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domingo, 18 de janeiro de 2026

CAMINHO PELOS CAMPOS ELÍSEOS

         

  

CAMINHO PELOS CAMPOS ELÍSEOS.

Os Campos Elíseos 

Dos sonhos abençoados 

Criado dos medos alados 

Que buscavam desesperados

No olorum os orixás 

A coragem dos arrojados 

Soltam sinais na trilha

Ventos, água, terra, fogo

 falam para quem sabe ouvir

Manifestam no som

 do ferro forjado 

 como na ária dos pássaros 

E traços fazem um desenhado

A linha da palma do atormentado

O amor fora crucificado

É motivo aos passos

Um pensamento verborrágico 

Tudo junto e misturado 

Estava escrito agora rabiscado

Como tempo nublado

sequestra a estrela do Norte 

Tira me a esperança nascente 

A dúvida se camufla 

Da captura intermitente 

E preserva a dignidade 

Abaixo do mundo há outro mundo 

Acima do mundo há outro mundo 

O mundo composto de mundos

Qual, o mundo me reserva ?

na vastidão de Gaia

Escrito nas raízes de Baobá 

versos pétreos que dividiam lados

Sobre a rocha pensa Ayrá 

Poder que exerce sobre o raio

Só a sabedoria poderá usá-lo 

 fogo é o combustível da evolução

 nada pode ser precipitado 

Ou uso de mal intencionado

No bornal um livro me acompanha 

Para que eu não desvie da utopia 

Vire objeto dos mercenários da fé

 e de pé ante pé, a esperança vacila 

Bara me fortalece, ao desafio 

As provações da escola da vida.

SÉRGIO CUMINO – 

O POETA DE AYRÁ    

                       

domingo, 14 de dezembro de 2025

OLHAR O ARAUTO DA ALMA


OLHAR O ARAUTO DA ALMA

Eloquência dos olhos 

Translúcido fascinam 

 contadores de história

 prepara o espírito a ler música

E o que a menina revela

Segredo com a retina

Verticaliza no tempo

Formatado na melodia

Da qualidade ao drama

Uma porta ancestral

novo significado a felicidade

O olhar degustado

Que recebo e me dou

Um universo revelado

Nesse jeito natural

De instinto felino

Que seduz a caça

Por ela seduzido

A felicidade que ser

 felicidade que vê

 estado de expectativa

Brilho nos olhos 

É da vivida poética 

Desejada e desejosa

Seu olhar é uma prosa

Para o trovador contar

No canto uma lágrima 

Cabimento da pressão 

Ou ária da ilusão .

Ela escorre de tão feliz

Dos olhares cruzarem 

Em reverência ancestral 

Há magia da menina 

Em conluio com a retina.

 SÉRGIO CUMINO.

CATADOR DE RESENHAS



     

     

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

O DENGO E A DENGOSA


 
O DENGO E A DENGOSA

Era um dia de pouca resenha

O dengo transformava a visão

Numa imaginação fantástica

 razão pondera instintos do peito,

Nua oratória, que não havia como

De pronto se põe a declinar

Numa reverência de gratidão

 Sensação, uma brisa de imagens.

Que interagia com suspiros

O solo de dança da malicia

Como um samba contemplando

A disritmia da cuíca..

Num cenário de flores que falam

O sussurro se declara apaixonado

E a melodia aos ouvidos

 Substanciosa se faz ouvir,

A dengosa molinha e absolutamente desejosa

- ah meu dengo, meus peitos

 acendem e se exibem

 Libertos da pressão do bojo

sob o chuveiro de água quente

Simbologia, sonho e Água

Ressurge o delírio adolescente 

E os desejos declamam a saga

Sinais e acenos de bandeira

 projeta-se o amor

Rende se inteira ,dada ao dengo

Arquétipos do conto de fadas

a poesia assume o posto da prosa

A fantasia desnuda,

máscara vai, dar uma volta

Nua e formosa, para ser possuída

Sobre uma colcha de retalhos

Cada pedaço é parte do amor,

O mapa dos desejos vividos 

Sobre as costuras da adversidade

Amores vira folclores renascem

Com ingredientes da experiência

Permitindo temperar a gosto

A vontade degustando o dengo.

