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quinta-feira, 3 de março de 2016

VASSOURA e o POETA.

 VASSOURA e o POETA.

Cadê você vassoura?
Que tanto a procuro
Será que por desleixo
Da minha insanidade
A guardei, sem me despedir?
Não digo de ti!
Servil e fiel.

Mas do resto que finou varrido
As sobras do que não sei o que fui
Mas de qualquer forma aturou
Ali arqueologia do meu fisiologismo
E se fuçar desvenda, até coisa de energia
Só de pensar arrepia,
Tanto quanto a vassoura e seus signos

Cadê você vassoura?
Já estou ficando com medo
Dizem que varre coisas do mal
Fugires de mim sobrará o aqui deixado
Faz isso por vingança??!!
Desculpe-me não repetir o abraço
Aquele contigo vivenciei a saudade

Não a vejo nem dentro do armário
Somos cúmplices pelo deixado debaixo
Faz isso comigo não
Ensaiei usando você
Comigo também se transformou
O melhor da arte é o feijão com arroz
O espetáculo o reflexo

Vê se aparece
Os lamentos que puxamos
Algum deve ter varrido
A pena, a lida e a compaixão.
Lembra o toque da antena
Continua sendo minha extensão
Sob a geladeira poeira e sementes perdidas

A fuligem não te apavora
Não entendo estar desaparecida
Já sei vassoura querida.
Entendi é por amor!
Nesse sobe e desce
Padece-me  a  peleja
Mesmo contigo lavor

A vassoura quase que instinto
Não me quer fadigado
Alguém subvertia a paz
De pronto varria os pés
Ou de reza atrás da porta
Assim o mal agourado
 Não aparecia mais

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO SP 803

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

HENRI & A MENINA





HENRI & A MENINA

Encantado no palhaço Henri
Chapéu coco e nariz de látex
de mãos com a luz menina
Funde-se Pai, o amor e o ator.
Que em si pretende difundir
O Pai o filho e o espírito rirem
No diamante desse ser Humor
È pai , filha e o afeto
O legado no nosso laço
E que seja bem dado
Com brilho das lágrimas
Do choro de alegria
Como é bom
Reciclar-se em vida
E o melhor do meu viver
Esta em ser poeticamente
Na arte de ser ou não ser, eis a questão
E o acaso me leva
No remexer nos livros
Surge a pasta empoeirada
Histórias de paixão
Musica do melodrama
E a palavra abraçada ao coração
Assim multiplica essa ciranda
O toque da ancestralidade
Do nosso mito clown
E quando as  peripécias da vida
No passo a passo do embrutecer
Esquecemos de trazer do passado
O que veio para ser alado
O que tempera nossa paz
E se abre como portal
Além do bem e do mal
Quando vemos o amarelo
Reluz de paradigma
Da velha pasta
Que o tempo deu
Lá dentro do embaçado
Na imagem do meu sagrado
Signo do que somos
E sua  poesia revelada
Calmaria performática
De Sérgio & Carolina.

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO SP 803.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

LACAIO CORPORATIVO





LACAIO CORPORATIVO

Lacaio  gatuno
Que intermédia destinos
Subordinado a cretinos
Supervisiona a zona
em vista seu bem querer
aval méritos clérigos
dos que mostra bunda
impõe seu brado,
sociologia do tédio
igualdade para barqueiro,
para conduzir ao seu fado
de uma liderança fatídica
não importa princípios
até seu ego é mascarado
Óleo queimado
 da engrenagem fatigada
na moral és assédio
Que tem como objeto
A gloria de seus estragos
Avareza dos sentimentos
Gestores da lida alheia
Retarda a vanguarda
Zíca corporativa nesse
Tribunal das incertezas
Só o que sente se justifica
Da ultima bolacha do pacote
É o tropeços com mediocridade
Cevada  sem filosofia
Declara  ao pasquim da vida
A contra luz, esse anti-herói
Cromado de boçalidade
Burlo das metas
Sujeitos nefastos
Sujeiras e lastros
E uma dama esdrúxula
Quem diria!
Ao passo da arrogante infâmia
Sentidos desconexos
Qualquer obra embarga
Vive a história como chagas
Sendo câncer de cada estrada
Lacaio da meritocracia


SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO SP 803

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

RECICLAR-SE


RECICLAR-SE


O clímax da Graça
Seja vela, estrela.
 Momento especial
Que venha por um surto
desse ventre ancestral
a ternura em  posição

como magia e fantasia
A vida é a bela
do lúdico carnaval
Ao buscar leituras de outrora
Na estante esta a história
e todos fragmentos

A lida deu ao tempo
que justifica esse elo
que me faço contar
Vai além das criações
Da inicio ao novo ato
A troca e o contato

Fazendo-o atemporal
E depois de tantos de:
 “se por ventura”
Veem amenizar a dor
Respondo sem clausura
Sem amassa o lenço

Há um encanto
Que tem que ser resgatado!
Encontro a  existência
de uma linha quebrada
Ciclo interrompido
De como amor  era conduzido
Nessa dança da sobrevida

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

PARADA DE BREQUE



PARADA DE BREQUE

Nossa! Quantas paradas
Veem desorganizadas
Àquelas paralelas
Galeria de agoniadas
Da floresta concretada

A parada em movimento
Na penúltima parada
da linha Tucuruvi 
no passeio paralelo
no entorno do gafanhoto
tem assunto para lá de metro

