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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PERMITA-ME SER!

PERMITA-ME SER!
Permita-me ser
o pensamento que clama
ser sua pura essência,
o destino de sua cabala
um arrepio que permanece,
Gozo e suas cadencias
um vinho que tenha corpo,
um corpo que tenha vinho,
para minha boca degustá-la
que deixa sua cabeça vaga,
ser o homem que te embriaga,
em orgasmos de reverencias
deitados em nuvens no céu,
ser o desejo que te rasga,
as casacas velhas e amargas,
ser o constante da alegria
e faça da sua nudez ninho,
um campo sem amarras
e o alimento nosso mel.
A magia revelada
Depois de muita estrada
Quero ser o tempo não vivido
O sonho desenterrado
Acalento da mente perturbada
Seu cavalo alado
A cor de suas pétalas
Ser seu medo gostoso
Calafrio sem hora marcada
O amor presunçoso
A ansiedade das vésperas
A esperança que te resta
A fome e a vontade de comer
A boca que tira seu batom
O desejo que seca seu lábio
A vontade e o calor que vier
O suspiro embargado de emoção
A quebra de seus hábitos
Deixar seu corpo em revolução
“O ser ou não ser”
E o subjetivo da questão
O sonho que te molha
A menta do seu hálito
Nas noites de solidão
A lua que te olha
Permita-me ser etéreo
Em seus desejos cálidos
SÉRGIO CUMINO
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sábado, 19 de novembro de 2011

ESPERO QUE ME ACEITE!

ESPERO QUE ME ACEITE!
Espero que me aceite
Sou o alimento da estrela guia
Que deveras sempre recente
O que fortifica novos laços
Sou a nova janela
Que da vista aos seus sonhos
Sou seu duplo
Complemento dos seus passos
Sua reflexão a capela
O tempero da sua vida
Adrenalina e o susto
O desejo e o obstáculo
A ponte da sua sina
É bom que me aceite
Mesmo afrontando a ilusão
Do que é seguro
Provoque a falha de calculo
O desafino da canção
Sou a fome e o alimento
Tempero e seu azeite
Sou seus gestos duros
Oposto do previsível
O caminho sem sacramento
O alarme que encoraja
O risco ao impossível
Vitória dos elos perdidos
Portal das intenções do destino
Porque subverto seu porto seguro
Na numerologia da vida sou numero primo
Seu menino e menina
Espero que aceite meu princípio ativo
Acima de qualquer juízo
Encontra-me nos dois lados do muro
Sou azedo e o doce do seu sabor
As ideias e a criação
Seu dente de siso
Complemento da totalidade intuitiva
Dialética dos pressupostos
O ponto de partida da ação
O coringa do jogo da vida
Possibilidades dos novos acertos
A força do grito da conquista
O alento do caminho! Sou seu erro!
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

terça-feira, 15 de novembro de 2011

NOITE DE ALMA VAZIA

NOITE DE ALMA VAZIA
Nessa noite me senti vazia
No eco do pensamento
Nem minhas manias
De vestiduras morais
Preencheram o vácuo supremo
Com seus lacres de julgamento
Que a toda vida me entalo
Agora como agua de sarjeta
Vira canoa sem remo
Escorrem pelo ralo
Tudo por uma boca mundana
Que assume o meu sonhar
Subverte diretrizes outorgadas
Aí tornou insólita minha vida solida
E úmida minha vontade pudica
Uma rebeldia que se nega
A couraça da repulsa
Coro dilata minhas têmporas
E amolece minhas pernas
Nem sei se esses lábios
Por quem meus pensamentos duelam
Cantem desejos por mim
Que demônios são esses?
Que me atraem a essa boca vadia
Simples sonho o beijo toma forma
Aquece-me, me morna,
Com maestria meu medo esfria
Meu cálice transborda
A imagem da boca grita
Preencha sua vida vazia!
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

DEPOIS DE AMADA

DEPOIS DE AMADA
 Tudo nela se transforma
Reverbera sonho de Hera
Leve com nuvens no céu
Pele vira pétala de flor

Ternura salta, entorna.
 A lembrança tempera
Olhar doce como mel
A alma canta com rubor

Se der um suspiro retorna
Revigorada a rotina que espera
Com pés no chão, cabeça ao léu.
Melódicas notas de humor

Não carregas mais a bigorna
Nem se esconde em cavernas
Seus passos flutuam com véus
Seja cá, acolá, onde for.

É a própria caixa de pandora
Secreta alegria interna
Que mal cabe num Tonel
Desfila pelo corredor

O que era foi-se embora
Nova mulher se revela
Subverte antigo cartel
Sem culpa e nem pudor

Para sentir o que aflora
Tem que ter um pouco dela
Ela o verso ele o papel
Amar é a arte do cuidador

Esse novo cio renova
Com abraço que sela.  
Como descida de rapel
Protagonista e o autor

Magia visceral a torna
Orvalho de primavera
O brilho dourado do anel
O espelho e o vapor
   
SÉRGIO CUMINO

sábado, 5 de novembro de 2011

AMANTES EM PLUMAS

AMANTES EM PLUMAS
Quando a magia se apura
Faz da sensibilidade fortuita
A loucura em passo a passo
O beijo do olhar flutua
Numa noite inteira. Toda sua!
Abraço terno, apaixonado.
Revela-se fêmea. Em suma
É docente e aluna
Ele seu servo, seu macho.
Cujas mãos tateiam suas curvas
Suores os deixam molhados
Levando-a devaneios em brumas
Embriaga-se em doces braços
Um sorver de essência, que te suga.
Doce loba geme assim como uiva
Entrega-se arqueada de quatro
Rolando em brancas plumas
Boca que molha suas dunas
Os lábios aguam-se em sua vulva
Entre as molduras do quarto
Descobre-se sua intensidade
De instintos encantados
Beijos em meio às espumas
Gemidos de insanidades
Sem culpa nenhuma
Submersos na agua, ele a laça.
E as pernas roçam juntas
E mamilos doces uvas
Burilados fazem o compasso
De sua entrega na noite felina
Entre suas ancas ele se encaixa
E seu diafragma pulsa
Longo brado da suplica nua
Ama-me! Coma-me! Possua-me!
Assim mulher amada acende
Com sabor do tempero melado.
SÉRGIO CUMINO

domingo, 30 de outubro de 2011

O COLO DO MEU BEM QUERER

O COLO DO MEU BEM QUERER

O que seria de mim?

Sem o desenho do carinho,

Com pinceladas de esperança

Traçadas ao horizonte,

Em cores do te quero

Na poesia da preguiça

Sutis ao meu caminho

Feliz como sorriso de criança

Alçada pela magia do olhar

Excitados de ternura

Entre fogo que sempre atiça

Evoca tudo que tenho de mais belo

Sussurros que não querem calar

Que me fazem ir avante pela doçura

Leva luz ao tudo que sinto

Na instigante magia da penumbra

Regada ao feitiço do vinho

Celebra o amar e a vida

E querer além do que a vista alcança

A esperança iluminada pelo luar

Assim suspira ao meu braço

Num aconchego do bem querer

Largados sobre dobras do lençol

Passando o filme da noite a rever

É o colírio que adoça os olhos

Toda poesia dessa doce fadiga.

A semente que me faz crescer

Como flores sob a luz do sol.

Torna-me forte a enfrentar

A vereda de vida sofrida.

SÉRGIO CUMINO

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

VOO ETEREO

VOO ETEREO


VOCÊ
A
Lua
como
a vida em
ansiedade em
seu movimento;
de ser , crer e de sentir
o desejo de estar para crer
e sentir para ser. um mordiscar no
ombro, sussurros como sopros divinos
são mediúnicas forças avançam e prosperam
mutuamente  integrando– se  na  alma e na VIDA.
Desejo que nasce do sexo, no plexo, e nos arquétipos
Vontade que unifica o selvagem, a razão com força ancestral
No rito da vida dançaremos até atingir a mais pura – transparência
Não deixar que o fantasma, o passado, seja um muro repressor presente.
Veredas vindouras proporcionam o viver, pensar e amar, dando movimento.
A realização é nobre quando gira em torno de profundos princípios e sonhos
EU Eu e Mim, nos declinamos para bela mulher, e encontramos o Santo Graal. MIM

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ




sábado, 15 de outubro de 2011

SIRVO-TE AMADA

SIRVO-TE AMADA


Entoou-te mulher menina

Você é alento para eu sentir

Sou menino, quero te respirar.

Ser que seus suspiros rapina

Ser a testemunha ocular.

Coadjuvante para você emergir

Protagonista para te ver brilhar

Seja qual forma de te servir

Evoco momentos sublimes,

Como um prêmio divino

Vivencia física de toda sensação

Assim acendo que a estimes.

Você a mulher que me declino

Toda manhosa e felina

É a leoa do sonhado reino

E todo tesouro a se descobrir

Eu sou caiaque que a rege desejosa

O rio que conduz sua emoção.

Ser seu guia e caminho

Para encontrar-se oceano

Em sua imensidão gloriosa

Brandas ondas seu suspiro

E o movimento meu carinho

A cadência da alegria onde for

Que se espalhe como maresia

Que me chamem de insano

Quero amor no meu destino

Ser o jardineiro que te cuida flor

Ser o poeta que a canta,

Você a melodia e viva poesia



SÉRGIO CUMINO

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sábado, 8 de outubro de 2011

ECLIPSE ALADO

ECLIPSE ALADO
 
Vento cósmico magico é a sua dança
Que desliza harmônica lenta fêmea
E Caminha ao abrigo celeste fálico
Contemplados por um coral dos planetas
E o brilho incandescente das estrelas
Cenário que nem a Deusa do amor
Embebida de paixão poderia conceber
Absorve a alma num silencio candente
É a sinfonia interna de magicas trombetas
Entrega-a tênue a chegada quente
Aos ardores solares que ascendem
O amor seguindo ao toque cálido
Declínios em louvor de muitas seitas
Profano fervor do abraço sagrado
Seduzindo hibrida úmida sedutora
Que inspira gozo dos amantes
Orbe lunar desliza ao braço amado
E todo fascínio de nossa silhueta
Discorre os versos dos poetas
Assim como o mel da felina
Rege o encanto das fadas
Gnomos, Elfos e ninfetas.
As virgens e o seu gamo
Fecunda a intensidade pura
Ejacula milhões de cometas
Como quero um amor astral
Jeito cósmico de dizer. Eu te amo!
E minha dama flutuando alada
Majestosa de corpo contornado
Com aureola do Deus dos raios
Numa mítica cópula apaixonada
Para um amor onde sou seu sol
E as nuvens se vão. E deixa-a nua
E nos tornemos um mito de Gaia
Que enfrentaram feiticeiros e lacaios
Para ser seu astro e você minha Lua.
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