Chamego uma iguaria especial

Para entregas específicas

Tornamos toda a magia

Em oferenda sagrada

A Deusa do amor,

SÉRGIO CUMINO –

O POETA A FLOR E A PELE


terça-feira, 26 de agosto de 2025

DORES DO TOLO

DORES DO TOLO

Dor que barra o caminho

Não permite avançar o como

A insônia que sabota o sono

Uma sombra que dá um tranco

Tira a visão do entorno

São traços sem contorno

Sabe se lá o que somos

Cujo o destino é o balanço

O bom tentado ao dolo

E a incerteza tira o pé do trono

E passa a ter o reinado manco

Tantos porquês que não é dono

E não sabe se vai ou se fica

Será o fim ou início?

Não encontra um consolo

Os classificados de sonhos

E a solidão do seu transtorno

Outrora José e agora Zé

 os predicados que se dedica

Amargurado, percebe-se tolo

Não há choro nem lágrima

Na lista de padroeiros

 procura um santo

Seria um consolo para lástima

Não há o qual se identifica

Em algum lugar deixou a fé

Escolhe um pastor de ovelha cega

nem ele acredita no que prega

Há mais verdade na borra de café

Do que a intolerância se apropria

 dobrou-se tanto, perde as pregas

 ser ninguém é bandeira em haste

É o Zé que representa o povo

Esperança se divorciou

 Sera que levaram na rapina?

Talvez ela também se cansou

Não há martírio que se baste

Nunca desfilou em sapato novo

 Se quer um gosto que se destina

     até os que chamam de traste

Será que é Deus que determina?

SÉRGIO CUMINO –

 O CATADOR DE RESENHAS


quarta-feira, 13 de agosto de 2025

O LUTO DAS VOZES

O LUTO DAS VOZES 

Na calada da angústia 

Onde as estrelas da noite 

Se misturam com as pirotecnia 

De um genocídio nefasto

Vozes emudece no front

Eram ondas, eram Pontes 

 a realidade a outros encontros 

Indignação e crueldade 

no nosso mundo

Relato em tempo real 

Vozes que vão a campo 

E morrem no solo

No colo da agonia 

Mulheres, crianças e outros tantos

Que roga por uma gota de vida

Nessa corredeira de sangue

Entre a fumaça de pólvora e poeira

Último suspiro do fone 

Foi o lamento da microfonia

Nos afogam com a voz embargada

 esperanças decepadas de Gaza

A compaixão na vida e na morte

É a chama do seu íntimo, repórter

Até as pedras ficaram órfãos 

Das casas, hospitais e mesquitas

E as escaladas nos tiraram o arauto

tantas mazelas que nos contou

 sua fonte está em loco, no front 

Tragédias de bastidores

Testemunhando a sombra do terror 

Seu obituário é manchete de capa 

A denúncia do mundo desumano.

 Deixou os editoriais de luto. 

SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS 


terça-feira, 12 de agosto de 2025

LAPSO

LAPSO 

A certeza sofreu uma tocaia

Soube de fonte insegura 

Quando jurava está tudo certo

 instantes de tocar o assoalho 

Já não tinha mais jogo de cintura 

Era uma inflamação moral 

Que percorre a coluna vertebral

Balbucio , era o estômago 

que pressentia a falta de algo

-Sequestraram os afetos 

E tudo que tem de precioso e terno

Estava fora de contexto

Parecia ser eterno

Porém nada original

O que vaga o relato

Ou era um sonho mal intencionado

Qual a base do pretexto

 a ilusão afrontou os fatos

Melhor sentar antes de levantar

Para a razão nutri uma distopia

Depois que a convicção 

Bambeou as pernas

Tem que respirar primeiro

Essa realidade distorcida 

metatarso toca a cerâmica fria

Faz frente ao surreal

E não era carnaval

Um pé depois o outro

 longe de ser mestre sala

Numa discussão temporal

E o café esfriou na xícara 

Parece ser aí que complica

A dúvida soma-se ao perplexo

Trauma moderno ,

ou seu próprio inferno ?

