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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

O IDIOTA

O IDIOTA

Chega à conclusão, que é melhor assumir 

Que não viu o e que sabe o que viste

Que a língua corrompida

Assim como nossa alma

Prospero repertórios das mazelas 

 dos embustes que nos apertam

e toda mentira do indignado

Asfixiam o senso comum nesse vai e vem

Bate e rebate da chacota 

As flamulas de sua bandeira 

Escorrega no mastro

Mostram suas garras

Conforme o cunham 

 dizem que melhor artefato

 a parte do que é do esperto

Alguns se encontram com

 a conveniência que lhes acenam

e tudo é relativo para que a treta

enrosque e aperta conforme a letra

se o mundo é dos espertos

sinal que a safra é ignorância

há demanda e benesse

que abrilhantam os olhos

o que transbordam nos bolsos

quando o ouro que provem do tolo

para nos mercadores da fé

um abate febril, largam 

ao relento da desesperança 

e os acionistas da desgraça celebram

em iates de vinte nos 

e um deles é para nos enforcar

depois da engorda

somos descartados como bagaço

como meros idiotas 

SÉRGIO CUMINO – 

O CATADOR DE RESENHAS   

        

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

PURGAÇÃO

PURGAÇÃO

Em suas procuras submerge

Para evadir do limbo temporal

Antes que os fios que o rege

 ao paladar da súbita empáfia 

e estrangule o que lhe resta


Orquestra de cordas da forca capital

Retórica, melódica e hipnótica

Para as escrituras e seus trilhões

As resenhas, antissistemas em pauta

E os trunfos das negações


 vida ,um penhasco sem opções

é o abismo que te traga 

e você que devora o abismo

voo solo, e ascensão da incerteza

 entenda que o precipício lhe fala


um zumbido da interferência

 na vendida subserviência 

em todo enredo que se ampara a farsa

zunido que atrai os sentidos

nessa esfera que nos assalta 


seja atento a necrofilia existentes 

Desse antro fóbico estéril

Nessa vala sem critério 

Antes que o capturem pela fabulação 

E o deixe em vago deletério


Em busca do alento

Após batalhas e provações

Encontre seu centro e redenção

E o mundo das possibilidades

Germina a humanidade soberana 


Não lhe faz menor e nem maior

Plenitude pulsando em sua catedral

Mesclam o monge e o templo

Vida sem tempo e espaço

Quando viver se torne um espetáculo


SÉRGIO CUMINO -

 o CATADOR DE RESENHAS













         


ERA

ERA

Se era, o que será ?

Será que sou eu? Não sei.

Se for, como saber? sei lá.

Ser ou não ser, a questão está dada

Se for será.

O que sei que desde lá

Era proeminente 

Emergi a militância confusa

Com os bordões afirmativos 

Algumas coisas nunca mudam

Se a Era qualquer que seja 

Será a Era das duvidas?

Sei que são males obtusos 

Dessa vida é cíclica 

Com seus giros nauseantes

Temo as serpentes gestantes

Em suas desovas

Regressam os primatas de Darwin 

Que blasfemam contra o óbvio.

Essa tormenta será que era pra ser?

Porem proclamam serem

Além do bem e do mal

Que bom seria 

 Se fossem o olhar auspicioso

Do poeta e suas profanidades boêmia 

Quem Veem a boca da praia, como uma gargalhada de espumas

Ou a atriz de outrora no tablado com sorrisos cintilantes

Tornar-se mulher no rito de gaya

Mas hoje na era do descaso

riso é como um riacho, que teme a era da seca

A estiagem da vida , Alerta a era da incertezas 

Sofrida tanto quanto oprimida

Fere o amor e res significa a dor 

Numa era de vale tudo

Avolumando sem eira nem beira

Submerge no terceiro ato

A estética duvidosa de nossa era

É a erupção da era do caos 

E suas provisões dantescas.

SÉRGIO CUMINO -

 CATADOR DE RESENHAS    

         

sábado, 15 de fevereiro de 2025

A SAGA DOS DISSIDENTES

 

A SAGA DOS DISSIDENTES 

.O pássaro relutem-te 

No sonho da revoada

Sobrevoa a queimada

Do corpo presente

Das possibilidades alternadas

Desse terror vigente

Da sina requentada que amarga

 Padece não compreende

A flama ordenada e seus contingentes

Queima as perspectivas do povo

A entregar paulatinamente

Mesmo resistente ao estrabismo

Que calam os visionários

Confiscam o tônus, assim com os sonho

Eis o risco a beira do abismo

O chama com a retórica

Do conformismo vassalo

Altera o riscado por anomalias crespadas

Quando o medo atinge maioridade

Despenca ou cria asas

Capturam a fé a crenças correlatas

Urgem em estética que domina

Em benção de pastores lacaios

Algozes da periferia da mente

 Tutelado pelo déspota o faz segregado

Nessa saga dos dissidentes.

SÉRGIO CUMINO 

CATADOR DE RESENHAS.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

LAPSOS DESMEDIDOS

LAPSOS DESMEDIDOS

Pausa , acelera ,perde-se 

 não importa o quanto espera 

passos passados incertos

 Faz Temporalidade relativa 

 Marca-se nos traços

A Pele traduz se pelo estigma 

vivida e olhar experiente 

 Sem medidas ao acaso 

período estagnado, 

 tempo perdido fatídico 

 Que não volta mais

 Calado ao tempo roubado 

 atraso predestinado 

Desmedido aos lapsos 

 Faz do tempo incerto

 Instável nos tempos difíceis 

Ansiedade burla consciência 

Dar se conta do que espera

 Funcional e irreal 

 O vazio dos sentidos 

 Ou repleto de delongas

Testemunho ocular. 

