DEBUTAR DE CAROL
Desde que Oya
Disse a tempestade
Fazer dos ventos arautos
Para Anunciar a chegada
Dessa filha de Iemanjá
Saudamos sua vida estrear,
Talvez mais outra temporada
Há tanto mistério, sabe-se lá.
Num mundo de extremos
Contradições e rebentos
E logo tivemos que mudar
Ela um doce, e pôs – se a navegar.
Tão semente e precoce,
E já seu segundo interior
Que aflorou e se despede,
E de tantos outros, sabe-se lá.
Assim iniciou essa vida de migrar
E começa como de todos
Pelos saudosos Be a BA.
Da papinha a andar
De neném a Cidadã
Que já começa Cedo
E não adianta ignorar
Vindo de cá para lá
Chega à escola do viver
Basta entrar,
Se a companhia for o medo
É barrada no braile
Mesmo sem enxergar
A mente sabe o segredo
Do asco não preludiar
Pior que for nunca é tarde
Basta Oya evocar
Que a conhece de criança
Na maestria do inicio
E seus ventos navegar
Tantas coisas que aprende
Tudo novo começo
Agora vai debutar
Para uma vida
De modelos errantes
Sonhos esperanças
E depois viver, cantar.
Chorar, sorrir, Estudar,
Conquistar metas cativantes
E o gostoso que até namorar.
SÉRGIO CUMINO
dedico esse poema aos quinze anos da minha filha Carol.