Desmorona o castelo de cartas

Adestraram a percepção 

Para aplacar interesses

As voltas num círculo vicioso 

Quando sente uma brisa amarga

Sinal que a saudade está ferida 

Tornaram duvidosa a reputação

Será profanação, programada 

Rima tosca, perverso e verso

Aversão intensifica a odiosidade

Num cortejo de paranoias. 

Funde-se pavor e gozo

As falácias da raiva 

 e desova o corpo da cognição

Em algum descampado da memória 

SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS 


   

                 

sábado, 9 de agosto de 2025

A SOMA DE TANTOS TOMBOS

 

A SOMA DE TANTOS TOMBOS

As quedas têm por fim

O próprio fim,

Na lápide, “indigente”

Ou como subtítulo:

As somas dos tombos

Resultou no fatal

A escalada findava

A interrupção da vida

Na calada da noite

As batidas pararam

Depois do Pio da coruja

O corpo escorreu

A memória , um cinema mudo

Naquele instante

Decrescia o flash de segundo

Degrau a degrau

Como rimas que contrastam

A poesia de vida e morte

Desliza frio e calado

no limbo da indiferença

 o que os olhos não veem

a compaixão não se cria

âmago da invisibilidade

Culpam a noite

que cismou de ser tão fria

À noite caiu, a temperatura caiu,

O corpo depois de tantas quedas

 escolheu uma como legado

O limbo do poder

São tocaias noturnas

 Já, quiumbas em ascensão

Vem o corpo que cai

Pela escada da evolução

Junta-se as almas penadas

Como sombra nas noites frias

Perdoa-me o realismo fantástico

É para amenizar o fervor

 Do corpo gelado

Rogo que acolhida seja divina

Por que nessa vida

foi apenas uma falha exposta

O descaso a instituição

Desliza pelo limo da impunidade

Ou umbral dos abandonados

Mal passou a alvorada

Retiraram o corpo dali.

Para não atrapalhar

os obstáculos públicos

SÉRGIO CUMINO O CATADOR DE RESENHAS


sexta-feira, 25 de julho de 2025

DEU VONTADE DE VOCÊ

  DEU VONTADE DE VOCÊ

Entrei pensando que ia te encontrar...beijos pela madrugada,

Alguns suspiros da que a emoção guarda na memória

Aquela galeria de olhares encantados que desejo pedia

Esperança que esteja na rede

A ansiedade desafina

Da uma marca, até no tom que a palavra faltava, saia avergonhada ,

E os batimentos serelepes

Na guarda, coisa de energia

Na marca do perfil está aceso

Ou mania de pôr o sono a navegar

Que pena que você não está.

SÉRGIO CUMINO O CATADOR DE RESENHAS


quarta-feira, 2 de julho de 2025

RAÍZES NA EROSÃO

RAÍZES NA EROSÃO 

A mágoa não é água salubre 

Que nutri a terra que pôs os pés 

Não fertiliza, a razão estagna

 Reverso, o oposto ao desejo

Se quer o desafio do obstáculo 

Que daria sentido ao drama

É um parasita de tentáculos 

Que suborna a dialética 

Enfraquece a própria prece 

Torna moribundo o credo 

 folhas caem ao som lúgubre 

Das ventanias do pensamento

É compostagem de falsas retóricas 

Os estalos é o mais próximo 

Que os galhos chegam da Prosódia

Não há retratação 

A preposição uma ação patética

Vácuo doravante 

No retrato da natureza morta 

Talvez o luto da decepção 

O estado bruto da inércia

Niilismo e seus rompantes

não passa de adubo toxico

para alguma reflexão

 constatação sem controvérsia

E o amor apagado pelo rancor

A sorte é, o lamento ser legado

De uma opereta sem noção 

Torna o desejo procrastinado 

O sonho é tronco desidratado 

Quando a Árvore da vida 

Magoada perde o chão

Faz as raízes depressão.

SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS