AMANTES EM PLUMAS
Quando a magia se apura
Faz da sensibilidade fortuita
A loucura em passo a passo
O beijo do olhar flutua
Numa noite inteira. Toda sua!
Abraço terno, apaixonado.
Revela-se fêmea. Em suma
É docente e aluna
Ele seu servo, seu macho.
Cujas mãos tateiam suas curvas
Suores os deixam molhados
Levando-a devaneios em brumas
Embriaga-se em doces braços
Um sorver de essência, que te suga.
Doce loba geme assim como uiva
Entrega-se arqueada de quatro
Rolando em brancas plumas
Boca que molha suas dunas
Os lábios aguam-se em sua vulva
Entre as molduras do quarto
Descobre-se sua intensidade
De instintos encantados
Beijos em meio às espumas
Gemidos de insanidades
Sem culpa nenhuma
Submersos na agua, ele a laça.
E as pernas roçam juntas
E mamilos doces uvas
Burilados fazem o compasso
De sua entrega na noite felina
Entre suas ancas ele se encaixa
E seu diafragma pulsa
Longo brado da suplica nua
Ama-me! Coma-me! Possua-me!
Assim mulher amada acende
Com sabor do tempero melado.
SÉRGIO CUMINO








