ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

sábado, 10 de novembro de 2012

DELICIOSO PECADO DA GULA

DELICIOSO PECADO DA GULA

Que boca gostosa,


Que me leva a devaneios,

Coreografa meus pelos,

Na alegria dos arrepios

Engole-me enquanto me olha

Como seu macho dominado

Mesmo que involuntário

Retiro seu batom

Orquestramos o frisson

Com sua saliva a capela

Aguçar sua boca gulosa

E outros quereres mais,

Sem sim, sem não.

Faz secar meus lábios

E inspira minhas abstrações

Eclodem em suspiros gozosos

Faz o sentir viril

Elétrico como raio

Quente como vulcão

Encanto e a encantada

Minha relva é sua selva

Torna-me caça, e premio.

Declaro-me com pulsações

Desenha meu amor

Quando roça seu céu

Põe o êxtase em orbita

E todas as aventuranças

Vertebras em bossa

E os cabelos cachoeira

Que banha meu quadril

Cultiva meu cedro

Sorve-o como fruta madura

Com apetite felino

Faz-me doce de criança

SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ESPELHO DA PAIXAO

 

ESPELHO DA PAIXAO


Olhos que revogam

O medo de ser

Ilumina meu bem querer

Adoçam o amargo

Inspiram pensamento

a abrir as cancelas

Destroem as mazelas

Comovem sem dizer por que,

Traduzem sentimentos

do jeito que os embola

por suas quimeras

Pelas veredas que vagueio

O olhar que sabe laçar


Ignora mundo lá fora

Dá-me rubor que tonteio

Selvagem como pantera

Magia lagoa encantada

Manda rancor embora

É nele que me perco

Mergulho me afogo

Onde tudo é emoção

Sonhos eu transformo

Pintados do seu jeito

Amendoados camaleoa

como doce verde e mel

que me tira o ar

revela desejada

Que da razão caçoa

Porque sentir é do coração


Faz o mundo parar

É um olhar que me despe

Pela visão enamorada

Atiça vontade louca


O corpo estremece

Pelo olhar da amada

Conduz todo tesão

Olhar de apaixonada



Não ha descrição

Se neles escorre lagrimas

A mim enternece

Eloquente diz a boca

O quanto ser beijada

SÉRGIO CUMINO

domingo, 28 de outubro de 2012

SINE QUA NON

SINE QUA NON

Cobra-me o sustento da esperança
cobra, mas cobra gostoso, cobra com arte
não cobre só os beijos mas qualidade de sentir
com todo o marketing de sua sensualidade
cobra com sinuosidade encantada da cobra
e busquemos o sagrado da criança
sem requintes, brindes ou esforço
não é uma promoção é emoção
e invade aquela vontade de servir
ser seu colo, seu porto
e encantos é o que tem de sobra
e a beleza do profundo faz mergulhar
em si, no Olorum e  no outro
o frisson de escorregar no tobogã dos sentidos
da um medo, um friozinho e tesão
e a total entrega ao fluir
sem amarras, roupas, tudo solto
brandura do querer que se desdobra
se multiplica com a intensidade
E que não sabe explicar
e fica mole com o toque da mão
e toda sedução que não pode escapar
sua mais pura essência, é alarde
seus calores que querem namorar
vivenciamos a satisfação
damos sentido a vaidade
o movimento e a manobra
folhas sagradas tira o ruim
e seus carinhos me deixam assim
eu venço meu covarde
com pensamentos a variar
Quando for cobrar, já foi tarde
Porque já estamos a navegar
SÉRGIO CUMINO 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

POÉTICAS DA VIDA


POÉTICAS  DA VIDA

A vida quando descrita
Pela cadencia dos versos

E posto frente a frente
Os conflitos da dialética
A liberta de comportas
Exala vida na natureza morta
É o Oasis do seu deserto
Não são feitos biográficos
Ou listas de relatos
Mas quando a leitura revela
Seus segredos são invadidos
Poeticamente previstos
pensa que lê, mas é lido.
Não importa o recato, seu intimo voa.
Sem reservas ou suspense
Inconsciente que já era vivo
Iludia-se por si, e estava dormindo.
Vê-se o novo em velhas rimas
excelência de palavras videntes
Seu querer no coração do etéreo
E musicalidade em sua sina
é pessoa nas palavras do Pessoa
Descobre que seu mundo é o mundo
O todo pela ótica de sua rua
Seu universo contado em verso
Assim com as duvidas e certezas
Os desejos e suas máximas
Formais, de nada vale suas vestes.
A intensidade dos verbos a deixa nua
Até os mais singelos confessos
Que em sua caixa trazia
Aqueles que o silencio disse a lua
Sem mesmo sussurrar
Surpreende-se, ela já sabia.
Pela gazeta das estrelas
Pelos murais das galáxias
Seu jeito de amar
Já era delineada nas poesias
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

