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sábado, 1 de maio de 2010

QUANDO A MORTE, MORA NO VALE


QUANDO A MORTE, MORA NO VALE

mãos atadas pelo, sem rumo

depositando

os desejos no pêndulo

da sarcástica vida

a apatia é a tempestade de areia

que deixa sem

forças, paixão e gozo

opaco o, senso , bom senso

percepção ,

cega intuição

não sente o sorriso

o toque

a arte

não sente o desejo

o eco dos gritos

retorna sem ser visto

tempo longo

indefinido tempo

sem campo,

para modestas leituras

face a face,

com o desencontro

e manda

pro baú seus

libertários desejos

e a redundância...

uma rotina diária.

viver poesia

um consolo efêmero

o conflito aspira as

energias para sonhar

conquistas bissextas

é a saturação da vida

uma distância sentida

das ressonâncias do vale.

SÉRGIO CUMINO

quinta-feira, 22 de abril de 2010

DANÇA DO AMOR CIGANO




DANÇA DO AMOR CIGANO

Lua , amor e fogueira

Vibrar que foi pela noite,

quereres exalam pelos poros,

Madrugada hospitaleira ,

Os elementares e seus encantos,

seus Mitos correm a frente
 
 dos pecados da culpa cristã.

Os mistérios noturnos se revelam  .

correm pelo corpo quente

sedução que a faz inteira

pedido feito a maça

sensualidade Gitana,

 a musica dos sentidos,

Acordes nascem ao mesmo tempo,

que o desejo grita, canta, geme

que a vulva umedece ,

e as saias saltitam ,

com os feitiços do leque

desejos fluem envolvem

 sob graça do improviso  

 folhas voam ao vento,

 como os corpos deslizam

como graciosas borboletas

olhos encantam com sorriso

numa alegria sem reservas
 
a qual não existe receita

com mesma delicadeza

do arco e o violino

 cheiro da paixão
 
entre as pernas

esplendor da violeta

misturados com o aroma

mágico da Dama da Noite

Enfeitiçados, abençoados

na simbologia dos sinos

pela magia da lua cheia.

A ritualista emoção 

envolvendo corpos,

misturando os naipes

com a noite calada,

banhados pelo orvalho

 transmutação dos mistérios

a cada paragem da estrada

amando-se na rede,

celebrando com vinho

aconchego do sonho aquecido,

Revelados nos baralhos

 imagens de quentes delírios

até secar a saliva dos lábios

Com o crepúsculo da lua encantada.

SÉRGIO CUMINO - O POETA DE AYRÁ

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A NOITE DE VÊNUS

A NOITE DE VÊNUS

O corredor de abalos, que o tempo

em frente rola e embola

Os passos trêmulos

de seres feios nos caminhos cinzas

Os poetas bebem o gole daquele jeito

que descrevem os seios.

O efeito do cartaz jovem, da menina produto,

do escândalo sem susto,

da droga ou do porte.

no vazio das cheias ruas

de alienados a esperanças.

deles Sartre disse:

“nossos infernos são os outros”

digo eu; o nosso colírio também;

mesmo que afete pupilas

dessa trajetória pós-moderna

de clipe e taberna.

Os olhos de Vênus sorriem

de pés no chão como sinas

sua fantasia ensina

ser apaixonada eterna

que fascina,

ocidente e oriente,

os astros e a mim.

Como poeta, brindo

a noite abençoada

pela Deusa de Vênus.


SÉRGIO CUMINO

terça-feira, 30 de março de 2010

BORBOLETAS


BORBOLETAS

A união de pontos

o colar de suores

crescente do festival de Eros

presente mulher de formas e magia

o confuso jeito de o meu assumir

é o inicio do baile

de entrelaçar de pernas

a coreografia da digna postura safada

é ter presente como ilusório

o calor como um sonho

penetrando atroz, feroz, atriz

na minha corrente sangüínea

Mas a felina com seu discurso

sereno pisa na grama e me abraça

dona de uma cabeleira mística

suave como uma canção ritualística

preguiçosa mas anárquica

De fazer carícias suspirarem

— deixa-me ir onde o Estado

moral e poder, viram fuligens

quando nós borboletamos na neblina

e a noite se vai para dormir nossos sonhos



SÉRGIO CUMINO

terça-feira, 23 de março de 2010

LINDA CAMILA

LINDA CAMILA


Minha flor, botão lindo

Germinou em meio às pedras

Pequenina sob o signo de Áries

Cujo cerne é amor

Que venham as rochas da inconstância

Ou as poses da intolerância

São forças que não a oprimem

Nasceu numa quinta santa

De luz abençoada

É, fogo, ouro e sonhos

Mesmo que o susto da vinda

A trouxe frágil e cinza

Floresce com essência

Hoje brinca pula. Toda bela

Menina de brilho intenso

Sonha com estrelas e o tempo

Aprendeu amar sendo amada

Casinhas , bonecas , maquiagens

Mostra o que é vida a gente grande

Por saber ser mamãe e moleca

Fazendo de botões petecas

Sabe ser justa que Xangô mostrou

Arteira como só , Ibeji acompanhou

Já da Mamãe herdou

Seu lado flor, meiga e menina

Mãe uma roseira, ela botãozinho

Quando chama vira canção

Ovóo,titi.caool,dedê, papain mamain

Corre e esconde, porque viu o bi.

Ser personagens dessa musica

E ser encantados

Pela magia de sua graça

Vemos amor, magia, linda Camila.



Sergio Cumino

sexta-feira, 5 de março de 2010

UMA DOCE MULHER


UMA DOCE MULHER

Quando em passos lentos

aponta uma linda mulher

a alma dos olhos treme

outras se enfurecem

os cães abanam seus rabos

limpando a passarela

Uma babar justo!

o que não é por acaso

evolui, preocupa

preocupa a poesia

de se as palavras molhadas

não sejam equivocadas

É o brilho deixando sua

marca e mel,

gula fome de flor

riso de cores trançadas

lábios magnéticos,

estigma do desejo

Imã

Amar verbo inconseqüente.


SÉRGIO CUMINO

FLOR DA MANHA


FLOR DA MANHA

Acordei ao lado de uma flor

Flor rara de nome Nana

De pétalas macia

Com pureza de criança

Sensualidade e magia

Ao meu lado na minha cama

Flor que a brisa da madrugada hidratou

Encantada pelos mistérios noturnos

Meu coração se apaixonou

Sob a luz da lua, a flor sonha

Um quadro teosofico de mulher

Flor rara de nome nana

Que a água lhe da a vida

E os ventos horizonte

Amanhece o dia sob o signo da ternura

Pulsando suspiro menina

Na dança de brandura de Oxalá

Deslizando graça e preguiça

Recebe o Sol que a manhã atina

Contemplo a paz que a ilumina

Torno-me um servo de sua poesia

De um amor que volveu minha sina

Rogo a Mãe das águas que da a vida

Assim como a guardiã das almas

Rainha do vento, que permitam

Com pureza e poesia,

A flor que na manha contemplo

Com ternura amor e fé,

Faça da nossa vida um viveiro

De horizonte amor e conquista

Eu um servo de sua poesia

Seu jardineiro dessa nobre beleza

Dessa flor rara que me fascina..


Sérgio Cumino

DIVINA ,MULHER BRASILEIRA


DIVINA ,MULHER BRASILEIRA

Divina no jeito e olhar

Divina de se admirar

Divina que sabe sambar

Divina que sabe sorrir

Divina que ensina amar

De Lábios grossos

De lábios finos

Lábios Carmim

de boca Divina

Encabulada menina

Divina em malicia

Divina e felina

Divina Magia

Divina Fascina

Pelo mistério sublima

De ternura amorosa

Divina é sina

o gesto menina pura

e simples mulher

Divina gostosa

inocente e madura

és bela e candura

Em verso e prosa

Beleza igual não ha

Só se comparado a flor

Até no sorriso que abre;

Divina ascende o amor

da criança ao mundo

da a vida sabor

e poesia ao vagabundo

a serenata da noite

ao Samba de caboclo

Com magia e beldade

E batuque e divindade

Floresce a bela e atina

A alegria e calor

sorriso e olhares cantam

a brasileira Divina.



SÉRGIO CUMINO




sábado, 27 de fevereiro de 2010

UMA JANELA PARISIENSE

Salvador Dali
UMA JANELA PARISIENSE

sonho de cinema

sonho que pulsa

a cintura em sua dança;

a cada gozo

corremos riscos

subvertemos , amamos;

a cada beijo, enlouquecemos

os bons costumes das

“ senhoras de bem “

a cada toque

um sorriso livre

que ilumina nossas janelas;

A cada dúvida

descubro mil maneiras

de falar amor;

A cada colo

viro a página

para um verso novo;

A cada olhar

me entrego

como uma tela de cinema;

A cada dia

revela-se o nosso

realismo fantástico ;

A cada passo

atravessamos as veredas

da tragicômica vida;

A cada pedra

construímos, acenando

aos despeitados;

A cada boa vibração

beijos aos nossos amigos;

A cada noite

libero nossa nuances

da paixão.

SÉRGIO CUMINO