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sábado, 5 de outubro de 2019

VIDA MEDIADA

VIDA MEDIADA

Projeto-me a felicidade
Como pedido na prece
A subversão da realidade
E abate todos os propósitos
Satisfaz o laço a ação
E toda independência fugaz
Com a Socrática perfeição da alma
Deixa-nos e estado de satisfação
Virtude cognitiva que transforma
E seu bom senso firmado
Sublime como o juízo moral
Mundo de recompensas divergentes
Batalha da luta com a labuta
Retarda a evolução do toque
Quando vedada no abraço apertado
Não transcreve a resenha
De um bonito final
Nas perfeições da vida solidária
Contra o desemprego em depressão
Avaria a poesia paterna
E toda flexibilidade relacionada
Resiliência é o titulo da pagina virada
Com amor, amigos e casa
A modéstia per capita
Ondulando outros valores
Soma aos ventos da velejada
E a vidência sustentável
Com evidencias poéticas
Plaina o voo do espírito
E toda magia da flora
Seduzindo os sonhos
A preservação sistêmica
Tudo procede ambiente
Equívocos refletidos
Num discurso perene
É no curso que se aprende
Com os deuses da natureza
Que saciam a minha sede
Reconstrói todos os danos
A sabedoria da reverencia
Aos mitos da ancestralidade
E a precaução que se confia
Festividade com quem amamos
Sem negligenciar o mediado
Que fazemos por merecer
E toda a vida que compomos
Legado eleito é o respeito
O avesso da política efêmera
Aponta o caminho
Que faz jubilo acontecer

SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se na Cultura da Paz

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

DIVA DIVINA


DIVA DIVINA

Sussurra ao ouvido, diva
Chama mundo de estrelas
                                         Evoca Deusa vibra                  
A flor da pele
A flor vermelha
Uma reflexão vertical
 os espinhos que repele
Redimir a paz do afago
Provoca no amor destrezas
E os sonhos livres
E aquilo que for capaz
Quentes sob  lençol
Singular de cada qual
Divergente apaixonado
O poeta de sua galáxia
Meteoro a iluminar
Onipotência do olhar
E as pernas de caracol
E todo desejo entregue
Descobre o além
O aquém, e o delicioso “vem”
Essa magia que se repete
Na fricção do vai e vem
Chega o mistério do clímax
Nos dois lados da caverna
De divina a diva
A mulher a pele da flor
E a poesia em cartase
palavras que se declaram
conexão  
despimos-nos nus de  todos os males

SÉRGIO CUMINO – POETA A FLOR E A PELE


O POETA E O PINTOR

O POETA E O PINTOR

A pintura de uma amizade
surge de sombras iluminadas,
navega em mares
do diretor e o ator
de tinta óleo e bico de cena
bico de pássaros e outros sensuais
traduz nas lidas divergentes
do poeta e pintor
que da efeito a todas frases
tablado de autos Vicentinos
o calor do abraço amigo
é o estado do olhar divino
e toda a liturgia dramática
é a ação sobre telas
 que acende o subjetivo, com luminária
é a leitura do movimento
desse arauto do proscênio
em tela de contra luz
como palco iluminado
aflora a arte de formas
e perfomances em cena
abre-se seu quadro
nas nuances do melodrama
como quem inicia um ato
com direito a toda catarse
que provoca a quarta parede
e invade todos quartos
internos das galerias
a ânsia de toda trama
no balanço de toda rede
feitos da emoção
da colheita de algodão
desonçando em carvão
destrinchando a emoção
com a mesma poesia de italiana
e as brisas que levam
 o pensamento do homem velho
que você juro que é meu
olhos que embargam
 sentidos da mulher triste 
nesses leões de juba preta
como carcará com fome
 de bons sentimentos
um  amigo de décadas
que refletimos séculos
traduzidos em céus e infernos coloridos
na encantadora arte
de Achileu  Oliveira Neto


SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se na Cultura da Paz



terça-feira, 1 de outubro de 2019

VÉNUS MULHER

VÊNUS  MULHER

quando poeta pequeno
e cheio de vontade
de aprender a amar
escreve Poesia para Vênus
endereçou a todo o cosmo
como pedido a  deidade
de forma o amor encontrar
enquanto o tempo apegou
olhares sublimes
que a vida lançou
superaram-se a cada novo
como numa freqüência
de todas orbitas
constelar o amor
com os estigmas da vida
ele não existe sem a dor
quantos deles desiste
é a construção do rancor
a vida é um pensamento desenhado
aquecida em chamas passadas
ebulição te chama
o lobo solitário e
seus rabiscos de caderno
sobre o terno e eterno
enquanto o sonho sonhou
um suspiro na retina
descrito em muitos versos
o que o universo tornou
como benção ao seu tesão
a deusa que foi menina
agora mulher retornou
e vivemos essa eclipse
de Vênus com meu amor.

SÉRGIO CUMINO – POETA A FLOR E A PELE

A BENÇÃO DO PORTAL

A BENÇÃO DO PORTAL

Guardiãs da ancestralidade
Aproximam-se a chamada
Reduto de benevolência
Quando anunciada pelos mais velhos
Afago dos movimentos
Sofisticada eloqüência
E a caminhada do olhar parado
Pela janela da clarividência
uma ternura nos olhos que
só a sabedoria de uma vida
é capaz  de expressar,
 um retrato lúdico
portal da constelação familiar
a chave que interioriza a Benção
tomada, trocada, divina
fala a experiência
o que era sonho
 nas madrugadas de outrora
conhece melhor momento
para o amor, o canto e o lamento
quando se preparam
o enxoval do espírito
para que tenha uma boa morte
olham as palmas da mão
e vem por tantas rugas
passaram a linha da vida
próxima a chegada
a arvore ancestral
balanço divino da graça
descrito na brandura dos pelos
e na sabedoria do silencio
no profundo da prece
que deixe melhor legado

SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se na Cultura da Paz


segunda-feira, 30 de setembro de 2019

FABRICA FECHOU


FABRICA FECHOU

 Fabrica fechou
Aborto honorário
De sonhos modestos
De poder respirar
A casa caiu
Fugiu por aí
No colo operário
O que fala pro credor?
O moço da perua?
 Fabrica meu Deus
Tenho criança pequena
E que conter as lagrimas
O espanto estampou
O afago do melhor abraço
Cúmplices da desilusão
Os pegou de surpresa
 fabrica com dor
Que não escolhe
Chão de Fabrica
Gabinete gestor
O estampido voraz
Patrão e empregado
Sentiram a porta que fecha
Quando a Fabrica fechou
Num único nó entalado
portanto inconformado
- o tanto que a gente lutou!
A pergunta que não calou
Agora para onde eu vou
sem fabrica para ser chão
alicerce da corporação
como chegar ao paraíso
em tempos de recessão
e as lastimas do comércio
obstáculo de todo acesso
a fecha de desidratação
um golpe na estima
tanto que declina
que a fabrica ficou sem chão
SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

domingo, 29 de setembro de 2019

DIÁRIO DA RESENHA


DIÁRIO DA RESENHA

A rima  ecoa noutra conjuntura
Reverbera por onde lança
Nem sempre há empatia
Quando o medo ama
Tende musicar um conceito
Separando o justo do ordinário
Singulariza a batuta na vida
Sinalizar seu litígio eleito
Dialogar com atos falhos
E tudo aquilo que intriga
E componha seu jeito

Escutar as verdades da loucura
Hora Quixote outrora Sancho Pança
Chega a elevar sua poesia
Compor sua caravana
 amor ao rancor com efeito
de acordo com calendário
e o acaso e ações atrevidas
e as esperanças dos cortejos
por falsos atalhos
em veredas bandidas
de pensamentos estreitos


Norte quando desestrutura
É desabafo na folha branca
O palco  de alma vazia
Qual roteiro de melodrama
Nesse estado de direito
Libertar pelo querido diário
Todas as  liturgias reprimidas
Qual for seu seminário
Quando a fé ensina
De um suspiro rarefeito
Busca novos faros
na dialética em sua sina
e resgate o sorriso do peito

SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se na Poesia da Paz

sábado, 28 de setembro de 2019

NAZISMO TUPINIQUIM

NAZISMO TUPINIQUIM 
Foi numa primavera
Que a sensibilidade cutucou
Mulheres de vida marcada
Pela assinatura que inaugurou
Sabe o que adoça e amarga
e serem muitas em sua lida
lindas de contos de fadas
saltos e passos da bela
Sobrevivente dessa esfera
Tem história cada resenha
Chibata para cada raça
Esperanças que se revelam
Estigmas e conquistas
Contrapondo patriarcas
Emponderár- se também pudera
Ninguém solta a mão de ninguém
Deram ouvidos ao coração    
Disse a elas que Elenão
Feministas e femininas
E vice e versa
Não se esconderam com a culpa da sina
Foi logo dando força a rejeição
Sem pretexto pela preleção
Meu corpo minhas Regras
Como arautos da afirmação
Dão sentido as vontades
E direito a beldades
Nas praças em poética procissão
Seja intuição feminina
Ou realidade sem redenção
Prognostico sociológico
o manifesto que previam
o capitão nefasto
feito aquele do mato
e seu orgulho de servidão
passa dignidade em revista
De tempero misógino
Sabe ventre como revolução
Contra abusos sexistas
Esteja onde estiver
Instinto de sobrevivência
O sagrado se refina
Como mitos de mãe áfrica
Arquétipos das Deusas
E todas as diversidades divinas
e as preciosidades para ser Mulher

SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se na Cultura da paz

terça-feira, 24 de setembro de 2019

AGATHA UM QUARTZO DE SANGUE

AGATHA
UM QUARTZO DE SANGUE

Não era seu ponto final,
Há uma sina de provisão
suspiro repleto interrogações
o mundo se abre a criança,
 menina empoderada
de alegria de ser esperança
que revela seus sonhos
aflorando a cada primavera
fecha-se com tiro que exclama
com a bélica  interrupção
com toda ilusão 
que cabe as reticências
 vai alem de dois pontos
acolhida de amor entre parênteses
em formato de ninho
roga a Deus sabedoria
a jornada a cada dia
família e suas bonecas heroínas
todo tipo de carinho
todas as cores de quartzo
como sonhos de arco-íris
transforma a vida bela
em cinza como travessão
maldade institucional
intolerância as raças
pelo terror branco de “bem”
vôo do condor e fuzil
espalha dor sem aspas
como chuva nas favelas  
 a separa pelo ponto e virgula
não é uma pausa total
uma moderação
pela próxima execução
deveria ser uma virgula
e seu baixo grau de coesão
alimentada pela Resiliência preta
não justifica sua interrupção
o que mais apavora
altera o período da vida simples
a linha tênue que se rompe
de balas doces, pela de pólvora
Da governança entre colchetes
que surge como tocaia de pobre
Agatha assassinada numa Kombi
E quantas a caminho da escola,
A indignação se instala
Manchou suas cores
com sangue da impunidade
todo dia novo enterro
É Estado que retalha
o povo que degola
um suposto plano de governo.

SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se na Cultura da Paz