ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

quinta-feira, 17 de junho de 2010

QUE HOMEM É ESSE?


QUE HOMEM É ESSE?

Que homem é esse que me invade?

Surge do nada e em mim se instá-la

caiaque que desliza em meu sangue

Cativa minha natureza empático abade

Olhar de que já sabe antecipa minha fala

Um rito sedutor que me molha em transe



Que homem é esse que me persegue?

Tira em dois versos o domínio de mim

e leva-me a burlar meu próprio voto

pelo singelo prazer de me vir entregue

E me faz rosa, flor de Liz e jasmim

Sonho ser despida e amada no solo



Que homem é esse que me pede?

Insolente como quem não me quer

Indulgente de sabor romântico

Faz-se eterno o instante breve

Faz-se profundo meu ser mulher

Um mergulho de amor Límpido



Que homem é esse que me cega?

Que faz do profano o sagrado

Insegurança transforma em arte

Gentil anárquico e rude me pega

Que faz desse homem amado

Causador do desejo que arde



Que homem é esse que odeio?

Que parece ter parte com diabo

Que faz festa com meus infernos

meus fervores principio dos anseios

Da vida ao meu pecado sonhado

E a moral impune em flagelos



Que homem é esse que quero deletar?

Em prol de tudo que acho correto

Mantedora das rotineiras situações

Que bate de frente sem indagar

Qualquer argumento do alfabeto

Com atos e furor de vividos tesões



Que homem é esse que nunca toquei?

E sinto a ponto de me deixar impotente

A voz que arrepia sem nunca ter ouvido

Ele sabe de mim que nem eu mesma sei

A quem eu me abrirei e clamo que entre

E como selvagem libero meus sentidos.

Sérgio Cumino

terça-feira, 15 de junho de 2010

ABSORÇÃO INTIMA


ABSORÇÃO INTIMA



No recluso do quarto alado

Ela sente a solidão orquestrada

Em veios por pensamentos viu

Na busca da satisfação ausente

No tumulto intimo do silencio

Sob a luz do abajur azulado

Responde ao vento vindo da rua

roga a boca que provoca arrepios

lábios que sabe sussurrar o que sente

Mesmo fechada como as janelas

Sobre o lençol, o corpo pede o amado

Em devaneios sublimes seminua

Que por trás de suas persianas

Sente seus murmúrios como assovios

Mágicos penetrantes a sua alcova

Abotoada ao invasor imbecil

Mas ao calor mágico atende o chamado

Recriando seu corpo belo ardente

Ao qual reserva fresta que lhe resta

Esta na medida para romper a sela

Entregue a vontade que a rouba

No frisson, torna pernas em tranças

O que põe a bailar o brilho da vela

E a coreografia do corpo sobre a cama

Rola e embola aos sonhos assanha

Evoca a imagem que o desejo empresta

sensualidade e cheiro dos cabelos a cada fio

são signos aquece mulher fatal e bela

No silencio do seu aposento cresce a chama

Suas unhas sobre o lençol branco arranham

o corpo imaginário do amado sem arestas

Que tempera seus pedidos e desejos com cio

Fica louca selvagem e nada mais que a prenda

vivencia o sopro sonhos e façanhas

Entrega a singular orgia asceta

Que faz suas coxas lisas emanar seu rio

E úmida acorda o bico das mamas

Dedilha o ventre do tesão que orquestra

A mão que escorrega louca sem meta

Abusada e tarada sob vermelhas  rendas


 

Sérgio Cumino



sexta-feira, 11 de junho de 2010

QUER NAMORAR COMIGO?


QUER NAMORAR COMIGO?

Quer namorar comigo?

