PERMITA-ME SER!
Permita-me ser
o pensamento que clama
ser sua pura essência,
o destino de sua cabala
um arrepio que permanece,
Permita-me ser
o pensamento que clama
ser sua pura essência,
o destino de sua cabala
um arrepio que permanece,
Gozo e suas cadencias
um vinho que tenha corpo,
um corpo que tenha vinho,
para minha boca degustá-la
que deixa sua cabeça vaga,
ser o homem que te embriaga,
em orgasmos de reverencias
deitados em nuvens no céu,
ser o desejo que te rasga,
as casacas velhas e amargas,
ser o constante da alegria
e faça da sua nudez ninho,
um campo sem amarras
e o alimento nosso mel.
A magia revelada
um vinho que tenha corpo,
um corpo que tenha vinho,
para minha boca degustá-la
que deixa sua cabeça vaga,
ser o homem que te embriaga,
em orgasmos de reverencias
deitados em nuvens no céu,
ser o desejo que te rasga,
as casacas velhas e amargas,
ser o constante da alegria
e faça da sua nudez ninho,
um campo sem amarras
e o alimento nosso mel.
A magia revelada
Depois de muita estrada
Quero ser o tempo não vivido
O sonho desenterrado
Acalento da mente perturbada
Seu cavalo alado
A cor de suas pétalas
Ser seu medo gostoso
Calafrio sem hora marcada
O amor presunçoso
A ansiedade das vésperas
A esperança que te resta
A fome e a vontade de comer
A boca que tira seu batom
O desejo que seca seu lábio
A vontade e o calor que vier
O suspiro embargado de emoção
A quebra de seus hábitos
Deixar seu corpo em revolução
“O ser ou não ser”
E o subjetivo da questão
O sonho que te molha
A menta do seu hálito
Nas noites de solidão
A lua que te olha
Permita-me ser etéreo
Em seus desejos cálidos
SÉRGIO CUMINO