 No quebrar das ondas. 

 Vê o tempo passar.

 no decorrer do período

 Passa e repassa por: 

Relevantes acontecimentos 

Estou perdido no tempo. 

 Vai se, aponta a frustração 

 A gestação é prova dos nove 

Uma jornada de fragmentos

 prazer é prenúncio da dor

 Alegrete a nota do desejo

 Dessa partitura atemporal 

 E a resenha do meu rito. 

 Encontrar a chave do tempo 

Que abre a porta do templo 

A árvore do divino Tempo 

Dará o prumo ancestral 

 tempo programado avariado

 É hora de partir. É hora de chegar. 

 É hora de morrer. 

 Dentro dessa temporalidade 

Espírito do tempo. 

 É o compasso do coração

 desde velhos tempos

 Mesmo com contratempos 

Esse é o tempo de viver.

            SÉRGIO CUMINO 

   O CATADOR DE RESENHAS


segunda-feira, 15 de abril de 2024

ESTIGMA RESIGNADO

 ESTIGMA RESIGNADO

A vida que fere

Quem enfrenta não corre 

Encoraja o pleito 

Senti os gumes da adaga

Que ressignifica a mágoa 

Numa sina sem afago

A deriva de toda sorte


Rompe o ego da torre 

Pelo raio que afere

Com a estética da fome 

Pelo julgamento estreito 

Desumano vem a praga

Estrofe do hipócrita doutorado 

Medíocre com seus dotes


Decepção atravessa o peito 

Mas o discernimento nos salva 

Estigma é a costura do corte

Sistêmico maus tratos

Antítese vence a tese

Na cadência do trote 

E o horizonte se alarga


Alegoria com a morte 

É o sentido a flor da pele

Por a prova o que te prove

A oportunidade ao mal feito 

Respiro a nova saga 

Descobre a falha que retarda

A jornada do novo brado.

SÉRGIO CUMINO – 

CATADOR DE RESENHAS

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

LOBA GUARAMAR

 

LOBA GUARAMAR

É lenda sambaqui

Que a calada da noite

Canta a Loba Guaramar

melodia de forno e fogão

Uivo a lua cheia

Ouvidas pelas matilhas

De cada um por si

Segue sua alteza

Ao gole da cerveja gelada

Um Back para brisar a noitada

Celebrando facetas estigmatizadas

Que duelam com tristezas

Sob a lua ha muitas prosas

Testada em muitas provas

Refletida a cada dose

É testemunha ocular

Que perambulam a cada bar

Amarguras das vidas errantes

É o que pulsa seu coração em orbita

Passadas, marcadas e sonhadas

Lua de femea encantada

Gestual do bale sutil e desejado

Entre os suspiros e maresias

Nos passeios pelo Gloria

Libera sensualidade ao poeta

Rebolando  versos

Pelos seus tropicos em capricornio

Empoderada derrete misoginos

Conhece os codigos atrevidos

Para sobreviver nas tribos

A desejosa loba Guaramar

E as tempestades da existencia

E as  maresias para amar

Sérgio Cumino – O Catador de Resenhas


terça-feira, 31 de outubro de 2023

GAMELA DE GAZA


GAMELA DE GAZA

Inferno de gaza reza

Cuspiu de fora para dentro

Toda falta de cabimento

E a etmologia do pensamento insano

Não ha nada que se presa

Com maestria de relativizar o dano

As crianças antes da puberdade

Matarem –lhe a Liberdade

A soberba é o monastéro

Que perversidade, Império!

faz a etnia projeto de extinção

arquivadas em valas comuns

sem identificação

tutelada em convenão

como a aristocracia presa

Sua mascara branca palida

E a disretimia falica

Rege o improvavél sem regimento

Tirando dos pés sua terra matria

Cruel e sagaz, seus estupros

na fuligem da guerra,  perde a prole

o pé na pisada que explode

e o hospital pacintes vira óbitos

os muros avançam,  abraço da morte

oprimidos até virarem sucos

pedido que reverbera

sem mais um luto

unisono grita justiça

antagoniza as nações

humanidade e ganancia

que não motile a faixa de Gaza

proliferamoções  e seus fins

em tons civilizatorios

resiniganação ancestral abarca

provimentos e seus  laços

falado no mundo que brada

inestimavel a quanto custo

soberania e tudo que estima

posto a gamela ,esperança

dignidade atina

a todo povo da Palestina.

porque sobreviver é um luxo.

SÉRGIO CUMINO – POESIA E A  CULTURA DA PAZ

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

TENTAR

 TENTAR


Um ruido mascote 

palpita, apita

respiração a trote

o desejo cogita

pontos e encontros

o cativeiro de dúvidas

é uma respiração aflita

logradouro perdido

sem idade, sem porvir 

malogrados curriqueiros 

vão de fatos a pathos 

o amor é intransigente 

até o palpitar deitar no colo

como a dança da

caneta

é o carinho de 

pele

cafuné de criança 

SÉRGIO CUMINO 03/02/93