Um namoro com cheiro e novo

Com gosto de tudo é possível

Com o prazer de nos conhecer

Original e meio tímido

Meio ousado, meio moleque

Saboroso cheio de quereres

Um namoro Recheado de Carinho

Terno de suspiros e sussurros

Ao pé do ouvido ,apaixonado

Como tempos e outrora

Um namoro de Cabana ,

mesmo que seja sobre a cama

onde se monta a confiança

Do empenho mutuo divino

Divinal sedução

Sublime de quereres

Majestoso de vontade

De namorar para fazer

O outro crescer

Existir e caminhar

Um namoro com movimento

Um namoro de admiração

Para sermos e florirmos

Com os vislumbres do namoro eterno

Que nasce com o sol, aquece com paixão

De um jeito tupiniquim, namoro tropical

Com vida e temperado

com a brisa da manhã

Banhado na sua luz e acordarmos namorando

Um namoro da noite

lavado com a luz da lua

Regado a vinho e poesia

ritual que a faça exalar

Essências como as flores

Um namoro com colo

Um Ninho especial

Que encoraja medos

De caminho aos anseios

E realiza os quereres

Um namoro de afeto

Que a faça mulher amada

Felina e criança

Que a faça gozar

Um namoro com tesão

que frutifique nossas absorções

Que sejamos uno

E conhecemos outro por inteiro

quando rolamos sob o lençol

sob os sonhos

Entre ,mistérios e brumas

um namoro com prospecção

com veredas florescendo.

passo a passo que cultiva o dia a dia

Um namoro do tempo

Romântico com dimensão épica

Uma narrativa que vire

História de amor

Um namoro meigo

Pensado e construído

Irresponsável e irresistível

Com final feliz e enroscado

Com pipoca e cafuné

Renovado e intenso

Que atende pedidos

Daqueles que nos amam

E querem nos ver namorar

Sabem que assim sempre

Um namoro de torcida

Sábio e cheio de vida

De passeio no parque

De beijos que levita

Um namoro com arte onde

Coloca leva o caos ao talento

um namoro suntuoso

belo e terno que não falte

chamego e toque gostoso

vontade de estar

mil formas de abraçar

que seja contagiante e fiel, que

desperte no mundo o desejo e amar

e múltiplos pedidos de

Quer namorar comigo

Sérgio Cumino

quarta-feira, 9 de junho de 2010

NAMORO

NAMORO

Parada das esquinas

Relíquias de prazer

Descobertas a cada dia

Saudoso mês

Beijo, vida explicita

LOVER’S MIL

Trilhas ventos, lua

Meus dedos a umedece

Suas mãos tornam-me ereto

A antropofagia nos une

Como-te a todos os momentos

A noite torna manha

Manha tarde se torna

E os sorrisos brilham como sol

Energias cósmicas, línguas úmidas

Entre folhas existem ninhos

Nosso covil amor

A boca delira pelo

Calor de seus seios

Chama de sua gruta

Pela quente mulher.

Sérgio Cumino

segunda-feira, 7 de junho de 2010

CONTORNOS

CONTORNOS

Quando seu olhar roga pelo toque

Vagueio a mente em vales supremos

Como quem contempla do cume

As formas e magias da bela

Sobre o domínio das mãos fortes

desperta todo desejo que temos

Minhas palmas pairam como lume

Envolvendo-a como neblina na serra

Contemplando-a de sul ao norte

Acende os sentidos por todos pelos

O contorno paira por cima e ilude

A tensão a prometida fadiga terna

Enfim nos entregamos a toda sorte

Que o tato e cheiro definiram sermos

O contorno paira por baixo e assume

Deixá-la acesa como magia da vela

Iluminada pela delicadeza do toque

Envolvidos sem clausulas ou termos

Mas causador da criação do seu açude

Quando rolamos, no lago, cama e terra

Desnorteia sobre mim em galope

Mas assinada com as unhas no fêmur

A força, a dança para nosso ajuste.

Ao meu corpo o cavalo sem sela

Para que seja amazona em trote

Eu servo da graça e seus desejos

E você Deusa num rito sob o tule

Entregue ao meu roçar a sua Relva

Nessa vida somos apenas hospedes

Entregue aos deleites de nossos beijos

Que nos faz brilhar como vagalumes

No meio dos mistérios da nossa selva

Sérgio Cumino

quinta-feira, 3 de junho de 2010

CAROL, A VIDA SE LANÇA


CAROL, A VIDA SE LANÇA


Que Ode me ensine

Arte cavalheiresca do arqueiro Pai

Para quando lançar minha nina

Que linda mulher se torna

E que valha a pena sua ida



E o mundo aparece e define

Com gosto de quero mais

Que saiba enfrentar a sua sina

E todo desejos que transborda

Porque o cosmo é minha mira



Até mesmo os que a inibe

E o que intuição nos traz

A ilusão de doce menina

Quando quebra transforma

Sentindo o quanto querida



Uma nova Carol se exibe

Sob a coroa de Iemanjá

Onde o mistério lhe atina

Que a vida cíclica a retorna

Superando suas feridas



Ao coração de pai que reside

A minha bebe e sua manha

Os segredos e sua lida

A mocinha e as novas formas

Sua alma mítica



A uma mulher que exprime

Senso da arte nas entranhas

Singela devoção pela vida

Como Ogum e a bigorna

E as vontades transcritas



Que Osalá a paz lhe ensine

Osun como amor ganha

Sangô que a justiça a siga

Iemanjá seu ASÉ lhe roga

Pois Olorum não te limita.