terça-feira, 9 de outubro de 2012

DIFERENÇAS DE OUTRORA

 
DIFERENÇAS DE OUTRORA
Uma coisa eu descobri agora
Excita também meus projetos
Levita minhas duvidas
E deixa meu juízo de fora
Livre na primeira estancia
 Para ciranda das epopeias
E a reflexões de uma Lady
De como cuida do seu homem
E o passo a passo a rua
Mulher assim que te respiro
Ilumina a minha sapiência
Nossos quereres absorvem
Banha as corredeiras da mente
Florescendo novas ideias
Manda pessimismo embora
Sem dores na consciência
De um jeito tão discreto
Faz-me de plebeu a alteza
E o êxtase daquela aurora
Será brinde de muitas luas
Faz–se obvio o incerto
A descoberta da loba
Esta em suas matilhas
Para que novo se revele
Comecemos com xicaras vazias
SÉRGIO CUMINO

sábado, 6 de outubro de 2012

FUTURAR


FUTURAR


A chegada do que espera

Arrima-se desse presente,

Desejos de si próprio
 
Quereres que reinvente

Alojados de muitas eras

O agora é futuro que prospera

Ser a caricia ao ente,

Servir de imediato

E surpreender sempre

Vislumbre como numa lente

Memorias eternas

Um flash de seus repentes

A cada presente

Viva antes que escorra pelo ralo

Surpreenda-se a cada ser

Aflora poesia na gente

Predicado muda a cada ato

Mesmo que não de para ver

De atenção aos sinais que sente

Ainda que tiver ausente

Protagoniza a cena

Como Godo do Becket

Os insights e estalos

O faz de corpo presente

Ação de cada momento

Imagens vão pelas corredeiras

Indicam divisores de aguas

No cosmos o inconsciente

E já lá a gente assente

Através das leis e seus relativos

Note o coração

Acariciar a mente

Deliciar-nos com o hoje

Com seu olhar bento

É a harmonia dos recentes

Dá sentido a emoção

Flagrantes de cada close

Belezas do Deus Tempo

E as suas estacoes

A magia dos quatro elementos

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

NASCENTES


NASCENTES


Aquela que o intimo deseja

Escorre pelo colo. Como chuva

Aguça o seu jeito de querer

O frio da espinha

O calor da virilha

A magia que ferve sua fogueira

Palavras derramam rimas atrevidas

Molham com cerne das ribeiras

Sou bruma que passeia por suas formas

Esfumaça estigmas e relaxa as defesas

Brota como mina nas pernas abraçadas

Descoberta como almas uterinas

E retrai o corpo, comprime o ar e sorve.

Sentidos vêm prover da alquimia,

Do querer com a pele vaporosa

Meias palavras se completam

Com a boca que beija

As caricias a contornam

Declinam-se aos pés de sua Deusa

Contemplação, amor, magia e graça.

Das essências que foi aluna

Da menina que virou mulher

Os versos assumiram a prosa

Vibra sobre os corpos e beleza

Um suave sopro assovia

Maresia em sua orla

Com que o sentido assuma

O sentir, doar, amar e ser.

Sou o orvalho, você carinhosa.

O dengo da manha e a cotovia

O roçar e todas suas praticas

Assim em ti meu desejo adorna

De fazê-la flutuar como plumas

Amar é a leveza de viver

SÉRGIO CUMINO

terça-feira, 2 de outubro de 2012

LOGO AMADA

LOGO AMADA

Quando o mundo retorna

Dos momentos de paz que deu a ele

Aquela ausência para sentir

O desejo se saciando

Deu folga ao tempo

Vivendo sua relatividade

Em atividade de êxtase

Até mesmo a gravidade parou de existir

Dois corpos apaixonados levitam em si

Sintonizam as frequências

Para eternos vindouros

Faz o aroma quente

Paladar doce

Que deixa a pele macia

O espelho confidente

E faz as pazes com a alegria

Lingeries são cumplices

Sem falar no brilho no olho

É resgate de sua menina

Quando jaz somente mulher

O tempo que a terra parou

Deu ao mundo novas cores

Nuances e detalhes

Que outrora não existia

Nos sonhos virou mania

Nas preces ousadia

Que retomemos de onde parou

Para parada do tempo, continuar.

SÉRGIO CUMINO

domingo, 30 de setembro de 2012

TROVADOR E A LUA NUA



TROVADOR E A LUA NUA




Ter você aqui,

Na extensão do meu braço

Sob a luz do luar

O eterno torna fato



Ter você aqui

Meiga ao meu lado

Conjugo o verbo amar

Com ternura do afago



Ter você aqui

O amor é o enfoque

alma nos faz sentir

a pintura do toque



Ter você aqui

pairando sem gravidade

ao lado das estrelas

festejo de sua vaidade



Ter você aqui

junto ao céu de sua boca,

a cúpula , respiro seu ar

meus sussurros sua concha



Ter você aqui

com rosado da face

magia do olhar

pernas que se enlacem



Ter você aqui

um sentimento tácito

de querer mais

navegar no espaço



Ter você aqui,

Sob o feitiço da lua

E o silencio do olhar

E sua alma pura



Ter você aqui

Eu me despeço

De dogmas morais

Pela poesia do gesto



Ter você aqui

E a semente do amor

Em solos divinais

Semeando sua flor





Ter você aqui,

Tao próximo da boca

Sem forma e pressa

O beijo de deixa-la louca





Ter você aqui

Como amante trovador

A divina e amada

Minha prosa seu calor



Ter você aqui

Minha vontade é a sua

Meu corpo jangada

Que a leva nua.



SERGIO CUMINO