RENOV-AÇAO
Que faz o poeta cantar seus lírios
São de dentro parecidos,
Partilham desejos queridos
E todo gosto do ser amado,
Das mais diversas formas. Variando!
A bela amada levando,
Tudo de bom que a sensibilidade supre
E deixo a moral mórbida. Vadiando!
Seus encantos a inspiração nutre
O meu ser um homem melhor
Que sabe sua identidade
E heranças do seu solo
Sabedor das artimanhas de cor
Para sentir sua respiração cantando
Forte como preludio do beijo
Rompante como o uivo de loba de mel
E a cabeça repousa sobre o colo,
Seu respirar me sente o meu diferente
Cada segundo junto é sabor que é
No júri do realizado sou o réu
Equação desse tempo é o eterno
Cuja alma do buque são os trigos
A pujança das flores prove
Magia do desejo da verbena
No palco da sua flora sou ator
Viver um eterno ensaio
Como escudeiro dos seus encantos
Ou protagonista de sua cena.
A do ato da conquista
Nos jardins da flor de maio
O renovo toda minha, dia a dia.
SÉRGIO CUMINO
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