LÁBIOS DE YEWÁ
A lua encantada
Reflete a cabeça
Do poeta amante
Nos quatro cantos
Do mistério da noite
Cavaleiro andante
Das rimas proseadas
Cantos Poemetos
A procura da bela
Pureza na fonte
poesia personificada
No castelo de folhas
a neblina e o invisível
Rogo a vidência
Onde reina Yewá.
A Instantes do amanhã
As sombras e seu duplo
Desenham espíritos
Na cabeça Yabá
Filha de Nanã
Beleza do mundo
Habitam ela
Onde guarda os caminhos
Da liberdade própria
Assim segue
paixão cavalgada
Onde as estrelas
Abraçam a terra
A lua espreita
Amada jornada
Entre a terra e o céu
Já não é mais ontem
Amor e possibilidades
Faz se rio da vida
No Ciclo da água
E os lábios de mel
Não submerge, transforma
Passa amar Horizonte
Aponta estrela guia
Da sentido clarividente
Sua névoa dissipou
A angústia trovador
Paixão é a ponte
Aos braços da amada
Dentro da mata virgem
Descobre seguir sem dor
Vaguear pelas nuvens
É sonho não vertigem
SÉRGIO CUMINO – O POETA DE AYRÁ

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