ATREVIDA
Limiar de cada palavra
entre o brilho do olhar
Arrepio do ventre
acende os amantes ao cio
Anestesia e eletrifica mente
choque da fêmea alicia
Jogo lançado a sorte
boca sedenta ao dorso
Lua que inspira a loba
exalta a devassa nua
Alvoroço no corpo pauta
linhas que me contorço
Tesão de tê-la minha
suores viram poção
Feitiço de seus sabores
começo do clímax e riscos
Dentro de ti não me reconheço
carinho mágico em seu centro
Degusto com delicioso vinho
jorrado no desejo dos bustos
Performance do eterno amado
prosa é sussurro que te alcance
Desperta como suave rosa
essência do tônus alerta
Rompe as falsas decências
pernas abrem-se aos horizontes
Libera os calores das cancelas
prenda meu corpo como revela
Graça do passeio de suas rendas
arrepia os pelos por onde passa
Desnuda felina que geme e mia
liga meu lábio a sua vulva
Tremor incontido que instiga
sentidos a todo fervor
Melodia quente dos gemidos
dialética da pudica e vadia
Querida ritualística e cética
Mulher, fêmea e Atrevida.
SÉRGIO CUMINO








