Em nós tudo se eterniza
Quando nos vemos
Parte do vento
Aguas em essências
Chamas de mítico fogo
Alimento de nossa terra
Torna o caos em brisa
Aprendemos tudo que lemos
Pessoas, cosmo, tempo.
Que somos fragmentos do todo
A chave do sentido da vida
Mergulho no oceano
Olhando do topo da serra
A alma se harmoniza
Com puro viemos ao puro rendemos
Como átomos em movimento
Morremos e nascemos
Somos estrelas e as cadencias
O que o sentir realiza
Aprender a vir o que não vemos
Os sinais que nos intriga
A divindade no pedido da Bênção
Descobrir-se poção do sortilégio
Aí fluímos consonância
Protagonista e seu antagônico
Criamos nosso filme de arte
Extrair sabedoria de toda tensão
Vemos o virtual e o real
O olhar nosso privilegio
Através de nossas inconstâncias
Como lados da mesma face
Signos de muitos cultos
Cantigas de todos os cantos
Culturas na mínima célula
Trágicos e cômicos
Somos o além e seu duplo
Caminho e a trégua
O Pai filho, e todos os santos.
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ







