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quarta-feira, 11 de julho de 2012

CÁLIDA MANHÃ



CÁLIDA  MANHÃ
Desabar cedo no atraso do cotidiano,
E sentir a nevoa bater a janela
Como bruma um carinho chega.
Personaliza em pensamentos
Faz do encanto alvorada
Despertador no habitual escândalo
Esgoela sem me tirar o sonho
E da amada um canto encantado
Massageia os sentimentos
E a rotina fica para segundo plano
Que mexe com movimento
Num rebolado apaixonado
Cavalgada de sensualidade
Com a luz vem aroma de flor,
E toda fragrância levada ao banho
A magia da brisa matutina,
A ousadia dos ventos faz à felina
Com suspiro espreguiçado
Cheio de sonolência apaixonada
Um mosaico de mulher e menina,
Cria laboratório arrojado
 Onde o erro permite o acerto
Calores de ambos se afinam
SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 9 de julho de 2012

PENSAMENTOS ANDANTES

PENSAMENTOS ANDANTES
O que pulsa, aquece,
E o bico da mente Orí
E vira poesia de reflexão  
E toda querência levanta
Faz ritmar mais que demais
E toda sua vida passando
Sua mente a noite toca

O que umedece, afoga,
Magoas com aquela canção
Sob o bico do dedo, a mata
Com seu mel que encanta
É o navio em seu cais
Suspiro da vela chegando
E o farol aponta as rochas

O que anseia, sussurra.
Aos lipídios do ego do ator
recria o barqueiro da barcagem
Para libido cósmica aportar em ti,
Sob um bico de pena é plena
Faz do mundo um ninho seu
E faz da fé  alegria mutua

O que foca, ilumina.
Seu servo, seu fã, novas viagens.
Sob um bico de lâmpada, desperta.
E todas as imagens raras que eu vi
Minha flor, minha verbena.
Sonho aos encantos se rendeu
Declina-se a candura nua

O que inspira se atira
E o bico dos seios teso
O fogo que te compõe,
No reflexo do faroleiro
Que te serve que te espelha
Silhueta do desejo
E todo movimento que excita

O que se projeta, sente.
E o bico do pássaro semente
E tudo que os quereres supõem
Os rogares do meu peito
O amor são centelhas
Sua incandescência me derrete
Banho-me em doces faíscas

O que é avante, horizonte.
E o bico da moça, selinho.
Já perdeu toda tensão
Musica os males espanta
Leio seus desejos animais
Chegam me irrigando
De feitiço que a mulher evoca

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

domingo, 8 de julho de 2012

SEDE DA ESSÊNCIA

SEDE DA ESSÊNCIA
Sua pele suspira
Aos braços do amado
Como ondas espumantes
Gosto que te aquece,
Pelo cerne alteza,
Estimas musicadas
Que envolve por inteiro
Namoro do tapete magico
Das querências aladas
Vontade que te abate,
Nas fabulas de realeza
Artimanhas arranjadas
Dessa moça faceira
O pedido que consagra
Entre rimas, e calores.
São amantes que voam
Na magia dos olhares
E o toque que umedece
Reverbera como pedra n’água,
Seu rio esboça um sorriso,
Mito é o âmago d’alma
Arquétipo de muitos mares
De sua essência submerge
Dança da caricia trocada,
Paixão  tomando ares
E a serenata ao astral
E toda eloquência afaga
Pulsa aqui e acola
Onde a mente não pensar
Na intimidade mítica
Supera a descrição
Sequencia de palavras
E todo desejo profundo
 Amar é uma bênção
 A prece do sussurro arteiro
Essa intimidade mítica,.
Tamanho sentir, tamanho querer.
É a construção da redenção
O segredo encanta o mundo
E a praia que aconchega o ser.
SÉRGIO CUMINO

sábado, 7 de julho de 2012

ENTRELINHAS

ENTRELINHAS

Entre as partes quero arte
A dança do abraço
Alegria na face
Do teatro de revista
Suas projeções tesas

Entre a arte quero beijo
Em quente laço
E o encanto que vejo
A deixa leve como passe
Nas pinceladas do artista

Entre o beijo quero ternura
Alocaremos a mesa
Postada a sua doçura
E o amor aos pedaços
Goiabada com queijo
Tudo que abocanhasse

