

SERGIO CUMINO –

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

INGLÓRIOS no EMPÓRIO



 INGLÓRIOS no EMPÓRIO
 A porta da mercearia
Aberta a quem carece
Há um homem necessitado
E com Inquietas pernas
Revelava o desconforto
Seu odor em confronto
Com cereais dos caixotes
Enquanto os tipos em bateria
Compulsivamente replicava
Havia constrangidos a abrir bolsa
E ele entregue a toda sorte
Olhares dissimulam
No compasso inquieto a porta
Pendulo de um  coiote
Aquecendo para o bote
Quem será que atacará?
Pensamentos fazem apostas
Uma carteira se abre,
Será que é essa?
Como rolinha indefesa
Na balança pesava calabresa
Ao invés de pratas será o pacote?
Ele deve estar com fome
Um da fila há de ser seu consolo
Alguns estômagos formam bolo
Velha de blusa rosa boa presa
Apostas! O  troco  terá seu destino
Absurdo! Ninguém tomará providencias?
Exala medo pequeno burguês
Ali há de ter o premiado
Por aquele ser embriagado
De destilado sem história
Sem escoria, cuja escola.
É a miséria paulistana
E seu fruto
Da barbárie insana
Estuda seu furto
Pode ser a terceira da fila
Ou a mulher do chinês
Eu ou meu vizinho
Qual de nós o saque é a sina
O Inesperado, um abençoado.
Tomou a frente
Pede ao atendente
Que libere o mancebo
Dos olhares malvados
Que o servisse a aguardente
Que minutos atrás
Prometera ao indigente;
Ameniza o ser do frio
E a Lei da causa e efeito
Do enfileirado preconceito
Ala de almas funestas
Perderam senso de respeito
E o livra dos ares sombrios
Da pavorosa moral honesta

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

AMARRAS a...O TEMPO



 

AMARRAS a...O TEMPO

Quero que passe o dia
O minuto não quer passar
É profundo esse esperar
Falta ao meu instinto
A  paciência da brisa
Esperar de o ciclo findar
Vagueia a cabeça
 Sinto-me branco quadro
A mente não traz nada
E impede hora acabar
E o nada custa a deixar
Não é que esteja vazia
Mas vácuo de saídas esta
 O lamento, não quer passar.
A carência esta a se vingar
Nessa tela de impossibilidades
O absurdo é possível
É quando o ponto riscado
É o lastimo traço
Divide de um lado a outro
 Uma busca do abstrato
Como a cabeça pirada
Diante quadro esfumaçado
Identifica sobra da muralha
Do abissal ressentimento
Queria horizonte do mar
É o amor é a cor
Contornos de vida
A rima providencial
Que evolui em suaves
Vontades que me invadem
Quando os olhos insinuantes
Pincelam seus quereres
E o nada agrega o tudo
Vejo uma lua navegante
Mas o dia não acaba
E a cabeça vazia
Inércia nos membros
Pesa de adversidades
Não ultrapassa a barreira
As opções colidem
Como cabeça com tijolo
É o poder da palavra
Grande pelo conflito
Gera cegueira do cérebro
Não vê a oportunidade
Sonho de viver navegar

Sérgio Cumino – Observatório 803

sábado, 29 de agosto de 2015

PEDAÇO DE MAU CAMINHO




 PEDAÇO DE MAU CAMINHO

O acesso que te peço

São os que levam a vida

Deu-lhe e os fechou

De mazelas escondidas

Nos olhares dissimulados

De duvidosa  intenção

Fingir no coração

Ações providas

Que deixa esperando

O que seria fluxo

Retém o impulso

De querer chegar lá

Torna nado contra maré

Enaltece o obstáculo

Celebra os afogados

Entristecendo o desejo

Passos da irrelevância

Sem pé ante pé

Quem não sabe como é

Faz da indiferença instrumento

Transforma  Vielas do medo

Em becos sem saídas

Quando respeito é possível

Vê-se totalmente sem jeito

Descaso ferramenta do pleito

Querer passar e não poder

A desesperança sofrida

Com jubilo amargo canta

Há um descaso no meu caminho

No meu caminho há um descaso

Acessível não é possível

È Cadeirante errante

Que clama cidade justa

Parece ficar com a culpa.

De não poder subir

A rampa do planalto

Confinado ao atoleiro

Do buraco no asfalto

Seu direito prosaico

É lei não cumprida



SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803