FELIZ ANIVERSÁRIO MINHA FILHA – SÉRGIO CUMINO

terça-feira, 1 de junho de 2010

***GEMIDOS AO COSMO***

***GEMIDOS AO COSMO***

Sinto seu corpo todo cantar um gemido celestial

Sinto seu corpo todo se arrepiar, como uma safra de tesão

Sinto seu corpo todo, dançar para o acasalamento

Sinto seu corpo todo evocar meu xamã animal

Nesse rito de magia e emoção

Eu te degusto amor, como sempre sonhou

Eu te degusto amor como jamais saberá,

Eu te degusto amor, como nunca sonhou

Eu te degusto amor, pondo o mel jorrar

Porque seus sentidos se misturam

E as concordâncias, se exalam.

Todo o clímax toma forma

Entrego a ti a minha boca

Entre as chaves  de suas pernas

Para que espalhe sua doçura

Entre os colchetes dos meus lábios

Peço-te que mexa com candura

Entre os parênteses do tesão ávido

Deixa sugar seu corpo livre das aspas

Deixa seus sentidos, fazer erros ortográficos

Repleto de frases e termos desconexos

Traga sua alma para mim é o que me basta

Com, grito de amor nas corredeiras do seu rio

Seja a musica que tocada por vosso sexo

Umedeça a saliva no mistério de sua mata

Acaricie minha face em seus pelos arados

No olhar do êxtase geme como uma reza a Baco

Celebrado com flores e vinho

Num cenário de furor e desejo derramado

Semeando sua pele macia e seu ninho

Para se sentir a fonte do universo

em seu corpo profano e sagrado

Seus sussurros mantras

Seus anseios intuitivos

Seus suspiros Tantra

Tornando-se musica seus gemidos ao cosmo


Sérgio Cumino

TRILHAS DE UMA ATRIZ


TRILHAS DE UMA ATRIZ

A atriz
no assoalho de madeira
luzes e magia
despeja gotas de suor
de seu ventre artístico
E no tapa ardente
da esperança da vida
chora a criação
No clímax do drama
no foco da cena
ela em descobertas
cambaleia a personagem
nas pernas bambas do
teatro da vida
entre dramas e comédias
é o grito
da mulher pirofágica
que a faz a Dama das Camélias
e todos nós na rua
e todos nós na cidade
envoltos da sedução mágica
Mulher atriz abre o sorriso
Com a alma pura e nua
sem casta ou idade
menina e improviso.
É o caos
És poetiza
És moleca
sabor brigadeiro
sabor de vida, despindo- se
de casacas e fachadas, para
Ser
Por inteiro
criança, força, mulher.
Ser
Monologo  que se diz
a procura, encontro e gozo
Ser
absurda e ATRIZ.

SÉRGIO CUMINO

sexta-feira, 28 de maio de 2010

ESCULPINDO DESEJOS


ESCULPINDO DESEJOS

Pela bela me declino aos pés

Com as mãos que embeleza o olhar,

Toque que nasce da fé

Na planta que torna meu guia

Construindo muitos desejar

toda sua tesão que esvaia

modelo o calor da bela

na magia que emana das palmas

dedilho pela trilha macia

o encontro de nossas almas

a sentir- ser doce eterna

numa coreografia que aquece

o toque da intensidade terna

esculpo a união das animas

mãos no namoro com as pernas

suas imaginações aparece

como tango sensual latino

Por um bom beijo fica aquecida

corpos reverberam como sino

movimentos que busca o querer

nesse calor que a torna atrevida

celebramos com um bom vinho

arrepio provocado pelo lamber

Toque que germina o que Atino

Mãos que buscam o nosso ser

Intensões quereres ávidos

Sem vir o tempo passar

Meu corpo todo servindo

a poesia da graça do amar.

Corpos e vontades de ter

A boca em todos seus lábios



SÉRGIO CUMINO