E a alma acamada
No norte sem norte
De um acabar de tarde
Ao prelúdio da balada
E seu fluxo abalado
No colo do confinamento

Ao vento na praça
abatido sentado
Acentua  àquele banco
Com pomba infectada
indultos do pensamento

de uma  fé bastarda
Sob traços de concreto
Parece fumaça, faz facho
Desenhado por um jato
Para auto, papo reto
Do que foi essa jornada


Ora a vivo fomentado
Hora prado noutra pranto
Rola, e bola na parada
Samba que vai e  back
Ritmada na caixa
num compasso arranhado


som dos trilhos
passa pelo Brisado
chega a praça
nem tudo é fumaça
nasce samba chorado
numa cadência do tempo

Sobre o tempo quieto
Resgata magoas de outrora
Numa revista melódica
O urbano arquétipo
Da lembrança cantada
Na parada do breque

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

BROTOS PEDEM VIDA




BROTOS PEDEM VIDA
Se essa rua não fosse minha

Mesmo assim ia envergonhar

No trajeto de andanças

Virou albergue de menor

Menor consciência

Menor prudência

Sem o menor cabimento

Não são menores, são crianças.

Que alegria seria  ladrilhar

Com rodas de cirandas

pelos passeios de Sampa

Qualquer musica de brincar

Pedrinhas que caminha

Aos saltos das amarelinhas

Do inferno ao céu

E não mentes empedradas

Pela fumaça e o cimento

E pulos dos reversos

Sob o sol e o abandono

O poeta vê criança

A madame ameaça

nesse trajeto inverso

Há quem passa e disfarça

Mas não sei o que é pior

Mas o caso esta abafado

Para os que procuram

Nos autos, o culpado.

Assim meninos e meninas

Escorrem pelo ralo

Cidade para cidadão

Só acudi com inclusão

Assim os encobrem

Em becos e praças

Da solene Re-publica

Ou no baú do Vale

Que as Yabás roguem

Aos  Ibejís

E os cristãos

A bênção da Aparecida

Que cada coração

Sinta que a existência

Revela belo e graça

No broto da vida.

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

ODE AO COXINHA


ODE AO COXINHA
Oh insolente do descaso
Que por acaso
A bandeira de sua gente
Não há povo que represente
Com retoques de seu blush
Prepara as crianças
Para pelegos contra os justos
Os seres com suores do Rush
Afronta-os com seus paus de self
Já o clima ardente
Proteção cinquenta
Para ruas quentes
Mas como militantes prudentes
Esta na bagagem de griffe
A produção do ativista
Que a companheira baba Maria
Com Água  Levissé Maça
Responde pela hidratação dos babys
Levam mauricinhos e seus apitos
Em defesa da sonegação familiar
Playboys da guerrilha elitista
Ataca Chico no Leblon
Com sua boçalidade vã
Seu racismo da o tom
E desperta saudade
Dos bons tempos das sacadas
Repletas de canapés
Recheadas com ironias
De bom costume burguês
Ignorados com o tempo
Desceram ao passeio
Não esperavam que nesse meio
São ignorados com seu neon
Persistem os idealistas
Com suas Franquias do retrocesso
Socialite com sua onda conservadora
Afoga numa realidade que não dá pé
Souvenir da alma pelega
Flutua em balões infláveis
Antítese de quem peleja 

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

INSOLÊNCIA LACAIA

INSOLÊNCIA LACAIA

Estigma e o paradoxo
Essa marca que me fere
O caroço que engasga
E o leva ao ralo
Por isso que eu falo
Metam-se  com a competência
Que lhes afere
Porque proselitismo que rasga
Na condução de marionetes
Abala o espetáculo

São nódulos desse troço
Que me fazem fera
Uma fúria que embarga
O cinismo desse baralho
Que inventam  atalhos
Com  suas Incongruências
Somos diversos
Em meios aos perversos
Que desacata gente
Com valor que fede

Essa moral com asma
Usurpa a lebre
E faz da ética. Gato
É a gestão salafrário
Desaforo canalha
Com coral de insolências 
No caos as  evidencias
Insulto e seu verso
Dendê me entrega quente
Assim combato essa febre
  
Embuste com fogo
Romântico que era
Acende a brasa
Segue o rosário
De tudo quanto valho
Não me levo pelas aparências
Quando decifro gestos
E as previsíveis abas
Intuição difere
Abraços de tentáculos.

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO  803.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MEMORIAL INSANO



MEMORIAL INSANO

Mãos minhas que passam
Fazem do corpo tablado
O suor regado pelo desejo gostoso.
Da as  palmas titulo de  barco
Que navega namorando
Em você, riacho.
 Que aparece a mente
O panorama imaginado
Cada suspira um cenário
E seus desejos transpirados
Pelas volúpias desse te quero
E a fricção com suas ventas
Ofegante e desejosa
Respiro por ti e por mim
Por isso desafio o fôlego
Flashs daquele gozo
Que só você deu
Assim que dança cá dentro
E a couraça rebenta
Todo enfeitiçado
Todo desejado
Todo desejoso
Um tesão de glossário
Personaliza cada instante
Cada momento seu verso
Arrepia-me como vento
Bronzeado no dendê
Se há desejo sagrado
Diria esse
Que navega arquétipos
Puros e profanos
Sem rumo sem calendário
Desse memorial insano

SÉRGIO CUMINO -