NESSA JANELA
Nessa janela, brilha Fêmea.
Como um raio de desejo
Que invade o recinto
Com feminilidade dourada
Com meu querer lampejo
Minhas células em coral
Vibrante do que sinto
Nessa janela brilha o sol
Como um astro em passeio
Como o palhaço Carlito
A razão indo à caminhada
Dá-se inicio ao primeiro beijo
E imagens de vontade animal
Pensamentos como labirintos
Nessa janela brilha os lábios
Que pedem os seus seios
E deixa - os em pino- ouriços
E arrepiados como amada
Aos seus encantos me arqueio
Como mestre sala de carnaval
Conduzo-a com meus instintos
Nessa janela brilha carmim
E a luz visita o traquejo
Desmistifica meus vícios
Recebe a poesia que aflora
Deixa-me todo cambaleio
Entre sonho e o real
Mistura o eterno feitiço
Nessa janela brilha Olhar
Descreve-me onde não vejo
Encaminha-se a novos inicios
Faz a vida ser agora
Atira-se roliço e certeiro
Numa excitação original
De palavras e rabiscos.
SÉRGIO CUMINO







