JULIA BRITO
A POETISA DO IPÊ-AMARELO
A POETISA DO IPÊ-AMARELO
Criem cantigas sagradas a poetisa
Como aquelas que evocam energias
Como aquelas que evocam energias
Para que a primavera celebre sua vinda
Ipê amarelo é sua poesia
Que a lemos sem vir à sombra
Porque é luz que encanta os olhos
mas todo caminho tem seus percalços
mas todo caminho tem seus percalços
que atinge a alma e causa avarias
Ocorridas em Estações de outrora
Feridas aos pés descalços
Feridas aos pés descalços
Outono, não derrubou apenas folhas
Sim ipês de sua sagrada genealogia
Perdeu encanto a fauna e a flora
Inverno trouxe a saudade fria
Cruel perda da mana querida
Desmatando a amada família
Entraves do navegar de cada rio
Rogamos a Julia da paginas soltas
Por sermos poetas provençais
Com serenatas a janela d’alma
Seremos o sol de Cabo Frio
Tornemos flores do seu amarelo ipê
Lembrá-la que seu sorriso belo, é vida
Herdada pelas rimas repentistas
Seu rabisco emociona quem os lê
Poetisa moderna de nosso cordel
Apreciaremos como o beija flor
Assim como seus entes no céu.
Sérgio Cumino
Homenagem a Julia Brito, poetiza, e eterna amiga que muito estimula esse blog,