Entre a ternura quero luz
Aquela que indica a pista
Ao som ritmo blue
Ensina a arte da destreza
Movimento e toda candura
Envolvemo-nos como cachos

Entre a luz quero bojo
Em rendas de destaque
Caixa de pandora seu estojo
E tudo dentro dela ouriça
É o encanto que te traduz
De sua luz e beleza

Entre o bojo quero sorver
Envolvente quando dura
Gostoso sentir ser
Com as vibrações do baixo
Sensualidade que arremate
Esta na qualidade do jogo

Entre sorver saboreio a boca
De encanto minimalista
Doces vontades loucas
E tantos desejos que produz
Faz dos seus mamilos cerejas
Desejo da mulher madura

SÉRGIO CUMINO

sábado, 30 de junho de 2012

MARESIA DOS OLHOS

MARESIA DOS OLHOS

Que de encantos singulares
Que fascinam e vislumbram
Que me deixa atrevido
Burlo regras do meu ser tímido
Faz do vinho rio da taça
Rito do amor que laça
Entre insanos delírios
e as palavras banham-se
Na pureza de seu mel
Escritas flutuam garrafas
Com mensagens de amor
Em rimas de cordel
 Escoltada pelas maresias
E junto aos versos navegantes
A foto que me incendeia
Com a graça da magia
Com estrela do céu
Ilustra meus sonhos em lua cheia
Esse calor que queima
Desse cavaleiro errante
E insiste valer a teima
De que tudo é sonho
Que passa que vagueia
E as lagrimas anárquicas
Que saem subversivas
Com a bandeira da emoção
Porque a vida torna um conto
Que a fada sempre sonhou
O gosto de ser encantada
Em letras amantes cantadas
E as pernas moles de assanho
Aquela que te acorda do sono
Criam lagrimas incandescentes
Alma que chuvisca felicidade
Torna o novo corpo estranho
Como a brisa do seu mar
Serenamente a lua pergunta
O porquê chora?
Não é choro, é o espirito.
Que sorri escandalosamente!
E deixa as juntas moles
E as células pedintes
E ainda não brindou aquele drink
Golpeia instintos ao sabor do luar
Eu a quero molhada
Na imensidão do navegar
É delicia de mergulhar
Nas profundezas do amar

SÉRGIO CUMINO

sexta-feira, 29 de junho de 2012

EU SEI QUE VOCE SABE

EU SEI QUE VOCE SABE

Sabe aquele beijo do sonho
Foi o medo que não deixou
Que impede de crescer
Que embrulhou com laços
Liberdade não tem tamanho

Sabe o sexo do descaso
Maltratou a alma e o calor
Joga a chance de se ter
Deixa o ventre sem espaço
O sorriso da libido em atraso

Sabe aquele carinho negado
Que seu critério não deixou
Ignorou seu querer
Mau conselho da vaidade
Nasceu ruim seu legado

Sabe sua fé cega declarada
Chagas na vitrine para expor
Precisa crer para ver
Toda benção de quem sabe
É da visão de uma vida amada

Sabe aquele que te invejou
Insegurança firme e brada
Perde a chance de reler
Enverniza-te entre grades
Foi sua couraça que criou

Sabe o que torna tarde
Entrar na cova que cavou
E sem conhecer
O limite te enfraquece
Perde seu embarque

Sabe aquela ideia que não teve
E que sempre ignorou
Sentir em seu perceber.
La estava sua verdade
O nó firme de sua rede

Sabe a depressão passada
São sentidos em protesto  
Jeito de não esquecer
Que sua conexão se rompeu
Outros são infernos e muralhas

Sabe o amor que perdeu
O mandado pelo cupido
Deixou o anseio padecer
E sua essência travada
Ao que universo ofereceu

Sabe a face sem rubor
Que sua tribo abafou
Impede de o fogo ascender
E olhar mostra cansaço
Da alma sobre signo do pavor

Sabe a batalha que entregou
Não viveu a beleza da ação
E nunca perecer
Por conta do realista rogado.
Galeria de derrotas acumulou.

Sabe que você sempre rogou
Não foi ouvida a percepção  
Para o espirito não atender
Tornando o enforcado
Dos arquétipos do Tarô.

Sabe que você que sempre sabe
Caminhou sem noção
E Barrou seu saber
Principio moral ofuscado
Fere com seu próprio sabre

SERGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