FOLHAS DA ESTAÇAO DO AMOR
Sente a falta porque percebe a presença
Sente a presença a imagem o persegue
Persegue e se atreve ao sonho abusado
Faz a constante dos olhos sorriso
E dos quereres pura volição
Personaliza o encanto, e deixa leve.
Vê dança do quadril na colher da xícara
Êxtase de ambos molhados
Torna-o bruma sobre vale dos riscos
Folhas passeiam com grito de ambição
Fazê-lo espírito amado que tenha pedido
Os desejos que seduzem o medo
Sob a melodia da magica citará
A pele com excitantes improvisos
E roga que essa ausência seja breve
São folhas da mesma arvore
Seguem amantes pela vereda
Sob a chuva de primavera
E faz o rastro encanto que fascina
O ar doce hálito o plexo aquece
Um calor que excita pensamentos
Para que o coração nunca esqueça
E revigora o corpo sensitivo
Faz brilho a alma cristalina
Como dorme agarrada ao travesseiro
E o batiza com nome do homem querido
Sensualiza seu sexto sentido
Dele a pele se arrepia desde cedo
Vento sussurra sopros emotivos
E a moral torna pasquim sem nexo
Quer que o relativo tempo torne ligeiro
Não somos o vento
Por isso um dia é muito tempo
A fé sobre a mesa que busca o universo
Faz da saudade conexão cósmica
A aspiração do amor vibra bons caminhos
Evoluem sentidos e da aura viva ao sexo
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ





